Internacional
01/11/2008
obina na cabeça ou obama nas alturas
O jornalista Marco Antônio Pontes, em sua coluna semanal "Comunicação & Problemas", no Jornal da Comunidade, de Brasília, lembra que os estadinudenses ao se apoderarem do gentílico "americano" revelam uma pretensão hegemônica sobre toda a América. O demais cidadãos, naturais da América do Norte, Central e do Sul, somos o quê, imigrantes ilegais?
Esse candidato negro que concorre à Presidência dos Estados Unidos da América, nas eleições de terça-feira, nasceu numa província do império estadinudense que foi tomada de um povo pacífico por interesses estratégicos militares, o Havaí. O Havaí não fica na América. Ao contrário, dista milhares de kilômetros desse continente. É uma ilha que aparece no meio do Oceano Pacífico. Ainda assim, esse candidato, que se diz diferente por ser negro, defende o poder de império daquele país e prefere dizer que é americano do que polinésio. Num de seus comícios, o candidato prometeu aos eleitores mudar os Estados Unidos e mudar o mundo. Ou seja, para o Sr. Obama o tal do mundo é aquele pedaço do globo terrestre onde "americanos" podem mandar e desmandar, inclusive mudar.
Que a massa de consumidores de enlatados culturais torça pela vitória do candidato negro, o "diferente" (em quê?), é compreensível, porque se julgam participantes (sem voto) das decisões tomadas pelo império quando consomem produtos e costumes que lhes são impostos. Líderes, porém, como o Nosso Guia e Grande Timoneiro Luiz Inácio e outros tantos mundo afora declararem simpatia pela vitória de qualquer dos candidatos à presidência dos Estados Unidos da América é miopia política, medo de enfrentar a realidade ou burrice chrônica. Esse império, e o mal que apregoa, só será barrado se for derrotado. Para eles (estadinudenses) não existe outra linguagem. E mudar o mundo, como apregoa o candidato pelo Partido Democrata, significa moldar o mundo à sua imagem, semelhança e interesses.
A esse respeito o jornalista Mauro Santayana recorda:
"Durante os últimos 200 anos, os Estados Unidos se empenharam em mudar o mundo e trouxeram à História a cultura da violência, do desatamento dos laços familiares, do mito do êxito individual, da competitividade selvagem, da concentração da renda e da destruição da natureza. O mundo deve dispensar a arrogância do candidato e, em sua mutação, os serviços de Mr. Obama. A grande mudança que a Humanidade espera é a retirada dos norte-americanos para seu próprio solo. Que seus marines e agentes secretos voltem ao território pátrio, suas empressas deixem de explorar os países produtores de matéria- prima, e as elites usem sua virtudes potenciais para tomar o próprio povo mais livre e sua sociedade mais igualitária, conforme o american dream dos peregrinos. Todos nós queremos que o povo dos Estados Unidos seja muito feliz e se desfaça daqueles que, de geração em geração, lhes conspurcaram a História, e lhes ofuscam os olhos com as cores do ilusionismo".
04/10/2008
a espera de notícias
a imprensa livre e democrática tem obrigação de denunciar abusos contra a liberdade
Mês passado o Presidente Hugo Chaves expulsou da Venezuela o representante de uma organização internacional que luta pelos direitos humanos. Toda a imprensa brasileira divulgou esse fato.
O Presidente Álvaro Uribe, da Colômbia, mandou prender e expulsou de seu país a representante da Rede de Irmandade e Solidariedade, uma ONG européia que investigava abusos humanitários.
Advogados do Comitê de Solidariedade aos Presos Políticos foram impedidos de ver a alemã Christina Friederika Müller, que ja está fora daquele país.
A imprensa brasileira, livre e demoncrática, ainda não divulgou esse fato.
01/10/2008
o fim da história
havia um muro no caminho (wall)
Anunciamos a Queda do Muro de Wall Street. A qualquer momento publicaremos comentários sobre "o fim da história". Estamos aguardando o texto do japonezinho (assessor) do Bush para postarmos suas brilhantes conclusões. É claro que só publicaremos se a história não acabar. Mas não se desesperem leitores.
16/09/2008
tão bonzinhos...
efeito sadam hussein. quando sadam resolveu tomar contas de seu petróleo, o mundo sabe o que aconteceu
MINA - O crescimento da exploração de petróleo no mar do Atlântico Sul será o mais expressivo nos próximos 25 anos. Os dados foram apresentados pelo economista Antônio Barros de Castro em seminário do Ministério da Fazenda. As estimativas não incluem todo o potencial do pré-sal brasileiro. Vendida como humanitária, a reativação da Quarta Frota americana tem como principal objetivo garantir a produção de petróleo nessa região.(Coliuna Panorama Politico - Jornal O GLOBO)
13/09/2008
eu tenho a força (e só eu)
olhem só (e ouçam) quem fala
A Colômbia mantém há anos um enorme contigente militar estrangeiro em seu território. Mas o Governo Uribe entende que só a Colômbia tem esse direito e acusa qualquer outro país que fizer o mesmo de pretender conflaglar a região importando conflitos. Podem acreditar. Foi o que disse a ex-Ministro da Defesa colombiana, Maria Lúcia Ramirez, candidata à sucessão de Uribe, e de seu Partido.
12/09/2008
rapina americana
os argumentos de um país valem para o outro?
Os Estados Unidos da América congelaram (confiscaram) bens e investimentos venezuelanos em território americano. Se a Venezuela fizer o mesmo com os bens e investimentos americanos em território venezuelano, isso será crime?
11/09/2008
11 de setembro
terrorismo
Desde que iniciei este blog faço o registro desta data trágica para a humanidade. 11 de setembro foi o dia em que os Estados Unidos da América patrocinaram um dos maiores banhos de sague da história da América Latina. Fizeram isso para manter seu poder e sua filosofia de exclusão de contingentes inteiros de população do progresso social. Aos Estados Unidos da América interessa o domínio abaixo do Rio Grande, onde atualmente constroem um Muro da Vergonha que nos separe de seu território. Nós "chicanos" servimos de mão obra abundante e barata que aumente a margem de lucro de suas empresas que operam no continente.
Foi nesse dia, 11 de setembro, em 1973, que a CIA e outros organismos de repressão, assassinaram o Presidente Salvador Allende, do Chile, e impuseram o holocausto que chegou a tingir de sangue rios de Santiago, a capital bombardeada.
A humanidade não pode esquecer esta data, pois os dominadores e invasores dão destaque a outros acontecimentos, uma vez que, controlam os meios de comunicação globalizados e foram os vitoriosos do massacre de Santiago. Os vitoriosos sempre escrevem a história, mas não conseguem apagá-la.
Neste momento em que os Estados Unidos da América patrocinam a divisão da Bolívia e a invasão da Venezuela a partir de suas "cabeças-de-ponte" no Peru e na Colômbia, nós, deste continente espoliado, devemos fazer um minuto de silêncio em homenagem a todas as vítimas dos americanos, e um minuto de reflexão a respeito de nossa história continental.
10/09/2008
lá também tem pfl
6ª frota naval americana ronda o continente com sua ajuda "humanitária". socorro!
deu na folha de s.paulo
É golpe
De Clóvis Rossi:
O que está em andamento na Bolívia é uma tentativa de golpe contra o presidente Evo Morales. Segue uma linha ideológica e táticas parecidas às que levaram ao golpe no Chile, em 1973, contra o governo de Salvador Allende, tão constitucional e legítimo quanto o de Evo Morales.
Os bloqueios agora adotados nos Departamentos são a cópia de locautes de caminhoneiros que ajudaram a sitiar o governo Allende.
Outra semelhança: Allende elegeu-se presidente, em 1970, com pouco mais de um terço dos votos (36%). Mas, três anos depois, sua Unidade Popular saltou para 44%, em pleito legislativo, o que destruiu qualquer expectativa da direita de vencê-lo política ou eleitoralmente.
Foi na marra mesmo, o que deu origem a um dos mais brutais regimes políticos de uma América Latina habituada à brutalidade.
Evo Morales também se elegeu com menos votos do que obteve agora no chamado referendo revogatório, o que demonstra um grau de aprovação popular até surpreendente para as dificuldades que o governo enfrentou desde o primeiro dia, em parte por seus erros e em parte pelo cerco dos adversários.
A luta dos Departamentos pela autonomia, eixo da crise, é também legítima e precede Evo Morales.
Mas passou a ser apenas um biombo para encobrir as verdadeiras intenções, cristalinamente reveladas a Flávia Marreiro, desta Folha, por Jorge Chávez, líder "cívico" de Tarija, um dos Departamentos rebelados contra o governo central: "Se precisar, vai ter sangue. É preciso conter o comunismo e derrubar o governo deste índio infeliz".
06/09/2008
tão bonzinhos
e tão inocentes.
Matéria do Jornal inglês Financial Times informa que o Ministério de Defesa dos Estados Unidos da América alega que não sabia que os militares da Geórgia que estavam sendo treinados pelo Pentágono poderiam ser usados numa invasão a outro país.
É..., talvez se o Pentagono soubesse tivesse evitado a invasão da Ossétia. Quem sabe?
31/08/2008
tudo ficou no lugar
nada mudou. apenas os nazistas atravessaram o atlântico norte e, hoje, falam inglês.
Jornal do Brasil, (29 de agosto de 2008)
COISAS
DA POLÍTICA
mauro santayana
Os cavalos de Tróia e os cossacos do Cáucaso
O Primeiro Ministro Putin denunciou o que muitos haviam percebido. Bush açulou o governo da Geórgia, a fim de invadir a Ossétia do Sul e favorecer a candidatura republicana à Casa Branca. Contava com a reação russa e o temor da opinião americana de que Obama não tivesse pulso em situação de perigo, uma vez que Mc Cain vinha apontando a inexperiência do adversário nas relações internacionais. Em resposta, os democratas buscaram Joseph Biden para vice de Obama, que, com sua experiência e credibilidade em assuntos externos, ameniza o temor da ala conservadora de seu partido e dos eleitores independentes.
Homem procedente dos serviços de informação, Putin conhece a anatomia das operações sujas. O estudo de todas as guerras e todos os golpes de Estado, desde Tróia, mostra que tais expedientes, não obstante o repetido uso, continuam surtindo efeito. Os nazistas sempre os empregaram. Entre outras provocações houve o incêndio do Reichstag, que atribuíram falsamente ao comunista búlgaro Dimitrov, a fim de fortalecer a posição de Hitler no poder, a demonização dos judeus até a “solução final”;o estímulo às desordens dos nazistas na região tcheca dos Sudetos, e os incidentes de Dantzig, que foram pretexto para a invasão da Polônia. Na história da América Latina é possível encontrar a marca dos dedos dos agentes provocadores norte-americanos em quase todos os golpes de Estado. Isso ocorreu no Chile, no Uruguai, no Brasil, na Guatemala, na Nicarágua e em El Salvador.
Como já é de hábito, Washington respondeu com desdém à afirmação do premiê russo, ao qualificar de irracionais as suspeitas do adversário. As suspeitas estão dentro da rigorosa lógica da História. Tampouco são bizarras as advertências de Moscou a Varsóvia, a propósito de mísseis americanos em seu território, como as adjetivou a senhora Rice. Na escalada do novo confronto, os russos anunciaram, ontem mesmo, o êxito do teste de seu novo míssil intercontinental Tópol, portador de múltiplas ogivas nucleares, com o alcance de 10 mil quilômetros, e – segundo afirmam – capaz de atravessar qualquer escudo nuclear. Se esse for o desempenho da arma, ela poderá atingir, a partir dos silos soviéticos, alvos em quase todo o território dos Estados Unidos.
Depois da queda do muro de Berlim e do desmoronamento da União Soviética, os Estados Unidos passaram a atuar como se a sua hegemonia estivesse adquirida para sempre. Com essa arrogância entraram no século 21, que seria, segundo alguns estrategistas republicanos, novo século americano. Menos de uma década após essa passagem triunfal pelo pórtico do milênio, o país sofre outra realidade, com o governo dissociado dos ideais democráticos da república, os custos bélicos financiados com a crescente desigualdade interna, a transferência de recursos públicos aos empreiteiros da guerra e da “reconstrução” no Iraque – associados aos republicanos – as instituições claudicantes, o desrespeito às liberdades, o descrédito do mundo.
Os mais lúcidos pensadores norte-americanos têm advertido que o ciclo imperial de poder de seu país está chegando ao fim. Não obstante, talvez devido ao medo que suas armas infundem, Washington continua dando ordens ao mundo. Seu equivoco é pensar que o patriotismo seja atributo exclusivo deles. Os russos, mesmo com o desastre que foi a desorganização do Estado, demonstram, na recuperação econômica, na política e militar, na retomada da grande indústria bélica, que os sentimentos nacionalistas, mobilizados com êxito na Segunda Guerra Mundial, continuam poderosos.
Não devem os norte-americanos surpreender-se com a rápida resposta militar dos russos e suas advertências aos vizinhos hostis. Como se sabe, imitar os atos do inimigo, para combatê-lo, é velho hábito dos homens.
29/08/2008
obama nas alturas
guns and roses
Volto a afirmar que estou com muito medo do que anda dizendo esse candidato à Presidência dos Estados Unidos da América, o atual Senador havaiano Barak Obama.
Ele vive repetindo que vai restaurar o poder mundial dos Estados Unidos da América. O que isso quer dizer? Milhões de filmes enlatados para conquistar corações e mentes ou novas invasões, mais tomadas de territórios, genocídio, tortura; será que vai chegar o famoso dia dos "mil Vietnams"?
Deus tenha piedade de nós
27/08/2008
(des) informação
doutrina Bush traz de volta a guerra fria
Navios americanos desembarcam tropas na Geórgia, mas imprensa brasileira fala de invasão russa....
23/08/2008
a doutrina bush para os jornais
papagaio de todo telejornal acredita nos jornais impressos
Foi escandalosa a cobertura da invasão americana à Ossétia. A compra de espaço em jornais, rádios e outros veículos, e a montagem de eventos para divulgação de versões favoráveis começa a ser denunciada por uma parte das mídia que deve ter ficado de fora do esquema. Ou então muito dinheiro ainda vai rolar porque só agora os jornais começam a denunciar a invasão e o massacre de civis pelas tropas comandadas pelos Estados Unidos da América.
Os Estados Unidos da América tentaram aproveitar-se do momento das Olimpíadas para promover mais um banho de sangue e já haviam iniciado a limpeza étnica quando as tropas russas impediram o massacre da população que era executado pelos soldados da Geórgia sob o comando de oficiais americanos. É uma situação semelhante a da Colômbia, que invadiu o Equador há menos de três meses. São centenas de "assessores" militares prestando serviços ao governo direitista e belicista da Geórgia.
No Brasil, a imprensa comprometida (com a verdade?) continua a tratar o assunto como uma invasão russa.
27/07/2008
quem diria que vem da ásia a esperança
churchil sempre lamentou a demora para os outros países perceberam a alemanha de hitler. talvez estejamos demorando muito para perceber os estados unidos da américa do pós-vietnam
O silêncio dos países ocidentais sobre as violações aos direitos humanos e a manutenção ostensiva da oficina de torturas em Guàntanamo pelos Estados Unidos da América é uma forma de cumplicidade. É muito mais que conivência.
O pedido à China formulado ontem pelo Senador republicano dos Estados Unidos da América, e candidato à Presidência daquele país, John Mc Kain, para que liberte os prisioneiros tibetanos autoriza, agora, a China, a pedir que os Estados Unidos da América libertem os prisioneiros que estão naquele cativeiro clandestino. Sim, porque os tibetanos foram presos pela polícia chineza na forma da lei daquele país ( lei injusta, draconiana, ultrapassada, anti-democrática?) e à vista do mundo inteiro. Mas os prisioneiros de Guantànamo foram sequestrados de seus países sem nenhuma legislação que amparasse a prisão. Não se sabe quem são nem o que fizeram. Não se sabe , também, ainda se os terroristas seqüestradores (militares americanos) irão exigir resgate às família ou aos países de origem das vítimas.Trata-se pois, de um crime: O Seqëestro seguido de tortura.
Pode a China, agora, quebrar o silêncio e denunciar a conivência com o crime.
25/07/2008
pontes e muros
em berlim, barak obama propõe "menos muros e mais pontes". resta saber quantas pontes serão construídas sobre o rio grande ligando os eua ao méxico
O candidato democrata à presidência dos Estados Unidos da América e atual Senador, Barak Obama, condenou a existência de muros erguidos para separar pessoas, países e nacionalidades. Falou em tese pois durante toda sua campanha não disse uma palavra a respeito da muralha que vem sendo erguida pelos Estados Unidos da América na fronteira com o México.
09/07/2008
fantoche americano é criticado por ingrid
país que foi comprado em 1918 pelos americanos continua a ser território estrangeiro na américa do sul
Ingrid dá guinada e passa a atacar Uribe. Ex-refém, que antes defendeu possibilidade de terceiro mandato, adota discurso social e aponta isolamento regional do país
De Eliane Cantanhêde:
Menos de uma semana depois de ser resgatada espetacularmente do cativeiro, a ex-candidata a presidente da Colômbia Ingrid Betancourt consolidou ontem a guinada iniciada na véspera em relação ao governo de Álvaro Uribe. Se em suas primeiras entrevistas foi pró-Uribe, admitindo até o terceiro mandato do presidente, ontem ela declarou que não teria votado nele e que "a Colômbia está isolada na região".
"[A Colômbia] é o único país que tem guerrilha e por isso estamos na extrema direita. Quem elegeu Uribe foram as Farc [Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, o grupo que a fez refém]. Se não existissem as Farc, não existiria Uribe. Os colombianos votaram em Uribe porque estão até o pescoço com as Farc", disse ela, numa nítida mudança de tom, na véspera de completar sete dias de libertação. Assinante da Folha leia mais em: Ingrid dá guinada e passa a atacar Uribe
05/07/2008
para refletir
embora ainda faltem muitas informações
Do Jornal O ESTADO DE SÃO PAULO
O impacto do êxito de Uribe
Não fosse o seu seqüestro, as suas aspirações presidenciais teriam merecido, se tanto, uma nota de rodapé na crônica da convulsionada política colombiana. Ficaria uma vaga lembrança do histrionismo de comparar a corrupção em seu país à aids e de adotar como símbolos de campanha uma camisa-de-vênus, com o slogan "Proteja-se" e o remédio Viagra - nada que fizesse a sua popularidade ir além de um par de pontos de porcentagem nas pesquisas. Ciente da própria irrelevância eleitoral, ocorreu-lhe apelar para uma forma temerária de autopromoção - fazer campanha na região de San Vicente del Caguán, no sul da Colômbia, notório reduto das Farc. Quaisquer que tenham sido, à época, as suas expectativas sobre os resultados do lance oportunista, a verdade é que ela praticamente se entregou aos bandidos.
Com isso, produziu-se um caso exemplar de conseqüências indesejadas. Mais do que o lugar que ocupava no cenário colombiano, mais até do que o fato de ser mulher, a sua dupla nacionalidade e os vínculos familiares com a França deram dimensão internacional à tragédia que passaria a viver, por um imenso erro de cálculo. Acabou bem, felizmente - e seria desumano não festejar o desfecho triunfal da desventura, mesmo encarando com desconfiança o "estrelismo" político que vem exibindo sua protagonista. De todo modo, logo que empalidecerem as luzes de sua fama, se desenhará com nitidez a nova equação política, na Colômbia e na América do Sul, resultante do formidável triunfo do presidente Álvaro Uribe com a operação espetaculosa do resgate de Ingrid e outros 14 reféns.
Ele não precisa de um terceiro mandato - e é de desejar ardentemente que não se disponha a buscá-lo - para ter assegurado o seu lugar na história da Colômbia e da América Latina, como o líder que destruiu a mais odiosa das organizações terroristas que se formaram nesta parte do mundo sob o patrocínio de Fidel Castro - e, depois, de Hugo Chávez - e que chegou a formar um Estado dentro do Estado colombiano. Numa região infestada de antiamericanismo primário, Uribe ousou firmar uma sólida aliança com Washington para dar combate ao narcotráfico e ao terrorismo - as duas faces de um mesmo inimigo mortal. Agora, com as Farc nos estertores e Uribe no apogeu, Chávez e seu adepto equatoriano Rafael Correa são os grandes derrotados na arena ideológica regional.
Chávez foi diretamente atingido pelas evidências, registradas no computador que pertencia ao número dois das Farc, Raúl Reyes, morto pelas forças colombianas em território equatoriano, de lhes fornecer armas e dólares. Hoje, chama Uribe de "irmão", depois de ter-se dissociado da organização, anunciando, há algumas semanas, que "a esta altura, na América Latina, um movimento guerrilheiro está fora de lugar". Foi o que disse anteontem, quase com as mesmas palavras, o presidente Lula, ao comemorar o feito do Exército colombiano. Só não tem o menor cabimento ele aconselhar as Farc a "participar do jogo democrático". No momento em que se demonstra "ao vivo" que a narcoguerrilha está em seus estertores finais, não tem sentido fornecer-lhe um balão de oxigênio.
Mas, pior do que o "conselho" de Lula, é a fantasia de que a Colômbia e as Farc podem se reconciliar, para usar um termo do próprio Lula, endossando nota do Itamaraty. "Reconciliação de quem com quem?", pergunta o ex-embaixador do Brasil em Washington Roberto Abdenur. "De um país de 47 milhões de habitantes com um pequeno grupo que age pela força? É tratar as Farc como se fossem representantes legítimas de uma parte expressiva da Colômbia."
A política de Uribe desfruta, neste momento, do apoio de 91% dos colombianos.
04/07/2008
ingrid betancourt está livre
a ex senadora está livre das farcs
Ao se unirem no apoio à implantação definitiva de uma base terrorista na América do Sul para militarizar os conflitos na região, os Estados Unidos da América e o Estado sionista de Israel acabaram por protagonizar a soltura dos reféns de elite que estavam em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. A libertação desses reféns deve ser comemorada, e graças devem ser dadas por terem preservado a vida e a saúde. Nada justifica que as FARCs ou quem quer que seja se utilize dos mesmos métodos bárbaros que são praticados pelos americanos e pelos israelenses para a consecução de seus objetivos. Mas a vitória dos Estados Unidos da América e de Israel em território sul-americano deve ser temida e discutida o quanto antes pelos países onde ainda resta um mínimo de dignidade nacional. As duas potências terroristas transformaram o que ainda é chamado de Colômbia em seu território, livre e sem autonomia, muito menos independência. A dificuldade para a manutenção daquele território que já está em poder dos Estados Unidos da América estava sendo legitimar perante o mundo a continuação do boneco dirigente da região, Uribe, que tentam impor a ferro e a fogo na Presidência do País. Ingrid Betancourt poderá assumir esse papel. Terá apoio do Papa, da França, de Israel e comandará a implantação da força militar e da corrida armamentista no continente, até então livre de conflitos entre seus Países. Os demais reféns das FARCs, cerca de 700, não têm peso político individual nem importam a esse objetivo imediato das potências estrangeiras, traduzido para o mundo como um esforço exclusivamente humanitário. O esforço de mídia (da "imprensa livre") fará tudo para esquecê-los por enquanto. Enquanto a vitória e os louros da libertação de Ingrid Betencout consolidam a idéia de que o confronto armado é a solução que pode ser vitoriosa e vingar na América do Sul, para que os interesses americanos sejam preservados, vai se discutir a escolha entre Uribe e Ingrid para dar continuidade à ocupação do território. Aiôooo Silver!!
02/07/2008
tão bonzinhos...
a direita exulta!
deu em o globo
União contra a Quarta Frota
Lula e Chávez cobram dos EUA explicações sobre reativação de unidade naval na região
De Eliane Oliveira, Janaína Figueiredo e Leonardo Valente:
Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Venezuela, Hugo Chávez, aproveitaram a Reunião de Cúpula de Presidentes do Mercosul, realizada ontem na província argentina de Tucumán, para fazer uma dura cobrança ao governo dos Estados Unidos. Ambos os chefes de Estado manifestaram forte preocupação pela reativação da Quarta Frota da Marinha americana, que após 58 anos voltou ontem a realizar operações militares nas Américas do Sul, Central e no Caribe. Durante seu discurso, no plenário de presidentes do bloco, Chávez afirmou que a estratégia militar americana representa uma ameaça para os países do continente, e defendeu a necessidade de o Mercosul "pedir uma explicação ao governo dos Estados Unidos por sua atitude". Lula, por sua vez, disse que o governo brasileiro pedirá explicações à secretária de Estado americana, Condoleezza Rice.
— Devemos perguntar, em bloco, ao governo dos EUA por que está mandando a Quarta Frota à nossa região — enfatizou o presidente da Venezuela, afirmando ainda que o objetivo dos EUA é apropriar-se dos recursos naturais dos países da região.
Já o presidente brasileiro se antecipou e disse ter dado instruções ao ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, para que peça esclarecimentos sobre a Quarta Frota ao Departamento de Estado americano.
29/06/2008
"tão bonzinhos" rides again
Uma chance para gabeira e para franklin martins
Os Estados Unidos da América, país que expulsou Charles Chaplin de seu território, que perseguiu o beatle John Lennon e que não queria entrar na guerra contra Hitler para não perder bons negócios com a Alemanha, se arvora o direito de qualificar as pessoas e os países mundo a fora. Esta semana anunciou que vai tirar a Coréia do Norte de sua lista de "países terroristas". Mas não informa se a Coréia do Norte irá fazer o mesmo com os Estados Unidos da América, país que mantém tropas militares e pratica ações terroristas no mundo inteiro, em defesa de "seus interesses".
Para os que se preocupam e obedecem à lista negra dos Estados Unidos da América é bom saber que terão que engolir o ex-Presidente da África do Sul, Nelson Mandela. Esta semana, por iniciativa de alguns Deputados, o Congresso americano estuda a possibilidade de excluir Mandela da tal lista negra, onde foi parar quando lutava contra o regime racista/nazista do Apartheid em seu país, aliado dos Estados Unidos da América e de Israel. Aos 90 anos Mandela vai virar bonzinho para a América e para seus obedientes "servidores". O que a iniciativa dos deputados não explica é se os Estados Unidos da América continuariam apoiando os nazistas da África do Sul se Mandela não tivesse vencido a parada.

