Nacional
04/10/2008
a espera de notícias
a imprensa livre e democrática tem obrigação de denunciar abusos contra a liberdade
Mês passado o Presidente Hugo Chaves expulsou da Venezuela o representante de uma organização internacional que luta pelos direitos humanos. Toda a imprensa brasileira divulgou esse fato.
O Presidente Álvaro Uribe, da Colômbia, mandou prender e expulsou de seu país a representante da Rede de Irmandade e Solidariedade, uma ONG européia que investigava abusos humanitários.
Advogados do Comitê de Solidariedade aos Presos Políticos foram impedidos de ver a alemã Christina Friederika Müller, que ja está fora daquele país.
A imprensa brasileira, livre e demoncrática, ainda não divulgou esse fato.
01/10/2008
apropriação indébita
mais barato do que isso, só atirar com pólvora alheia
A direita NEOCON (comensais de Washingnton) anda mesmo aturdida. Este blog tem recebido críticas a atuação do Governo Lula em diversas áreas por intermédio de artigos de jornais e de revistas enviados via Internet. Logo este blog que andou se especializado em criticar a ausência, ou a quase inexistência de uma oposição consistente e séria ao Governo. Mas o que surpreende é que as críticas enviadas continuam partindo da própria esquerda ou, no mínimo, de pessoas que participaram da construção das forças políticas que estão no Governo. Em geral são pessoas que apóiam e querem corrigir os desvios – principalmente os desvios éticos e os de acobertamento à falta de ética – de membros do governo, equipe palaciana e Comissários do Partido. Não chegam a este blog os velhos argumentos da direita. Parece que foram todos abandonados ou caducaram. Observações, objeções, argumentos críticas e sugestões, todas têm origem no discurso da esquerda.
Agora mesmo recebemos um artigo do poeta maranhense José Ribamar Ferreira, autor do famoso Poema Sujo, que assina o pseudônimo Ferreira Goullar. O artigo faz observações contundentes à pessoa do Presidente Lula e ao mau uso que o Presidente tem feito de sua popularidade, desviando essa boa imagem, o quanto pode, para a construção de um populismo perigoso nessas nossas Américas. O artigo foi publicado no jornal FOLHA DE SÃO PAULO do último domingo e é muito bem escrito. Afinal o autor é um homem de cultura e um combatente corajoso que engajou-se na luta política contra a ditadura militar e, sendo assim, claro, contra os que são hoje os NEOCONS, no exato dia do golpe de 64.
Pois não é que os NEOCONS estão usando, indevidamente, os argumentos, as críticas, o artigo e a publicação, como se fossem idéias suas?
16/09/2008
oposição?
quem traz em sí o germe da intolerância e da ditadura não sabe fazer oposição democrática
Leitor do blog do Noblat envia comentário esclarecedor para aquele blog
Enviado por Eugenio Arantes Raggi -
16.9.2008
| 11h03m
Opinião de leitor
Oposição arrogante e burra
A melhor notícia para Lula, mais relevante do que a própria escalada celestial de popularidade, é a oposiçao dizer que [tudo] se tratou de "sorte".
O narcodemotucanato não compreende que a base da popularidade de Lula é - de maneira inquestionável - o aumento substancial do poder de compra do salário mínimo.
Volto a repetir: uma oposição arrogante, que não reconhece méritos no adversário, que não sabe aprender com a experiência de fiscalizar e criticar o governo, é ruim para a democracia.
Lula governa de forma muito mais competente do que seus opositores podiam supor. É extraordinariamente superior a todos os seus antecessores, incluindo Efeagá.
Mas é pouco. O governo Lula, mesmo sendo o melhor de nossa história, errou muito, principalmente ao relativizar demais a ética na gestão pública. Deu muito espaço aos "companheiros" - a turma da boquinha, do PT e outros aliados históricos.
13/09/2008
laudo fajuto
má fé e impunidade
Lembram daquela perita bahiana que armou um espetáculo televisivo para invalidar o laudo técnico da Polícia de São Paulo, no caso do assassinato da menina Izabela Nardoni?
Pois bem.
Essa perita foi "chamada às falas" pela Justiça. Dra. Delma Gama, este é o nome dela, fugiu três vezes para não depor. Sem conseguir fugir, mais uma vez, apresentou-se, ontem, perante o Juiz da 1ª Vara do Juri de Salvador. Tentou tumultuar a audiência, simulou desmaios e queixou-se o tempo todo. Delma Gama não confessou toda a encenação montada em São Paulo, junto com o perito alagoano George Sanguinetti, mas reconheceu que os métodos e processos empregados pelos dois na chamada Perícia Paralela foram métodos rudimentares diante dos que foram empregados pela polícia paulista.
Se ela e Sanguinetti sabiam disso porque fizeram o espetáculo? Para que, por que, e, por quanto?
12/09/2008
apartheidcovil
expulsem o embaixador que a temperatura diminui. pelo menos o pfl sossega.
BLOG DO NASSIF
12/09/08
Justiça para todos
Está
na hora do Ministério Público e da Polícia Federal ampliarem as
investigações sobre o suposto grampo que o senador Demóstenes Torres e
o Ministro Gilmar Mendes teriam sofrido.
Até agora se trabalhou exclusivamente com a suposição de autoria da ABIN (Agência Brasileira da Inteligência). É possível que a investigação permita chegar a essa conclusão. Mas não se pode ficar apenas nessa linha de investigação.
Há uma possibilidade da revista Veja ter armado o grampo. Como, em um ambiente republicano, ninguém está acima da lei, a própria revista deveria dar o exemplo e se oferecer para ser investigada. Até para que, se inocente, receba um atestado que afaste as suspeitas.
Quais as evidências:
1. Anunciou ter documentos comprovando a autoria da ABIN e não apresentou um sequer. Não existe cópia do áudio, documentos. Em cima de uma mera degravação, Veja afirmou existir uma central de grampo que teria grampeado dezenas e dezenas de autoridades. E nada mostrou.
2. Tanto Demóstenes Torres quando o autor da reportagem, Policarpo Jr, são ligados a arapongas que prestam serviços ao bicheiro Carlinhos Cachoeira. Há um histórico de parcerias entre a revista e o araponga Jairo Martins de Souza.
3. Há sinais evidentes de que a revista têm atuado firmemente em defesa de Daniel Dantas. E o episódio em questão poderá se constituir em elemento essencial para a defesa de Dantas.
4. Se nada for comprovado contra a revista, se ela conseguir comprovar suas acusações, sua absolvição, no inquérito, funcionará como um atestado de inocência.
Por Stanley Burburinho
Trecho do depoimento do Jairo Martins de Souza, o araponga do Cachoeira, à CPI dos Correios:
"O SR. JAIRO MARTINS DE SOUZA – Eu disse que todo o momento eu fui acompanhado pela revista. Quando eu tomo conhecimento de um fato desse que é para ser divulgado, eu não tenho veículo, Senadora, eu tenho que trazer um veículo. Eu trouxe a quinta maior revista maior revista do mundo para dentro do assunto.
A SRª IDELI SALVATTI (PT – SC) – Para dentro assunto.
O SR. JAIRO MARTINS DE SOUZA – É.
A SRª IDELI SALVATTI (PT – SC) – O Senhor fez isso no caso do Maurício Marinho?
O SR. JAIRO MARTINS DE SOUZA – Perfeitamente.
A SRª IDELI SALVATTI (PT – SC) – Fez isso, no caso do André Luiz?
O SR. JAIRO MARTINS DE SOUZA – Perfeitamente.
A SRª IDELI SALVATTI (PT – SC) – Fez isso, no caso do Calazans?
O SR. JAIRO MARTINS DE SOUZA – Perfeitamente.
A SRª IDELI SALVATTI(PT – SC) – Então, o senhor é uma espécie de funcionário da revista Veja para arapongagem?
O SR. JAIRO MARTINS DE SOUZA – Não, senhora.
A SRª IDELI SALVATTI (PT – SC) – Mas é muito coincidência três episódios nos três o senhor é quem faz as gravações que dão a...Então, eu quero saber. Tem vínculo direto ou indireto com a revista Veja?
O SR. JAIRO MARTINS DE SOUZA – Não tem vínculo.
A SRª IDELI SALVATTI (PT – SC) – E quanto é que o Policarpo Quaresma lhe paga para fazer esse serviço para ele?"
CM: A senadora Ideli chamou o Policarpo Jr. de Quaresmaa.
enviada por Luis Nassif
07/09/2008
pré-sal
de que lado você está?
Estava difícil decidir de que lado ficar nessa questão da exploração do petróleo de águas profundas, recém descoberto na chamada camada de pré-sal. De um lado o governo brasileiro pretende mudar as regras estabelecidas na época da "privataria" dos anos 90. "Privataria" que, diga-se, deu certo em alguns setores, mas que, em outros só serviu para enriquecer os amigos mais "chegados". De outro lado a Petrobrás e setores da economia lutam para que as regras de exploração permaneçam as mesmas.
Confesso que não sabia de que lado ficar. Para mim o importante é que essa riqueza não fique escondida no fundo do mar e que seja explorada em benefício da população e do País. Mas não sei qual a melhor maneira de fazer isso.
Lendo os jornais deste fim de semana encontrei a solução. O Jornalista Marco Antônio Pontes que mantém uma séria coluna no JORNAL DA COMUNIDADE, do Distrito Federal, deu a pista. Marco Antônio se deu ao trabalho de ler matéria a respeito do Pré-Sal na revista VEJA, aquela..., e concluiu que se a VEJA defende a manutenção das regras atuais é porque os interesses nacionais estão do outro lado. Nada mais fácil agora para se saber o que é melhor para o Brasil. Basta defender a posição contrária aos interesses do grupo que financiou o apartheid na África do Sul, e que domina econômica e editorialmente aquela revista.
desespero eleitoral
sem boas notícias nas urnas, o negócio é aparecer na GLOBO
De Paulo Moreira Leite
Com essa oposição o governo não precisa de aliados
Vamos combinar que o DEM pode falar de crise institucional.
Seus pais e avós, que há 50 anos vestiam a camisa da UDN e depois da Arena do regime militar, conheceram várias.
Provocaram algumas, inclusive a maior delas, que foi o golpe de 64. Também ficaram bonzinhos no AI-5, quando as instituições foram esfrangalhadas, como disse um inesquecível editorial do Estadão.
Mas quando o PSDB e o PPS (a fatia mais larga do velho Partidão) dizem que o “Brasil vive hoje uma situação de grave crise institucional” estão praticando um tipo de baixa avaliação política que não combina com a formação acadêmica de boa parte de integrantes. Eles leram os clássicos, viveram situações graves e sabem o que é crise institucional. Não tem nada a ver com o Brasil de hoje. É errado até falar da crise política. Temos um episódio grave que precisa ser apurado e terminar com a punição dos responsáveis. A descoberta de que o ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo, foi grampeado é um episódio lamentável e grave. Confirma uma situação de baderna histórica dos serviços de informação que não mantém o governo informado, não ajudam a prevenir crises nem pequenos acidentes e, como se viu, até contribui para criá-las. Mas é só. Em nota assinada pelas três siglas, se diz aquilo que não se prova e se defende aquilo que não é aceitável. A nota chega a sustentar que “a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN),” cometeu um atentado a democracia com a “quebra do sigilo telefônico dos presidentes do Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional, além de diversos senadores.” A revista VEJA escreve que divulgou uma “reprodução” da conversa mas não emprega o termo profissional mais preciso – “transcrição”. Escreve que recebeu a “reprodução” de um servidor do órgão, mas não sustenta que ele cumpria ordem de serviço. Os grampos telefônicos ilegais são um crime uma tragédia nacional. Ameaçam a democracia e desmoralizam a liberdade de cada um. Não são um problema novo. Fernando Henrique Cardoso chegou a ser grampeado quando era presidente da República. Outros grampos envolveram ministros e autoridades dos escalões superiores de seu governo. Ministros e assessores de Itamar Franco também foram grampeados e suas conversas chegaram a mídia. Setenta e duas horas depois da denúncia de um grampo no telefone de Gilmar Mendes, o diretor geral da ABIN e seus principais assessores foram afastados temporariamente de seus cargos. Os delegados designados para apurar o caso já começaram a trabalhar. A reação da oposição é tão fora de medida que lembra aquele tipo de adversário que dispensa o governo do natural esforço de encontrar aliados.
propostas
meu voto será para quem usar a gravata mais elegante
O artigo semanal do Professor Marcos Coimbra, do Instituto VOX POPULI, no jornal CORREIO BRAZILIENSE, enfrenta um dos mitos mais arraigados entre a intelectualidade brasileira e entre a categoria de (pseudo) "conscientes" quando falam sobre campanhas eleitorais. Esse termo "consciente", empregado dessa maneira, vem da época da ditadura militar quando a maioria da população estava anestesiada pelo mêdo e pelo deslumbramento com o milagre econômico. Os que éramos contra a ditadura nos dizíamos "conscientes" do que se passava no mundo e em Pindorama. Tínhamos consciência política. É muito comum ouvir de pessoas que hoje se dizem "conscientes", elementos da burguesia, da classe média, da elite, do estamento superior, da intelectualidade, seja que nome se dê a essa parte da população que se sente capaz de exprimir a verdade política do País, que o povo não sabe votar porque desconhece e não se preocupa com as propostas apresentadas pelos candidtos durante as campanhas eleitorais. E os políticos também acreditam nessa "verdade". Pois bem, para corroborar o Artigo do Professor Marcos Coimbra, que desmistifica essa questão, conto uma coincidência que me ocorreu num telefonema (estaria grampeado?) ainda nesta semana. Falava com um amigo do Rio de Janeiro, acadêmico, intelectual, que, mais uma vez, repetia esse mantra sagrado: - Ninguém se preocupa com as propostas dos candidatos. É por isso que o Rio de Janeiro está afundando! Quando lhe perguntei o que Gabeira (é o candidato de meu amigo) andava pregando a respeito de uma coisa e de outra, só agora, lendo o artigo do Professor Marcos Coimbra, me dei conta que meu amigo desconhecia todas as propostas de Gabeira, o seu candidato "consciente" à Prefeitura do Rio de Janeiro.
Segundo o Sociólogo Marcos Coimbra seria impossível ao eleitor comum, e mesmo aos "conscientes" "do andar de cima" tomarem conhecimento das propostas que são bombardeadas pelos candidatos durante a campanha para se fazer uma avaliação, comparação e escolha. " Em algumas cidades está em curso um campeonato de propostas. Em Recife há quem já apresentou mais de cem, apenas nos primeiros dias da propaganda eleitoral. Em São Paulo, Marta, Alkmin e Kassab travam uma batalha diária para saber quem empilha mais propostas na frente do eleitor. Em cada aparição no horário eleitoral nenhum mostra menos que 10. País afora, o mesmo se repete, com direito a todo tipo de bizarrice. Só de metrôs se diria que vamos ter mais de 100 ".
A conclusão do Professor, Sociólogo, e Presidente do Instituto de Pesquisa VOX POPULI é instigante. Vale a pena refletir sobre ela. Mas partindo do princípio que, de fato, não são as propostas apresentadas que nos levam à escolha do candidato. Existem outras razões, anteriores ao momento eleitoral. E não adianta querer que "o andar de baixo" se comporte diferente de você. O eleitor só será capaz de lembrar de algumas das propostas do candidato em quem já decidiu que vai votar. Seja por alguma identidade prévia, seja por sentimento partidário, seja porque chegou a uma decisão pelo que sabe dos candidatos e de suas alianças, o eleitor escolhe. Daí em diante, presta atenção, de fato, nas "propostas", mas apoenas nas de seu candidato. Mais para ter argumentos com os quais justificar a opção que fez.
grampolândia
o que, quem, como, onde e "por que".
A respeito dessa questão dos GRAMPOS, VAZAMENTOS & CIA. LTDA. está interessante o comentário do OMBUDSMAN do Jornal FOLHA DE SÃO PAULO de hoje.
Carlos Eduardo Lins da Silva, o OMBUDSMAN, critica o jornalismo brasileiro, compara a cobertura dessas denúncias com a cobertura do caso Watergate, que levou à renúncia do Presidente Nixon, dos Estados Unidos da América, e adverte a FOLHA para seguir alternativas diferentes, caso pretenda fazer o chamado bom jornalismo. Diz ele:
"O jornalismo brasileiro sofre há muito tempo de excesso de condescendência com grampos e vazamentos utilizados com pouco ou nenhum senso crítico e sem cuidados elementares que precisam ser observados em situações que colocam em risco reputação de pessoas, empresas e entidades e até a estabilidade institucional do País".
Segundo o analista, a FOLHA tem se limitado a recolher, registrar e repercutir informações e declarações. Parece-me, no entanto, que não só a FOLHA, mas quase toda a imprensa faz o mesmo. Todas as coberturas partem do princípio de que o grampo (a escuta) existiu. E existiu da maneira como foi contada pelos personagens interessados em divulgá-la. Ninguém pôs em dúvida as afirmações de um Senador da oposição e a de um Juiz, indicado para o cargo pelo governo anterior, de oposição ao atual, nem questionou as razões que levariam a se divulgar uma conversa sem conteúdo, pura "água flor de laranja", sòmente para mostrar que estão sendo feitas gravações de telefonemas. Seria apenas esse o interesse?
Parecem-me sensatas as observações e sugestões do OMBUDSMAN da FOLHA. Vejamos: A FOLHA "deveria escolher uma das seguintes alternativas: manter distanciamento crítico para dar a devida dimensão ao fato, investir pesadamente para apurar o que ocorreu independentemente do que dizem vazadores e autoridades ou esclarecer o leitor quais são os interesses que estão em jogo.
A tal gravação pode ter ido feita pela ABIN, por alguém da ABIN de moto próprio, pela PF, por alguém da PF por iniciativa individual, pelo Senado, por particulares. Por que não tentar apurar com todo vigor todas as alternativas, em vez de se restringir a reproduzir o que os personagens dizem?
No caso Watergate, o "Washington Post" adotou e seguiu rígidamente dois mandamentos básicos: nunca publicar nada que tivesse sido divulgado por outro veículo de comunicação, a não ser que fosse verificado e confirmado autonomamente pelos seus próprios repórteres; qualquer informação passada por uma fonte que quisesse permanecer anônima tinha de ser corroborada por pelo menos outra fonte independente (de preferência por duas ou três)".
06/09/2008
mino carta
você acredita que houve conversa gravada?
O Jornalista Mino Carta suscita algumas dúvidas a respeito das denúncias de escutas telefônicas ilegais que partiram do ex-Procurador Geral do Governo Fernando Henrique Cardoso, atual Ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.
Suposta conversa gravada se deu entre o Ministro e o Senador do PFL de Goiás, Demóstenes Torres.
As dúvidas de Mino Carta são aventadas em artigo na revista Carta Capital. De saída o velho jornalista se pergunta o que leva um magistrado a ter conversas com um parlamentar, se não são amigos nem mantém outro tipo de relacionamento.
Abaixo as perguntas finais de Mino:
CARTA CAPITAL
Exagero? Juntem-se então alguns cacos do mais recente episódio que iniciou uma “crise” no Planalto Central, a história ainda mal contada do suposto grampo do telefone do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, em conversa com o senador Demóstenes Torres, do ex-PFL de Goiás:
1. Mendes, o ministro dos dois habeas corpus que livraram Dantas, valeu-se de uma reportagem sem fundamento da revista Veja para alimentar uma pretensa crise institucional e chamar o presidente da República “às falas”.
2. O presidente Lula, cujo secretário particular, Gilberto Carvalho, apareceu em gravações da Operação Satiagraha, não só aceitou ser chamado “às falas” como se apressou em afastar do cargo o diretor-geral da Abin, Paulo Lacerda, mesmo sem nenhuma evidência de que o grampo, se realmente houve, tenha sido realizado pelo órgão de inteligência e com a anuência dos superiores.
3. Lacerda é um dos alvos preferenciais do banqueiro. Foi sob sua gestão na Polícia Federal que se desencadeou a Operação Chacal. Em conseqüência dessa ação, Dantas acabou réu por espionagem e formação de quadrilha. O delegado foi uma das vítimas do dossiê fajuto entregue à mesma Veja (coincidência?), com supostas contas de autoridades no exterior. Por esse crime, DD é réu por calúnia.
4. Um dos principais defensores do afastamento de Lacerda foi o ministro da Defesa, Nelson Jobim, amigo fraterno de Carlos Rodenburg, ex-cunhado de Dantas e um dos detidos na Satiagraha. Jobim tem sustentado a tese, rebatida pelo Exército e pela Abin, de que equipamentos de inteligência adquiridos recentemente podem grampear e não apenas rastrear grampos.
5. Ante o afastamento do superior, o delegado Renato Porciúncula também deixou a Abin. Porciúncula chefiava o departamento de inteligência da PF à época da Operação Chacal. Nos últimos dias, notas em jornais de grande circulação dão conta da abertura de investigações internas para saber se Porciúncula e o delegado Protógenes Queiroz usaram indevidamente automóveis apreendidos pela polícia. Protógenes, chefe da Satiagraha, acabou estranhamente afastado do inquérito há cerca de dois meses.
6. Para o lugar de Lacerda, o Planalto nomeia Wilson Trezza, ex-funcionário da Brasil Telecom à época em que a empresa era dirigida pelo Opportunity. Trezza foi subordinado de Humberto Braz, acusado de tentar subornar um delegado federal a mando do banqueiro.
7. A CPI das Escutas Telefônicas voltou a aprovar a quebra do sigilo de duas operações que envolvem diretamente Dantas: a Chacal e a Satiagraha. A comissão esmerou-se nos últimos tempos em convocar testemunhas de interesse do banqueiro. Se vivemos em um “Estado policial” e em uma “grampolândia”, por que a obsessão dos parlamentares da CPI pelas investigações que envolvem o dono do Opportunity?
denise abreu continua solta
quem ainda lembra das cenas do jornal nacional da rede globo de televisão em que denise abreu desembarcava em Brasília, cercada de repórteres e seguranças, com direito a carregadores especiais para sua pilha de documentos arrasadores?
Para quem não se lembra mais, Denise Abreu é aquela ex-Diretora da INFRAERO, acusada de beneficiar as empresas de aviação que deveria fiscalizar, e que foi treinada
durante meses, e apoiada pelo Senador Severino Sérgio, do PSDB de
pernambuco, para depor contra Dilma Roussef e levar provas contundentes à CPI do caos aéreo. Nem teve argumentos e
nem levou provas. Saiu processada, mas continua solta. E, pelo jeito, ela e sua famiglia continuam tendo o apoio do PFL e do PSDB.
deu na folha de s.paulo
Irmão de Denise Abreu comanda filiais da TAM na Suíça
O advogado Olten Abreu será o representante de duas novas filiais, em Genebra e em Zurique
De Mariana Barbosa:
A TAM nomeou o advogado Olten Abreu como representante de duas novas filiais, em Genebra e em Zurique, na Suíça, abertas em junho deste ano. Olten Ayres de Abreu Junior é irmão da ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise Abreu, que foi acusada de fazer lobby para a TAM quando esteve à frente da Anac - acusação que a ex-diretora nega.
Como foi amplamente divulgado na época da CPI do Apagão Aéreo, Olten Abreu já prestava serviços advocatícios para a TAM desde outubro de 2004, antes de Denise Abreu ser indicada para a Anac, em 2006. Leia mais em: Irmão de Denise Abreu comanda filiais da TAM na Suíça
03/09/2008
psdb assume diretoria da abin
jogo político ou investigação isenta?
Geléia Geral
O oficial do exército Wilson Trezza, que atuou em cargos de confiança durante os 10 anos do governo Fernando Henrique Cardoso, assume, interinamente, a diretoria geral da ABIN, justamente, nesse período em que se investigam as escutas telefônicas ilegais (os "grampos"). Acontece que Wilson Trezza foi colega de trabalho do banqueiro Daniel Dantas na Fundação BrtPrev durante mais de um ano. E investigar a participação de Daniel Dantas nesses episódios é uma das vertentes a ser apurada nas investigações. Será que isso vai ser possível?
Wilson Trezza também trabalhou com o atual Deputado Federal do PSDB, Paulo Renato, que foi Ministro da Educação de FHC.
É, parece que o problema são os grampos ilegais. Parece...
Vejam o que diz a Folha de São Paulo de hoje:
No primeiro mandato de FHC, Trezza foi secretário de Previdência Complementar do Ministério da Previdência. Em 1999, tornou-se diretor administrativo do Ministério da Educação na gestão do então ministro e hoje deputado Paulo Renato (PSDB-SP): "Ele foi muito correto no tempo em que trabalhou como diretor do FNDE [Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação]"
é preciso estar atento e forte II
o jornal valor econômico diz, em manchete de primeira página, que o "grampo" do telefone do presidente do supremo foi obra do banqueiro daniel dantas. e agora? tv globo e revista veja dão outra versão. quem apurou os fatos?
Do blog do Noblat
Enviado por Ricardo Noblat -
2.9.2008
| 14h30m
Jornalista não é Deus
Escrevi, hoje, no post "Lula foi rápido no gatilho" que a mídia deveria refletir sobre a conveniência de publicar conteúdo obtido por meios ilegais. Grampo feito sem autorização da Justiça é crime. Deve ser denunciado. Mas está certo transcrever uma conversa criminosamente grampeada?
Alguns leitores me cobraram mais explicações a respeito.
Segue um dos capítulos do meu livro "A arte de fazer um jornal diário" publicado pela Editora Contexto. Acho que ele resume melhor o que penso sobre o assunto.
"O Correio Braziliense deixou de publicar algumas reportagens que produziriam grande impacto entre os leitores desde que adotou seu Código de Ética.
Quer dizer que o código impede em determinadas circunstâncias que se publique reportagens capazes de repercutir intensamente? E de vender jornal?
A resposta é sim. E a razão muito simples: em alguns casos, o repórter só obtém informações se deixar de lado o comportamento ético ditado por códigos profissionais ou por sua própria consciência. A ética deve prevalecer até mesmo sobre a obrigação que tem o jornal de revelar o que possa interessar ao leitor.
Um dos artigos do código do Correio, por exemplo, proíbe que o jornalista publique informações obtidas por meios considerados fraudulentos. Um desses meios é ter acesso a informações fazendo-se passar por outra pessoa. Ou negando que seja jornalista. É uma prática corriqueira na imprensa brasileira. E em grande parte da imprensa mundial.
A pretexto de que o interesse do público está acima de tudo e de que a imprensa existe para informá-lo, jornalistas roubam documentos, se apresentam sob falsa identidade e gravam conversas às escondidas. Jornalistas que agem assim se consideram acima das leis.
Em agosto de 1998, a repórter de uma revista de circulação nacional testemunhou a confissão de vários crimes feita por um suspeito diante dos advogados dele. Confissão protegida, pois, pelo sigilo que resguarda as informações dadas por uma pessoa a seus advogados.
O suspeito não sabia que entre os advogados havia uma jornalista. Até aquele momento ele negara à polícia a autoria dos crimes.
Pressionado depois pelos policiais e informado de que a confissão ouvida pelos advogados se tornaria pública dentro de algumas horas, o suspeito finalmente confirmou tudo.
Num caso como esse, justifica-se o procedimento usado pela jornalista? Foi legítimo? Foi ético? Valeu a pena o ardil? Qualquer ardil vale a pena?
A televisão costuma apelar para o uso de gravadores e câmeras escondidos que registram diálogos entre bandidos e jornalistas, esses quase sempre fingindo interesse em comprar alguma coisa dos primeiros. Se o telespectador não reconhecer o jornalista e sair da sala antes que fique claro quem é quem, poderá imaginar que assistiu a um diálogo entre dois bandidos.
Costumamos dizer que enquanto médico pensa que é Deus, jornalista tem certeza.
Jornalista não é Deus. Não está dispensado de respeitar a Constituição e as demais leis do país. Não tem mandato conferido por ninguém para atuar ao arrepio de códigos e normas socialmente aceitas.
A denuncia de um ato criminoso não justifica uma prática criminosa."
é preciso estar atento e forte
Manipulação de chamado O deputado pergunta ao general Jorge Félix se seria possível algum funcionário da ABIN ter feito o suposto grampo. Resposta óbvia do general: "Possível é. Tudo é possível". Chamada do Jornal Nacional: General Jorge Félix admite possibilidade de agente da ABIN ter feito o grampo.
01/09/2008
a culpa é do ibope
o que fazer? chamar a cavalaria, ora!
Desta vez não deu para esconder o desespero dos Partidos de oposição, PSDB e PFL, com o crescimento hegemônico da dupla Lula/PT. Há uma semana que reuniões de bastidores, tensas, se realizam em todos os níveis dessas duas "agremiações" de centro-direita. A decisão que tomaram nessas reuniões foi ativar uma espécie de "plano "B", que nada mais é do que criar e exacerbar novos escândalos para desviar a atenção do processo eleitoral. São os chamados "factóides". Poderão até sacrificar Ephraim Moraes no Senado, mas o acordo com a mídia-a-soldo vai fazer brotar o que existe e o que não existe para atingir o Governo, a figura do Presidente, e o Partido dos Trabalhadores, principal vitorioso do próximo pleito municipal, pelo que apontam as pesquisas. E tudo será levado a extremos.
Aquela revista de circulação nacional que pertence a um grupo econômico da África do Sul (que financiou o aparthaid) já deflagrou o Plano "B", requentando a matéria dos telefones de autoridades que vêm sendo grampeados por agentes "secretos". Essa mesma matéria foi lançada como um torpedo há cerca de uns três meses. Na ocasião ficou comprovada a falsidade da notícia. Mesmo assim a revista não deu nenhum desmentido. Desta vez a matéria conta com o apoio e o testemunho de duas autoridades da oposição. Um Senador do PFL (colega e correligionário de Ephrahim Moraes) e do ex-Advogado Geral da União do governo FHC (PSDB). Desta vez a coisa foi mais bem montada.
A matéria foi reaberta de comum acordo com o Prefeito César Maia, do Rio de Janeiro. O Prefeito, cuja derrota na eleição de outubro parece inevitável, vai pedir o impichamento do Presidente da República. Com isso pretende deixar a oposição na vitrine. Se ele pudesse pediria o "impeachment" do Bush, pois ficaria mais visível ainda. Já o PSDB paulista, onde fica a sede da revista, vai propor matérias que ataquem o Partido da candidata Marta Suplicy, que "corre o risco" de vencer no 1º turno.
Se não fizerem isso os dois Partidos é que correm o risco de desaparecerem do mapa político. Mas será esse o verdadeiro papel da oposição, vencer uma eleição ou derrotar um opositor a qualquer custo?
Terá que haver um rearranjo partidário no País para que a democracia seja oxigenada. A oposição é necessária e a hegemonia de um partido, de um líder, ou de uma corrente de pensamento, está provado pela história, é um perigo para o país e para a sociedade onde se estabelece. E o Brasil não tem oposição. Verdadeira oposição, organizada em Partidos com ideologias, programas e propostas definidas que mobilizem a sociedade ou que, pelo menos, contraditem as medidas dos Partidos da situação e que fiscalizem, sèriamente, e não para fazer jogo de cena, o Governo da maioria.
O Partido remanescente da ditadura, o PFL (DEM), não oferece programa, plataforma, propostas de nenhuma espécie que combatam as medidas do atual governo nem que sejam melhores que estas. Pelo contrário, o PFL, ex PDS, continua com os mesmos expedientes anti-democráticos, conspiratórios e golpistas que o levou ao poder em 64, antes de chamar-se ARENA, e que os faz não distinguir interrogatório de tortura (O Senador José Agripino Maia do PFL do Rio Grande do Norte que o diga). Já o PSDB, não percebeu as mudanças que aconteceram no mundo na última década, com a rearrumação provocada pela queda do muro de Berlim, e continua a pregação Néo-Liberal clássica, quando até as próprias instituições que foram estabelecidas para execução desses programas, como o FMI, estão sendo revisadas.
O Secretário Geral do Partido Socialista da Espanha, quando o atual Presidente de Governo Zappatero derrotou o néo-Liberal Aznar, lembrou que a única maneira de oposição derrotar governo, nas urnas, é ter algo melhor a oferecer ao povo. E o PSOE oferecia uma política não excludente para a sociedade espanhola, diferentemente do alinhamento liberal na economia e pró-Bush na política internacional do governo Aznar. Não adiantou a direita botar a culpa nos terroristas bascos pelo atentado que matou 250 pessoas num trem de subúrbio, em Madri, um dia antes da eleição, nem estampar esse escândalo em todos os jornais do mundo. A direita perdeu fazendo escândalos midiáticos. Tem lógica o que diz o estrategista político espanhol. Mas, sendo assim, sem nada a oferecer, só resta à velha direita brasileira, archivada no PFL, e aos novos liberais -quase- agrupados no PSDB, o desespero. A saída vai ser jogar farinha no ventilador, ou melhor, no telefone.
31/08/2008
acordo entre bandidos
vale o escrito
O PT, aquele Partido político que durante anos lutava pela Ética e contra a corrupção acaba de fechar um acordo com o PFL (DEM) para não processar o Senador Ephraim Moraes do PFL da Parahyba, pelas falcatruas cometidas sob sua administração no Senado Federal.
O acordo inclui a salvação de sócios e cúmplices de Ephraim. Nada será investigado a respeito do Diretor Geral do Senado, Dr. Agaciel Maia, irmão do Deputado Federal João Maia, do PR do Rio Grande do Norte.
23/08/2008
oab
é preciso investigar mais fundo
Advogados fraudam convênios
Do Jornal O GLOBO
Soraya Aggege
SÃO PAULO. A Polícia Civil de São Paulo investiga fraude milionária envolvendo um convênio entre o governo estadual e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP). Pelo menos R$ 7 milhões destinados à assistência jurídica gratuita teriam sido pagos como honorários que não foram prestados. Entre os beneficiários estariam advogados, servidores, funcionários da instituição e até bacharéis sem registro na OAB. Advogados foram usados como laranjas. A fraude teria ocorrido entre 2001 e 2006. Os mecanismos de pagamento foram mudados no ano passado.
—
Não gerenciamos os recursos nem temos controle sobre o sistema de
pagamentos. Até o momento, temos notícia apenas de uma advogada que foi
vítima das fraudes. Mas, se for constado que advogados estão
envolvidos, eles serão julgados e poderão perder o registro na OAB —
afirmou ontem o presidente da OAB-SP, Luiz Flávio D’Urso.
Em média,
o convênio da OAB-SP efetiva um milhão de ações por ano, por meio de 47
mil advogados. O custo do convênio para o estado, que tem apenas 400
defensores públicos, é de R$ 272 milhões. O estado paga, em média, R$
500 por ação, ou seja: foram cerca de 14 mil fraudes no período.
Segundo o jornal “O Estado de S.Paulo”, a polícia detectou contas que receberam quantias vultosas, a título de honorários.
Uma das hipóteses é que os documentos que levam ao recebimento dos honorários, por meio do convênio, teriam sido superfaturados e forjados no momento de digitação.
partido? eles são é unidos.
pfl é o abrigo para milicianos e fraudadores
23.8.2008
| 5h01m
deu no correio braziliense
O “sócio” do mesmo partido de Efraim
Mais um elo une o lobista suspeito de intermediar licitações fraudulentas no Senado com o primeiro-secretário da Casa
De Marcelo Rocha e Leandro Colon:
O
lobista Eduardo Bonifácio Ferreira, acusado de negociar o resultado das
licitações no Senado, é filiado ao DEM, mesmo partido do
primeiro-secretário da Casa, senador Efraim Morais (PB), responsável
por esses contratos. O registro de Ferreira no partido é de 30 de
setembro de 2005. No mesmo dia, a Polícia Federal monitorou seus passos
por Brasília e o flagrou num encontro no Parque da Cidade com
representantes das empresas Conservo e Ipanema, interessadas nas
concorrências do Senado.
A filiação de Ferreira ao DEM é, pelo menos, o quarto vínculo dele com Efraim. Nos últimos dias, o Correio revelou os outros três elos do lobista com o senador. O primeiro é a nomeação dele para trabalhar na Liderança da Minoria em 2003, quando Efraim era o líder. O segundo é o flagrante feito pela Polícia Federal do lobista abrindo com a própria chave uma porta de acesso ao então gabinete do parlamentar em junho de 2006, logo após a vitória das empresas suspeitas nas concorrências do Senado. Naquela época, ele não era mais funcionário da Casa.
O terceiro vínculo é a revelação feita na quinta-feira de que Ferreira fez um contrato com o senador, registrado em cartório, para transferir cotas de capital de uma empresa de consultoria. Efraim tem se negado a explicar qual sua relação com o lobista, denunciado em março deste ano pelo Ministério Público Federal (MPF) por improbidade administrativa.
De acordo com a investigação, Ferreira agiu em nome do Senado nas negociações com os empresários. Ele teria se encontrado, pelo menos, oito vezes com os interessados nas licitações. A PF, em cima da investigação da Operação Mão-de-Obra, também captou diálogos telefônicos de Ferreira com os donos das empresas. Nas conversas, o lobista sempre cita uma “autoridade” que estaria acima dele. Assinante do Correio Braziliense leia mais em: O “sócio” do mesmo partido de Efraim
21/08/2008
tortura
ditadura
Coluna do Veríssimo (21/08/08)
Essa questão de julgar ou não os crimes dos anos ruins que agita os militares e divide o governo é, no fundo, uma briga pela nossa História. A quem pertence a História daqueles anos? Quem tem a exclusividade de interpretá-la e o poder de dizer o que aconteceu e o que não aconteceu, ou o que convém e não convém lembrar? Nem a velha sentença cínica de que a História é sempre a versão dos vencedores cabe. No fim quem venceu não foi o arbítrio, foi a democracia, mas a versão democrática da História daqueles anos ainda está para ser escrita. É boicotada por quem devolveu o país aos seus donos, mas ainda pretende mandar na sua memória.
mãos à obra, senadores!
quem tem culpa (culpa) tem mêdo
O Senado Federal anda "pisando em ovos". Todos por lá conhecem e sabem quem é o Senador Ephraim Moraes do PFL da Parahyba desde sua atuação na 2ª Secretaria da Câmara dos Deputados. E não precisa lembrar que o Partido do Senador é presidido, formalmente, pelo Bibo-Filho, o filho dileto do Prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, para se ter uma idéia mais precisa de quem seja Ephraim e quem são seus companheiros.
O que atemoriza e imobliza os demais Senadores para investigarem apenas as últimas denúncias contra Ephraim são as ramificações do ilustre paraybano que se estendem desde gabinetes de Senadores da aguerrida e ilibada oposição ao Governo Federal até a Administração Geral da Casa

