obama nas alturas
parece que o republicano é menos perigoso
Essa comparação de Obama ao ex-Presidente americano John Kennedy começa a me causar preocupação. Na Alemanha onde a população é de direita e o governo é de esquerda foi recebido por uma multidão. Na França onde a população é de esquerda e o governo é de direita foi recebido com honras pelo Presidente Sarcozy, o marido da Carla Bruni, que namora o modelo americano de "governar o mundo".
O candidato democrata a Presidência dos Estados Unidos da América parece estar adorando a comparação. Ela foi suscitada pelo próprio irmão do ex-Presidente, o atual Senador Edward, o remanescente do clã. O perigo é Obama, se for eleito, cometer os mesmos desatinos do simpático namorado da atriz Marilyn Monroe, pois Baia dos Porcos continua tão perto dos Estados Unidos da América quanto era na época daquele Presidente assassinado, o marido da Jackeline (prima do All Gore) e herói da Guerra do Pacífico. Quem sabe se para consolidar sua imagem e justificar a comparação Obama não pense em repetir o desembarque para redimir a América daquela frustração... Afinal, é só mais um paiszinho aonde os fuzileiros podem fincar suas botas. Não existe mais o Vietnam como país dominado para ser negociado com o franceses, mas tem o Afeganistão e o Iraque para a eterna ladainha de estabelecer prazos para o fim das invasões, e não cumpri-los. Além disso, com a reativação da 4º frota "humanitária", porém carregada de mísseis, para vigiar o Atlântico Sul e com a provocação do Escudo Anti-mísseis em território de país satélite da ex União Soviética, a Rússia deverá reativar suas bases em Cuba ou em algum outro país da América do Sul que necessite de proteção ou que se sinta ameaçado. Nosso Pré-Sal e as jazidas venezuelanas estarão mais seguras com a "proteção" da 4ª Frota?
Obama não diz nada a respeito desses assuntos. Mas quer dar mostras de estar preparado para uma presença internacional. Sei não. Até o momento Obama dá mostras é de que irá se aproveitar de toda a política Bush. Talvez até fazendo pior, porque precisa provar seu patriotismo por ser filho de estrangeiro. Nem a retirada de tropas do Iraque é proposta sua. O Plano de retirada já existe. O que promete Obama é antecipar o calendário. Mas não toca no assunto da política de desrespeito a territórios estrangeiros para combater o que os Estados Unidos da América definirem - semânticamente- como terrorismo e os interesses daquele país, onde quer estejam. Mesmo que sejam, também, interesse de nações mais fracas militarmente. Ou seja, " A Guerra Total" vai continuar. Seu discurso nessa passagem pela "velha Europa" é o mesmo do republicano Jorge W. Moita. Obama prometeu, publicamente, continuar invadindo a terra dos outros garantindo a vitória dos Estados Unidos da América sobre Afeganistão. Não falou de vitória sobre uma facção (os ex aliados Talibãs). Falou de vitória sobre o Afeganistão, o país. Não disse uma palavra sobre a construção do muro que divide o México dos Estados Unidos da América, nem sobre o muro que invasores da Palestina estão construindo para separar as terras ocupadas da terra onde os Palestinos se refugiaram. Os muros a que referiu-se em Berlim eram barreiras psicológicas. Não falou sobre direitos humanos e muito menos da base de Guantànamo (pedaço de Cuba invadido desde a Guerra da Espanha) e também nada disse sobre a situação dos países da América e do Caribe que permanecem ocupados pelos Estados Unidos da América, como é o caso de Porto Rico e da Colômbia.
Sei não.

