finalmente

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infelizmente a legislação e a história amarram lula ao pt e fernando henrique a severino sérgio estelita guerra, a arthur virgílio e a josé agripino maia

 

Não lí, ainda, a entrevista do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso publicada no blog de Ricardo Kotscho, no domingo passado, dia 18 de maio. Mas o excelente artigo semanal de Ruy Fabiano, no Jornal da Comunidade (Brasília), nos dá conta de que o Príncipe dos Sociólogos finalmente acordou. Deixou a vaidade de lado e disse com todas as letras: "Congresso e mídia gastam tempo, verbo e espaço discutindo o dossiê, quem gastou mais dinheiro público indevidamente. Não há dúvida de que é indispensável permanente e rigorosa vigilância em relação ao dinheiro público. Não pode, no entanto, esse tema monopolizar as atenções e impedir que os homens públicos mais importantes do País - lideranças que estão exatamente no PT e no PSDB - dialoguem e reflitam a respeito de causas de profundo interesse para o País." Os homens públicos mais importanhtes do País não estão, portanto, nem no PFL nem no PMDB nem no PTB nem no PDT. O ex- presidente afirma que o PT e o  PSDB  são as forças políticas em melhores condições de tirar o país do atraso, mas em função de disputarem o poder na mesma base política (São Paulo) aliam-se ao que há de mais atrasado na política brasileira para derrubarem um ao outro. E conseguem. Não sei como irá reagir o PFL (DEM) a essa referência explícita às alianças com o que há de mais atrasado.

FHC lamenta: " A economia vai bem, a área social está avançando, mas falta isso. Falta um cimento, falta uma política que dê coesão ao País.". Coesão e credibilidade.

Ruy Fabiano acrescenta que o desabafo foi claramente direcionado ao presidente Lula, podendo ser visto como um gesto, ainda que queixoso, de mão estendida. O fato de ter sido feito a um ex-colaborador de Lula, o repórter Ricardo Kotscho, reforça essa impressão. Nem Lula, nem nenhum de seus porta-vozes, no entanto, se manifestou.

O jornalista Ruy Fabiano termina seu artigo lamentando o fato de o presidente Lula não ter se manifestado a respeito da entrevista que considera ser uma mão estendida.

Também lamento. O que para mim fica evidente, cada vez mais, é que o governo conquista pequeno espaço e independência do PT. O PT, porém, cada vez mais se submete a arrogância e empáfia de José Dirceu. Essa é a dificuldade, tão grande ou maior que a busca de afirmação dos dois partidos num mesmo território, que é São Paulo.

 

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