zorra judicial
como são feitas as salsichas e a reportagens?
Briga por espaço, luta por dinheiro, censura, mal-caratismo, irresponsabilidade. Tudo isso está ocorrendo nessas disputas judiciais que envolvem a imprensa, os jornalistas, e outros atores. Só não está em jogo o interesse público e, quem sabe, a verdade.
A Igreja Universal do Queijo do Reino montou um forte esquema de intimidação de um órgão da imprensa. Protocolou várias ações judiciais, em diversas comarcas do Brasil, para obrigar o jornal FOLHA DE SÃO PAULO a retratar-se de afirmações veiculadas numa matéria jornalística. Até agora, nem a FOLHA DE SÃO PAULO, nem a mega-corporação empresarial do Queijo do Reino desmentiram, nem discutiram, o conteúdo da reportagem. Precisamos saber o que temos com isso e em que nos afeta essa briga.
O Porta-Voz do grupo econômico ABRIL, Diego Mainardi, está sendo processado, por diversos jornalistas, devido a acusações veiculadas no espaço que o grupo empresarial disponibiliza para a defesa de seus interesses corporativos: uma coluna semanal na revista VEJA assinada pelo porta-voz. Preocupados com a perda de anúncios oficiais os patrões do Mainardi atacaram diversas pessoas e entidades (chantagem?) que agora se defendem judicialmente. Precisamos saber o que temos com isso e em que nos afeta essa briga.
O grupo econômico, com ramificações editoriais, ABRIL, está processando o jornalista Luiz Nassif, que fez reportagens detalhadas sobre a maneira como aquele grupo usa suas publicações para transformar informações publicitárias em falsas informações jornalísticas, visando, com isso, influenciar negócios e valorizar contratos de seu interesse comercial. O Grupo ABRIL, assim como a Igreja Universal do Queijo do Reino, usa "laranjas", fiéis, para serem autores das medidas judiciais. Precisamos saber o que temos com isso e em que nos afeta essa briga.

