tsunami
as eleições municipais deste ano podem trazer surpresas para os próprios partidos políticos.
O Jornalista Alon Feuerwerker, do CORREIO BRAZILIENSE, instiga seus leitores, na coluna NAS ENTRELINHAS, de hoje (25/03/08), a imaginarem qual será o próximo movimento no tabuleiro político, levando-se em conta as próximas eleições municipais.
Êle aborda o efeito de "ondas de renovação que ciclicamente varrem o cenário, na maior parte das vezes sem dar sinal prévio, como que vindas do nada" o que torna perigoso qualquer exercício de futurologia e avaliações.
A última grande onda de renovação que varreu o cenário político brasileiro foi em 1974 quando o MDB esmagou a ARENA, atual PFL, e para não perder a maioria no Congresso o governo militar criou a figura do senador Biônico, que lhe deu maioria parlamentar.
Algumas observações do colunista merecem ser destacadas para quem pretenda tentar antecipar o próximo movimento nesse tabuleiro: " Há políticos que se julgam proprietários do voto alheio. Especialmente quando o eleitor "cativo" pertence a grupos sociais ou étnicos desfavorecidos. Quando algo dá errado, reagem de modo ressentido contra uma suposta ingratidão do eleitor".
Feuerwerker pergunta qual será a próxima onda, qual será o movimento novo na eleição municipal deste ano. Antes, porém, ele desvenda o mistério de sua própria observação quanto ao Partido Político que no momento está ressentido com o eleitor que julgava cativo: " Os anos 90 assistiram à emergência do PSDB e do PT como pólos de poder, sem que entretanto nenhum dos dois tenha conseguido a capilarização obtida pelo antes pelo PMDB. Talvez por causa da fragmentação do quadro partidário - o que as rígidas regras do regime de excessão impediam na época em que o MDB/PMDB se fez. Os tucanos passaram uma década mandando em Brasília sem que isso tenha resultado em ganhos significativos na esfera municipal, com excessão de São Paulo. E o PT conseguiu a façanha de ancorar duas vezes no Palácio do Planalto sem nunca ter conquistado, por conta própria, o governo estadual em São Paulo, em Minas Gerais ou o Rio de Janeiro. Nos municípios, então, nem se fala. De todos os Partidos que um dia chegaram ao poder no Brasil, o menos municipalista de todos é o PT."

