lucubrações cerebrinas e futebol
volto a acompanhar o futebol
Parece presente de aniversário para o blog. Tudo indica que dessa vez Romário deixa o futebol. A chamada era Romário foi o pior período do futebol brasileiro no respeito aos valores mais elevados do esporte. Romário representou o "tudo por dinheiro" e a exaltação da malandragem como ninguém. Não confundir com a malandragem futebolistica, aquela que é sinônimo de ginga. A falta de disciplina, que a mídia-a-soldo insistia em confundir com saudável rebeldia nada mais era do que a valorização da arrogância e do desprezo pelas regras do esporte e pelos companheiros. As regras não valiam para ele. A falta de compromisso com princípios éticos fundamentais ao esporte fez de Romário o vencedor a qualquer preço e o maior divulgador de um culto à falta de decência, dentro e fora de campo. Sua era foi o período em que "floresceram" criaturas como Marcelinho Carioca, Viola, e até criminosos como Edmundo. Sem contar seus amigos dirigentes de clubes esportivos da envergadura moral de Eurico Miranda, tendo ainda outros grandes exemplos na imprensa que lhe dava cobertura e enaltecia seus desvios. Foi e é um mau exemplo de esportista e de cidadão.
Romário aproveitou bem sua fortuna gastando dinheiro com uma caricatura grosseira do técnico Zagalo numa porta de banheiro público. Foi condenado judicialmente pela "brincadeira" de mau gosto, embora este escriba desconheça que a lei puna alguma brincadeira. Não era uma brincadeira, pois. Ou a lei e os juízes estão errados e só Romário está certo? Não só Romário. Edimundo também, pois continua solto.
E ainda há quem diga que o que importa é o que ele faz em campo. E que faz bem o que é pago para fazer. Ontem começou o julgamento, em São Paulo, de um assassino da própria namorada que sempre fez muito bem o que era pago para fazer. É tido pelos amigos como um dos melhores médicos de sua era. Muito bom jogador em campo.

