será o fim da oposição midiática?

Catalogado sob:

da série "pretensão é pouco": parece que a oposição leu este blog!

 

Se nossos colunistas e nossa imprensa "democrática" vencessem eleições, Maluf e outros golpistas já teriam sido Presidentes da República há muito tempo. Não basta falar mau do governo, criar frases de efeito nem fomentar o ódio regional. É preciso oferecer algo melhor do que o governo está fazendo e ter credibilidade para dizer o que diz.  E se tiver um passado de realizações ajuda muito. Mas que oposição é essa que não tem, sequer, candidatos às eleições municipais? A oposição tem que sair dos apartamentinhos confortáveis da zona sul carioca e dos apartamentões dos Jardins Paulista(s) para conhecer um país chamado Brasil. Ajudaria muito, também, se a oposição parasse de frequentar redações e salas de diretorias da grande imprensa e fosse às ruas conhecer as notícias e oferecer soluções ao muito que falta (e deve) ser feito por esse País.

Segundo o BLOG DO JOSIAS parece que a oposição se deu conta de que política não se faz, apenas, tentando dominar as mentes -cansadas- da velha clásse média brasileira com massacre de notícias e "opiniões".

 
BLOG DO JOSIAS DE SOUSA – 11.04.08

Acuada, a oposição se reúne em busca de um ‘rumo’
 
 
 

PSDB e DEM discutem mudança
de estratégia na segunda
Tenta-se esboçar plano para
retirar os partidos do ‘córner’
Articulada por FHC e
Bornhausen, discussão ocorre em SP


Conforme já noticiado aqui, Lula acha que sua vida vem sendo facilitada
pela “falta de rumo” dos adversários. O presidente não está só em sua
avaliação. A opinião é compartilhada por PSDB e DEM, as duas maiores
legendas da oposição.

À procura de um norte, tucanos e ‘demos’ realizam no final da tarde de
segunda-feira (14), em São Paulo, uma reunião de cúpula. Será comandada
pelos presidentes de honra dos partidos: Fernando Henrique Cardoso e
Jorge Bornhausen.

Além da dupla, haverá mais seis participantes. Do lado do PSDB: Sérgio
Guerra, presidente do partido, e os líderes Arthur Virgílio (Senado) e
José Aníbal (Câmara). Pelo DEM: o presidente Rodrigo Maia e os líderes
José Agripino Maia (Senado) e ACM Neto (Câmara).

Olhando para o retrovisor, os opositores de Lula vão inventariar os
próprios erros e tentar projetar planos para o futuro. “Vamos refinar a
estratégia”, disse um tucano ao repórter. “Está claro que a renitência em
obstruir e esbravejar está passando para a sociedade um sentimento de
inutilidade da oposição”, ecoou um ‘demo’.

Numa palavra, a oposição vai tentar sair do córner. No plano nacional,
busca-se uma estratégia para se contrapor à fúria inauguratória de Lula.
Parte-se da avaliação de que o presidente antecipou a corrida sucessória
ao converter eventos pseudo-administrativos em pa©lanques.

Na esfera municipal, tenta-se fixar um modus vivendi que facilite a
convivência nas praças em que a oposição está dividida. O exemplo mais
eloqüente é o da cidade de São Paulo. Quem melhor resume a encrenca é
Arthur Virgílio. Diz que, divididos, Geraldo Alckmin (PSDB) e Gilberto
Kassab (DEM) candidatam-se ao papel de cavalheiros à antiga: “Vão acabar
facilitando a eleição de uma dama”, afirma, referindo-se à petista Marta
Suplicy.

No cenário legislativo, é Agripino Maia quem produz a melhor sinopse do
drama vivenciado pela oposição: “A estratégia centrada só em CPI e em
obstrução tornou-se viciada”, diz ele. “CPI também. Obstrução quando for
conveniente. Mas precisamos tratar de outros assuntos.”

Neste ponto, há, de novo, uma coincidência com a avaliação que Lula faz
em privado. O presidente dá de ombros para temas como obstrução, CPIs e o
dossiê com gastos da era FHC. “O povo não quer saber de nada disso”,
disse Lula a um ministro. “As pessoas querem saber do crescimento da
economia, das oportunidades de trabalho e do aumento do salário.”

Antes mesmo do entendimento que planeja costurar em São Paulo, a oposição
protagonizou, na noite da última quarta-feira (9), uma súbita mudança de
planos. Cavalgando projetos de autoria de dois expoentes do petismo –Tião
Viana (PT-AC) e Paulo Paim (PT-RS)-, PSDB e DEM despejaram votos no
aumento das verbas da Saúde e na extensão dos reajustes do salário mínimo
às aposentadorias e pensões do INSS.

A coisa foi decidida em almoço da bancada do DEM e ganhou a adesão dos
tucanos. Surpreendida, a bancada governista foi no vai da valsa. E o
governo vê-se agora às voltas com a necessidade de alterar, na Câmara, as
propostas dos aliados petistas.

O projeto de Tião Viana regulamenta a chamada emenda 29. Se for
ratificado pelos deputados, sem alterações, obrigará o governo a
adicionar ao orçamento da Saúde, já em 2008, a bagatela de R$ 7,5
bilhões. Dinheiro que a Fazenda diz não estar disponível.

Quanto à proposta de Paulo Paim, estima-se que, se for referendada pelos
deputados, aumentará os gastos da Previdência em algo como R$ 3,5 bilhões
ao ano. Uma despesa que o governo alega ser incompatível com o caixa
previdenciário, às voltas com uma perspectiva de déficit de cerca de R$
40 bilhões em 2008.

Nesta quinta-feira (10), o líder ‘demo’ ACM Neto apressou-se em informar
que, na semana que vem, a oposição vai levantar a obstrução que vem
patrocinando na Câmara, para facilitar a apreciação das duas propostas
que vêm do Senado.

À bancada governista restará a constrangedora atribuição de se contrapor
a iniciativas tão populares como o aumento da verba da Saúde e o
acréscimo das aposentadorias. Um papel que, no passado, era reservado ao
PT, opositor intransigente da gestão tucana de Fernando Henrique Cardoso.
 
 

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