american dream
obama votou a favor de um muro separando os latinos dos americanos negros e brancos - um muro entre o méxico e os estados unidos da américa. hilária votou a favor da invasão do iraque
24/02/2008 |
|
Não se exporta democracia com violência e ambição |
|
Acho importante que uma nação que fez uma guerra civil para resolver se os negros seriam livres ou continuariam escravos, agora esteja perto de eleger um negro. A raça negra sempre foi vista pelos brancos como uma raça inferior. Mesmo depois da derrota dos confederados - que provocaram a guerra civil para manter a escravidão - por muitos anos, o povo americano tolerou a discriminação racial, e custou a reconhecer os direitos civis dos negros. Os EUA representam ainda nesse início de século a nação mais poderosa do mundo, um verdadeiro império econômico, sem nunca esconder a sua índole guerreira e a sua tendência dominadora. A história assinala: quando os americanos não podiam anexar territórios através do dinheiro (Louisiana, que foi comprada à França, e a Flórida, à Espanha), o faziam na ponta do fuzil, como aconteceu com as conquistas do Texas, que era um território mexicano, e a do Oeste, quando os índios foram praticamente dizimados pela cavalaria e pelos exploradores. Não se exporta democracia com violência e ambição. O imperialismo muda de mãos, mas praticamente não muda de métodos. Tem sido assim ao longo da história da humanidade. Os americanos - apoiados em sua formidável máquina de guerra e contando com recursos humanos e materiais que colocaram os seus exércitos entre os mais fortes nas duas Grandes Guerras - participaram e contribuíram de forma decisiva para a vitória da democracia. São os maiores compradores, e grandes fornecedores de tecnologia de ponta para desenvolvermos o nosso parque industrial. O que falta é o estabelecimento de uma linha política de igualdade e não de supremacia que só faz criar antipatia e rejeição. Eles precisam rever o boicote à Ilha de Cuba, uma nação independente cujo povo se encontra isolado nas agruras de uma pobreza digna de quem não se entrega à imposição externa. O isolamento compulsório de Cuba criou um impasse que precisa ser removido sem mais delongas, visando a sua integração sócio-econômica ao nosso continente. Não tenho a menor dúvida de que, se for decretada a extinção do bloqueio econômico, agora que Fidel está fora do governo, o povo cubano mergulhará numa era de progresso econômico e de liberdade política sem precedentes, devendo adotar, mais cedo do que se imagina, o sistema representativo plural de governo como melhor forma de assegurar-lhe a soberania e o bem-estar coletivo. A mim, me parece que os EUA são frios no trato e na aproximação com seus irmãos latino-americanos porque são orgulhosos, julgam-se superiores, e, por isso, não têm que perder tempo com uns pobretões que só lhe trazem problemas. Ao invés disso, preferem a posição de polícia do mundo, investindo pesado em conflitos externos para impulsionar a sua indústria bélica que se alimenta de sangue, que mantém acesa a sua chama explosiva pela força das armas. Preferem sacrificar os seus próprios filhos em batalhas inglórias do que levá-los ao campo da luta para vencer a pobreza e as injustiças sociais. Se o Tio Sam continuar com essa política revanchista sem se incomodar com a vida dos que vivem dentro e ao seu derredor, sem fazer conta dos gastos ilimitados com a indústria da guerra, em um dia que pode não demorar muito, vai perder a liderança para outra nação que cresça e progrida com base nos princípios da paz e da solidariedade humana. Esse o grande duelo que deveriam estar travando neste momento Hillary e Obama, o que não vejo com clareza nos debates publicados pela imprensa internacional. O texto acima faz parte do artigo de um novo e qualificado colaborador do blog do Magno |Martins, o Senador sergipano Antônio Carlos Valadares, que estréia hoje antevendo o novo cenário político internacional que se desenha com dois acontecimentos importantes nessa área: a possibilidade de, pela primeira vez na história, ser eleito um presidente negro nos Estados Unidos e a saída de cena de Fidel Castro. As nossas boas-vindas ao novo colaborador e o convite aos leitores para leiam na íntegra o didático artigo do senador. Boa leitura. Escrito por Magno Martins às 09h32 |

