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Cartão - Oposição simula desagrado, mas mantém acordo

Puro teatro.

Alguns senadores do PSDB fizeram cara feia para o acordo fechado por Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Senado, e Carlos Sampaio, deputado do PSDB de São Paulo, em torno da criação da CPI Mista do Cartão Corporativo. Disseram que não foram ouvidos. E que não concordam que a CPI investigue as contas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso anteriores à data da adoção dos cartões - 2001.

O acordo foi feito. Está fechado. E será sacramentado ainda hoje - no máximo amanhã de manhã.

Entra na cabeça de alguém que Sampaio, um simples deputado, firmasse um acordo com o líder do governo no Senado sem antes receber sinal verde da direção do seu partido?

Recebeu, sim, do senador Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB. E para dar o sinal Guerra consultou cabeças coroadas do PSDB - entre elas o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador José Serra, de São Paulo.

- Não vou desautorizar o deputado - comentou Guerra, há pouco.

- O acordo é esse mesmo. Vamos tocar a CPI - disse José Agripino (RN), líder do DEM no Senado.

- O acordo está feito - confirmou ao blog Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB no Senado.

Atualização das 20h32 - Quer uma prova de como o governo e o PSDB desejam uma CPI bem-comportada, que não cause danos a Lula e FHC? Veja o que disse o líder do PSDB na Câmara, Antonio Carlos Pannunzio (SP):

- Na questão dos presidentes da República e de suas esposas, não se pretende fazer a execração pública. Pode mostrar os gastos, mas não precisa de detalhamentos maiores.

do blog do noblat

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