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Seu soltador de presos
(Da coluna Conversa Afiada - Paulo Henrique Amorim)
Na
festa da Academia Brasileira de Letras, ontem, sexta feira, dia 28,
quando o Presidente Lula disse, mais uma vez, que o Norte e o Nordeste
não estão condenados a ser pobres, estava lá como sempre, onde há
câmeras de televisão, o Ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo
Tribunal Federal. .
Estava, na verdade, ignoto, nos cantos, a assistir a uma cerimônia de
consagração do Presidente que ele não conseguiu declarar eleito (*). .
A certa altura, uma senhora muito bonita e elegante, ilustre parente de
um dos imortais, se aproxima dele e diz, olho no olho: "Seu soltador de
presos". . Mello tomou um susto e evaporou-se.
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Zezo · 17:28 ·
domingo, 30 de setembro de 2007
Blindagem
Durante
todo o processo de recriação da SUDENE, fechada pelo governo
"paulistérico" de Fernando Henrique Cardoso, o atual Deputado Ciro
Gomes ocupou-se, exclusivamente, em blindar o Caixa da futura "nova
SUDENE" contra a bandidagem a corrupção e a fraude. Usou e abusou da
expressão blindagem. Em nome dos princípios morais que defendia
conseguiu engessar e congelar o funcionamento da nova SUDENE.
A
Superintendência para o Desenvolvimento do Nordeste deveria ser chamada
de Ministério de Combate ao Desequilibrio Regional. Esse Ministério foi
idealizado por Celso Furtado, trabalhado por Gileno De Carli e criado
por Juscelino Kubschek. Mas está fechado graças à teoria criacionista
adotada pelos economistas liberais a respeito das condições de cada uma
das regiões do País.
A blindagem de Ciro Gomes acabou
engavetando o funcionamento da SUDENE. E acontece que a SUDENE não tem
e jamais teve Caixa próprio. O Caixa da SUDENE sempre foi o Banco do
Nordeste do Brasil, o BNB, cuja sede é no Ceará, atualmente governado
pelo irmão do Deputado Ciro Gomes. A SUDENE aprova projetos para serem
financiados pelo Banco do Nordeste. A análise técnica dos projetos é da
SUDENE. O dinheiro é com o BNB.
Parece que tanta preocupação
com a SUDENE fez o Deputado Ciro Gomes descuidar do seu próprio caixa
de campanha. O responsável por suas contas e coincidentemente diretor
do BNB, Victor Ponte, responde a um processo interno do Banco e é
também investigado pela Polícia Federal e pela Controladoria Geral da
União justamente por não ter blindado o cofre do Banco do Nordeste, que
deveria ser o Caixa blindado da SUDENE, segundo o atuante Deputado.
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Zezo · 17:25 ·
sábado, 29 de setembro de 2007
Parlamento iraniano acusa exército americano e CIA de terrorismo
Da France Presse
29/09/2007 13h35-TEERÃ
- O Parlamento iraniano aprovou neste sábado um texto que classifica de
"terroristas" o exército americano e a CIA, em resposta à moção do
Congresso americano que atribuiu a mesma classificação aos Guardiães da
Revolução, o exército ideológico do Irã.
Os parlamentarem
apontam como provas "a utilização de bombas atômicas no Japão, a
ocupação de países como o Vietnã, o Iraque e o Afeganistão, o apoio ao
regime sionista e aos grupos terroristas da Al-Qaeda e dos talibãs".
"Condenando
a ocupação do exército americano de países como o Iraque e o
Afeganistão, os deputados iranianos pedem às Nações Unidas que impeçam
a existência do centro de torturas de Guantánamo e de prisões secretas
americanas em diferentes países", acrescentam os parlamentares.
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Zezo · 22:38 ·
sábado, 29 de setembro de 2007
Impunidade
Hoje
faz um ano que a desídia e a negligência dos controladores de vôo
levaram à morte mais de 150 passageiros do Boeing da GOL.
Nenhum dos controladores está preso por esse crime.
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Zezo · 23:25 ·
sábado, 29 de setembro de 2007
Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, já dizia o grande filósofo ceraense José Genuino.
Não
sei porque tanta indignação com a frase dita por um personagem da
história do Brasil conteporâneo. Quem disse
foi um coronel aposentado que participou da luta armada
contra a Guerrilha Comunista mas que deve ter praticado muitos crimes
aproveitando-se desse fato. Quando se discute esse episódio da História
fala-se muito de direitos humanos desrespeitados. Isso é o mais
importante. Mas há casos também de desrespeito ao Erário e a
outros direitos. Esse sujeito disse, semana passada, que
"receberia a justiça à bala", se por ela fosse procurado para dar
explicações. Todo bandido faz isso. E só assim podem se proteger;
Fernandinho Beira Mar, Marcola e tantos outros que só queriam defender
seus pontos de vista fizeram e disseram o mesmo (e ter defendido
seus pontos de vista teria sido a alegação do Coronel para o
que fez). Mas fazem isso também para proteger seus pontos de
drogas e as informações que podem comprometer comparsas e companheiros
de grupo. Eles sabem onde mataram ilegalmente, onde torturaram seus
desafetos e têm outras informações preciosas para desmantelar
quadrilhas e grupelhos. E é por saberem disso que recebem a
justiça à bala. Duvido que se esse personagem tivesse agido com a honra
e o espírito militar que aprendí a respeitar durante o serviço militar
tivesse algo a esconder de quem quer que seja.
Em tempo. Mortos e
feridos nos confrontos diretos com a guerrilha, de qualquer dos lados,
devem ser respeitados e homenageados pelos seus.
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Zezo · 23:29 ·
sábado, 29 de setembro de 2007
A vida imita a arte
Bebel,
personagem da novela das 08h00 da Rede GOLOBO, foi acusada de ter suas
despesas pagas por um Senador. No episódio, um outro Senador
denuncia que as despesas eram, no final das contas, custeadas
por um Usineiro. Na vida real tembém existe uma personagem que tem suas
despesas pagas por um ex-Senador. Ao que tudo indica, assim como
na novela das 08h00, as despesas são custeadas por um grande grupo de
empresas de comunicação, uma grande Usina de notícias.
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Zezo · 15:09 ·
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
AD PERPETUAM REI MEMORIAM
No
futebol existem regras e limites que não devem ser ultrapassadas
pelos jogadores. Nas votações da Câmara dos Deputados também existem
regras não escritas que sempre foram respeitadas pelos Deputados. O
drible da "foca" que humilhou o jogador Coelho (foca humilha coelho)
no último Atlético X Cruzeiro violou uma regra de fundamental
importância no relacionamento dentro de campo. Na madrugada de
ontem, ao iniciar-se mais uma das muitas sessões
extraordinárias para a votação da CPMF, o deputado Ônix
Lorenzzoni, quebrou uma cláusula pétrea da convivência entre os
parlamentares: exigiu a leitura integral da ata da sessão
anterior. Sua atitude e a de seu partido jamais serão esquecidas
pelos demais.
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Zezo · 14:20 ·
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Dossiê
O Senador
Demóstenes Torres tem cara de bebê. E para mim tem cara de honesto,
mesmo sendo filiado ao partido de Rodrigo Maia e de Jorge - Heil Hitler!
- Bonhausen. A atuação destemida do Senador Demóstenes Torres no caso
Renan Calheiros tem sido bem mais consequente, e contundente, do que a
participação de Senadores considerados esteios morais como Pedro Simon,
Jefferson Peres e o chato do Suplicy. Isso também se explica pela
formação profissional do Senador Demóstenes Torres. Ele é Procurador de
Justiça em seu Estado, Goiás. Mas agora começa a circular no Senado um
dossiê contra o Senador que pode comprometer toda a sua atuação e
decepcionar pessoas como eu, que ainda acreditam na boa fé e nas boas
intenções.
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Zezo · 14:03 ·
domingo, 30 de setembro de 2007
As vestais
Pretendia
comentar sobre o Mensalão do PSDB mas resolvi esperar até amanhã para
ler o que dirão os retumbantes Merval Pereira, Mírian Leitão e Arnaldo
Jabor, este tão cultuado e divulgado pelos indignados cidadãos de
bem... Acho que eles ainda não tomaram conhecimento do fato pois não
tenho lido as suas constantes preocupações éticas, morais e políticas a
respeito de roubalheiras, falcatruas e crimes. Será que aguardam alguma
edição especial da revista VEJA?
Seja como fôr até amanhã deverei ter mais informações sobre aquilo que a boa mídia está tratando como "a quadrilha do bem"
Em
tempo: O ex presidente do PSDB, Eduardo Azeredo, disse que não é UM
ESTRANHO NO NINHO tucano. Segundo Azeredo a roubalheira foi praticada e
beneficiou toda a turma, e atingiu bem além das Minas Geraes, chegando
até ao Planalto Central e a um ex Presidente da República
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Zezo · 17:27 ·
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
O Conto eu Conto como o Conto foi...(Rudolph, a Rena)
O
PPS não é herdeiro nem sucessor do PCB como tenta fazer crer para obter
a simpatia daqueles que defendem essa linha de pensamento. Não sei o
que é um "pós-comunista", como se deixam chamar os membros do
PPS. Só sei que não há vínculo sucessório com a velha sigla
de Luiz Carlos Prestes. O "Partidão" continua existindo e é legal,
mesmo sem um representante, sequer, no Congresso Nacional.
O
histórico militante comunista, o advogado e escritor pernambucano,
Paulo Cavalcanti, venceu, nos anos 90, a batalha judicial contra o
Deputado Roberto Freire que tentava proibir o registro do partido e o
uso da sigla PCB.
Na televisão o PPS incentiva a população a
usar nariz de palhaço para criticar o governo. Parece que o PPS não
quer criticar o governo, e sim fazer a população de palhaço.
Em tempo - O Ex Senador José Fogaça, atual Prefeito de Porto Alegre, deve deixar o PPS ainda esta semana
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Zezo · 14:06 ·
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
É muito irritante!
Faz tres dias que espero este WEBLOGGER voltar ao ar. Desde sábado que não consigo publicar nada.
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Zezo · 18:59 ·
sábado, 22 de setembro de 2007
(re) partidos
Os
Partidos Políticos são organizações da sociedade, vitais à existência
da Democracia. São, portanto, organizações não governamentais. Poderão
ser investigados pela CPI das ONGs?
Os partidos têm acesso a
milhões de reais do Fundo Partidário, que é público. Pelo princío da
transparência não é correto que prestem contas apenas a seus filiados.
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Zezo · 9:53 ·
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Aparição
A aparição do Deputado cassado, Roberto Jefferson, em cadeia (êpa!)
nacional de televisão, na condição de Paladino da
Justiça, reduzindo o Procurador Geral da República à condição
de seu assistente de acusação, é a evidência maior de que a
política partidária brasileira atravessa uma crise muito séria. O PTB
de Roberto Jefferson foi tomado de Leonel Brizola pela ex Deputada
Ivete Vargas. Naquela ocasião o partido rachou com a ala esquerda,
que desligou-se e fundou o PDT para consolidar o
brizolismo. Agora o PTB enfrenta duas crises. Uma de natureza
ética e outra de identidade. É a esquizofrenia total. O Paladino da
Justiça, que apareceu em rede nacional, é um dos 40 que estão sendo
processados pelo recebimento impróprio de dinheiro ilicitamente
arrecadado pelo PT, o chamado "mensalão". Sendo que ele mesmo, Roberto
Jefferson, réu confesso, não declarou, ainda, onde está a sacola
de dinheiro que disse ter recebido. Se o dinheiro não está com o
partido..... A outra crise é a de identidade. O PTB cujo
presidente (Robero Jefferson, o Paladino...) confessou o crime da
compra de votos pelo Governo, é o mesmo partido que faz a
coordenação política do Governo e que lidera as votações do governo na
Câmara dos deputados. O Ministro Walfrido dos Mares Guia, da
Coordenação Política é um dos próceres do PTB e o Deputado José Múcio
Monteiro, Líder do Governo na Câmara, consagrou-se como um dos mais
hábeis negociadores do Congresso Nacional. A briga é grande, feia e
surda dentro do partido.
O PT fez o que fez e, mesmo tentando
esconder, já começa a ter defecções que vão além do PSOL. Em Pernambuco
o Deputado Paulo Rúbens, fundador do Partido desligou-se da sigla e
leva consigo uma "ruma" de filiados, como dizem por lá. A ala Florestan
Fernandes à qual pertence Paulo Rúbens, não engoliu a postura dos
dirigentes desde o episódio Waldomiro Diniz. E essa ala tem presença
forte em São Paulo, onde fica a direção nacional do partido. Sem
esquecer que o episódio de Benedita rezando na Argentina às custas do
Erário, mesmo tendo sido apagado da história, levou consigo o que
restava do PT no Rio de Janeiro.
O PFL, que tenta se chamar DEM,
está sob a ameaça de ver cassado o mandato de seu presidente, "Bibo
Filho", ou Rodrigo Maia, como queiram. O Tribunal Regional Eleitoral,
do Rio de Janeiro, já deu sinais de que ele e outros parlamentares da
sigla podem não cumprir todo o mandato. Em São Paulo o partido se
despede de Romeu Tuma que preferiu ajudar seu filho, o Júnior, a
recuperar o dinheiro de Cacciola (vamos ver). Na ala das Bahianas, o
Senador, e ex governador, Cézar Borges deixa o partido depois da morte
do Yossip Broz Tito local, que era ACM, o único político que conseguia
reunir todas as Bahias. Até mesmo seu neto, ACMzinho, está com
dificuldades no partido, pois disputa com José Carlos Aleluia a
candidatura a Prefeito de Salvador.
O PMDB de Renan Calheiros,
de Joaquim Roriz, de Wellington Salgado e de todas as alianças
partiu-se ao meio. É a própria indefinição ética e ideológica. Não é um
partido nacional no sentido que a lei determina. É um partido de
presença nacional porque está em todos os Estados. Mas em cada canto
ele é um. É diferente. É um archipélado de lideranças e de "costumes"
locais. É difícil entender o que tem a ver o PMDB do Rio Grande do Sul,
do Senador Pedro Simon e do atual Ministro, e candidato à Presidência
da República , Nelson Jobim, com o PMDB do Distrito Federal de Joaquim
Roriz, Pedro Passos e outros, cuja prisão é aguardada para qualquer
momento (e não por crimes políticos apenas). Os vários PMDBs são ilhas
de poder. Algumas dominadas por caciques autoritários que não permitem
a renovação nem a menor oxigenação em seus diretórios. As eleições
municipáis do ano que vem estão deixando a mostra essas fragilidades.
Em Recife Jarbas Vasconcelos, Senador e ex governador, e ex Prefeito da
capital, deixa bem claro dentro do partido que "obedece quem tem
juizo". Por isso o PMDB de lá acaba de perder um ex campeão de votos, o
deputado Federal Cadoca que vai em busca de outra aventura partidária
O
PSDB, ah, o PSDB.... O xodó da mídia, o queridinho dos intelectuais, o
mais "up to date" dos partidos políticos brasileiros; liberal,
privativista, internético, globalizado, rico como Tasso Jereissati,
elegante como Fernando Henrique Cardoso, bonito e bom moço como
Aecínho, sério e preparado como Serra, mas...o PSDB roubou. O
"tucanoduto" denunciado pelo chato do procurador Geral da República
tirou a aura de vestal do partido, abrandou a voz do líder Panuzzo na
Câmara dos Deputados, abalou o namoro com o DEM. Esse procurador
poderia ter parado por alí, no "valerioduto" do PT, não era? Mas não
parou. Quem talvez vá diminuir o impulso republicano é a mídia. Talvez
ela faça do PSDB um mero coadjuvante nessa nova denúncia do Procurador.
Até um diminutivo carinhoso para não ferir tanto o partido querido já
foi criado:"mensalinho mineiro". Seja como fôr, queiram ou não os
Lobbies da Editora Abril (contra a CPI da Vingança) a crise vai bater à
porta do partido. Poderia falar das contradições do PSDB na oposição,
de suas votações; ora com o Governo Lula, ora com o passado FHC;
poderia tratar de outras questões que evidenciassem a crise dos
partidos de que trata esse artigo, mas no caso do PSDB um único fato
basta. Seu próximo presidente será o Senador Severino Sérgio, de
Pernambuco. Fecha a cortina.
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Zezo · 14:17 ·
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
Amazônia
Se tem dono por que está vendendo?
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Carlos Chagas - Blog dos Blogs
Pleno
de orgulho cívico, o presidente Lula declarou em Manaus "que a Amazônia
tem dono", referindo-se à cobiça internacional sobre a região.
Palmas
para ele, por defender a soberania nacional, mas tem um problema: se
somos donos da Amazônia, e se pretendemos preservá-la, por que o
governo está vendendo a floresta?
Por projeto de lei proposto
por Fernando Henrique Cardoso e aprovado no Congresso depois da posse
do Lula, qualquer estrangeiro pode arrendar por 40 anos, renováveis por
mais 40, glebas amazônicas do tamanho do estado de Sergipe, com licença
para explorar madeira e sem licença, mas tanto faz, para exportar
espécies variadas da flora, além de prospectar todo tipo de minerais
nobres.
Tempos atrás, em entrevista à imprensa, um bilionário
europeu já proprietário de parte da Amazônia recomendou a outros
colegas que comprassem o quanto pudessem, pois era "um bom negócio".
Bom negócio para quem, cara pálida?
Mudaram
de tática, os governos e as multinacionais interessados em dominar a
Amazônia. Antes, conforme se pronunciaram François Mitterand, Felipe
Gonzales, Margareth Tatcher, Al Gore, Gorbachev e até, last but not
least, George W. Bush, a palavra de ordem era internacionalizar a
floresta, sob a alegação de constituir-se em pulmão do mundo e outras
bobagens. Naqueles idos, até os heróis de desenhos animados e de
histórias em quadrinhos frequentavam a Amazônia, sempre lutando contra
fazendeiros e policiais brasileiros que mais pareciam bandidos
mexicanos. Do Super-Homem à Mulher Maravilha, eles apareciam
providencialmente para resgatar criancinhas e tribus indígenas da
escravidão e da truculência dos brasileiros. O plano era fazer a cabeça
das novas gerações para quando "internacionalizassem" a Amazônia ou
reconhecessem como "nações" indígenas as tribus vivendo sob a proteção
do nosso poder público.
Como mandar os "marines" saltarem de
pára-quedas pode ser um risco igual ao enfrentado no Vietnam, partiram
para a invasão branca, muito mais barata e facilitada por nós.
Multiplicaram o número de ONGs fajutas, interessadas em proteger as
árvores e os índios, amplamente financiadas conforme o mesmo objetivo.
É possível que nem o Incra nem a Abin disponham de informações a
respeito da quantidade de pedaços da Amazônia já alienados aos
estrangeiros. Do PT, não se tem notícia de sequer uma iniciativa em
favor de nossa soberania. Muito menos da chamada grande imprensa, onde
até determinados veículos funcionam a favor da alienação. Apesar de
tudo, a Amazônia tem dono...
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Zezo · 5:41 ·
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
Essa
Chrônica de Márcia Capella nos foi enviada pelo Diógenes Barbosa,
responsável pela seção Memória Musical, do ALMANAQUE.

A noite em que silenciei aqueles malditos
Você
não vai acreditar, mas eu posso provar: pitbuls gostam de John
Coltrane. Mais precisamente do disco Ballads, da Impulse. E não só de
Coltrane, mas de alguns outros músicos excepcionais.
Como descobri isso?Foi
assim: ontem, como todas as noites, as duas feras que meu vizinho
cultiva em casa treinavam sua ferocidade (êpa! Isso dá samba: os
pitbuls, grrr/grrr, vinham latindo ferozmente, grrr/grrr). Bem, estavam
eles no seu exercício diário de agressões, rugidos, gritos, zurros,
bramidos e outros desagradabilíssimos sons caninos que roubam minha paz
diuturnamente, quando algum anjo torto, bluzeiro e jazzístico ? talvez
prematuramente morto num ataque de cães ferozes quando, bêbado e
inebriado de blues notes, deixava uma jam session e seguia distraído
pelas ruas escuras de um bairro boêmio ? me soprou aos ouvidos a idéia
que logo pus em prática: aparelho de som na janela voltado para o pátio
dos horrores tocando John Coltrane.Foi tiro e queda. Emudeceram na hora. Fiquei
pasma! Ria sozinha, experimentando um misto de alegria e orgulho de mim
mesma, semelhante talvez ao de Arquimedes em seu famoso banho de
banheira. Eureca! Como não pensei nisso antes? Telefonei
para o amigo que há anos não via e que um dia me dera o benfazejo CD:
obrigada, amigo. Você só me fez bem. E que bem! Ele achou só um pouco
de graça, nem lembrava mais do presente e, ainda por ciima, pelo que
entendi, estava com uma mocinha por baixo. Desculpe, vai. Eu precisava
desabafar minha alegria.Dentro do silêncio canino, a noite de Santa Teresa ouvia o sax divino de Coltrane tocando as mais lindas canções. Não
deu outra: dormi e sonhei! No sonho via um flautista de Hamelin negro
que em vez de fauta tocava sax seguindo à frente de uma multidão de
pitbuls pelas ruas do centro da cidade. De repente, estavam todos ?
flautista e cães ? atravessando a ponte Rio-Niterói até o vão central,
onde os cães começavam a se jogar no mar, numa cena belíssima: o
suicídio coletivo dos pitbuls nunca me sairá da memória.Estava
eu nesse ponto quando o CD acabou. As feras, voltando a sua burríssima
natureza, recomeçaram sua rotina e agressões mútuas, intercaladas com
ganidos, mordidas e ameaças.Tentei
o primeiro CD que vi na estante: Diane Krall (Live in Paris, Universal
Music). Não dei certo. Diane seduziu o Olympia com essas canções, mas
não os pitbuls.Foi
aí que tive a segunda eureca da noite: eles rejeitam a voz humana.
Foram treinados para isso. Pode ser que mais tarde se acostumem, e
talvez eu tenha que começar por João Gilberto, não sei. Não quis
arriscar. Coloquei o álbum de piano e flauta do Tomás Improta e da
Andrea Ernest Dias. Sucesso.
E para terminar a audição, um pianista chamado Jean -Yves Thibaudet (The Chopin I Love), que os emudeceu de vez.
Do
jeito que essa turma é crítica, já posso imaginar o que vem por aí. Vão
dizer que eu estou dando um golpe de marketing, com um produto
absolutamente insólito: concerto para cães. Mas não vou me abalar com
isso. Sabem por quê? Hoje, pela manhã, eles continuavam em silêncio. Meninos, eu vi!
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Zezo · 5:03 ·
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Túnel do tempo
O
PT editou uma cartilha para ser ditribuida na rede escolar pública,
contendo, dentre outras, a seguinte pérola da moderna ciência política
e da linguagem (terminologia):
Sobre o que é hoje o
capitalismo: "Terras, minas e empresas são propriedade privada. As
decisões econômicas são tomadas pela burguesia, que busca o lucro
pessoal. Para ampliar as vendas no mercado consumidor, há um esforço em
fazer produtos modernos. Grandes diferenças sociais: a burguesia recebe
muito mais do que o proletariado. O capitalismo funciona tanto com
liberdades como em regimes totalitários."
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Zezo · 21:16 ·
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Esqueleto no armário
Até o momento nem o DEM (ex PFL) nem o PSDB se manifestaram sobre a repatriação do banqueiro Cacciola.
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Zezo · 20:44 ·
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Não dá para acreditar!
"O PSOL admite que denúncia contra Renan (no caso da cervejaria) não tem substância."
É para desmoralizar mesmo o Senado. Até tú PSOL?
Como ficam todos os que acreditaram em você?
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Zezo · 17:11 ·
terça-feira, 18 de setembro de 2007
"Barriga de aluguel 3
Quando
eu digo que PT e PSDB sempre foram farinha do mesmo saco, uvas da mesma
videira e vinho da mesma pipa, é porque os dois partidos sempre
simularam fazer oposição um ao outro, compondo-se contra todos os
interesses do País por trás do pano sujo. É claro e agora notório,
embora tenham tentado de todo jeito esconder a verdade, que está no
PSDB a gênese do mensalão, esse rebento bastardo, filho adotivo do PT e
apadrinhado pelo Marcos Valério..."
Esta nota é do blog do Roberto Jefferson (algum de vocês já leu?).
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Zezo · 16:07 ·
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Ruriquêine
O Ministro
Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, concedeu,
ontem, habeas-corpus para 15 envolvidos na Operação Furacão.
É o mesmo Ministro que concedeu habeas-corpus ao condenado Cacciola que se encontra preso no Principado de Mõnaco.
Perguntado
sobre a concessão do hábeas-corpus a Cacciola o Ministro defendeu o
"direito natural à fuga que tem qualquer prisioneiro".
É o mesmo
Ministro que condenou espetacularmente a sessão secreta do Senado, mas
manteve as sessões secretas no Regimento daquele Tribunal.
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Zezo · 9:36 ·
terça-feira, 18 de setembro de 2007
CPMF
O
PSDB tem chances de conquistar a Presidência da República em 2010. Sabe
disso e trabalha para isso. Nenhum outro partido apresentou candidatos
com melhores chances do que Serra e Aécio Neves, até agora. Por que o
PSDB abriria mão dos milhões de reais da CPMF, que ele mesmo criou no
governo FHC? Acompanhemos a votação no Congresso.
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Zezo · 12:49 ·
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Ouçam FHC
A
grande mídia deixou claro um novo acôrdo
"orthográphico". Vai unificar a linguagem para os próximos
dias. O escândalo envolvendo o Senador Eduardo Azeredo, do PSDB,
e outros integrantes desse partido, que será denunciado pelo Procurador
Geral da República, não vai ser divulgado como "tucanoduto",
"mensalão tucano", nem outros nomes que denigram a atual oposição. A
idéia é usar apenas a expressão "mensalão mineiro", sem vinculação
pártidária, e registrar, ao máximo, a participação dos políticos
envolvidos que hoje estejam na base do governo.
Pode ser que a operação salve a imagem do partido. Mas será que dá para salvar Azeredo?
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Zezo · 16:09 ·
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Liberou Geral
Primeiro foi o sociologuês e o politiquês para explicar a violência e a delinquência. Agora é a vez do corporativês e do administrativês.
As
condições precárias de habitação, a falta de saneamento, carências
alimentares, a falta de educação fundamental e a falta, enfim, de
perspectivas de vida servem para explicar o aumento da violência nas
áreas urbanas. Embora bem mais que 90% da população carente não
pratique crime nem atos de violência, é difícil negar a existência de
vínculo entre a miséria e a delinqüência. Mas nenhum desses argumentos
pode justificar o assassinato de pessoas. Nenhuma dessas condições dá o
direito a ninguém de matar, e muito menos de forma brutal.
Duas notas que publiquei aqui no blog provocaram comentários iracundos de amigos. Alegaram em corporativês
fluente que as péssimas condições de trabalho dos Controladores de Vôo,
o estresse e os baixos salários, explicam o fato de terem sido
negligentes no controle do vôo do Legacy que se chocou com o boeing da
GOL. Explica, mas não justifica. O crime - culposo - foi confessado
pelos próprios Controladores. Outros argumentos usados pelos meus
amigos para explicar o crime dos Controladores são de natureza
político-administrativa. No entanto o administrativês, essa
interpretação e demonstração da péssima ação governamental na área da
aviação, também não assegura ao funcionário o direito de
matar. Os argumentos são indiscutíveis. O descaso do governo, em
todos os níveis, com os problemas da aviação e da infraestrutura
brasileira. A superposição de órgãos da administração aeronáutica, a
terceirização do Estado em Agências que não fiscalizam nada (isso
também é crime, mas é outro), a partidarização dessas mesmas Agências,
a corrupção, etc. Tudo isso explica mas também não justifica.
Se
essas defesas vingarem estão justificados os crimes hediondos cometidos
pelos rapazes que arrastaram uma criança pelas ruas do Rio como se
fosse um "boneco de judas" e o de tantos outros estressados, mal pagos,
nascidos e criados em favelas e carentes de serviços públicos que
governos corruptos e incompetentes não lhes prestam, nem diretamente
nem através de Agências.
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Zezo · 9:33 ·
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Diretamente
de Recife Eduardo Lucena nos envia
esse conto dos anos 70. É um texto denso, pesado e carregado de sentimentos.
Trata-se da história que dá título ao seu segundo livro de contos.

FLORES ARTIFICIAIS
São duas flores unidas,
São duas rosas nascidas Talvez do mesmo arrebol,
Vivendo no mesmo galho,
Da mesma gota de orvalho,
Do mesmo raio de sol.
Castro Alves
Andréa. Foi por um brutal desejo de invasão que ela nasceu.Talvez
vivesse há muito comigo, não sei. Talvez usasse brincos em meu ser,nas
distantes madrugadas em que amargura e silêncio brincavam de pegadorem
minha alma e...nunca tive uma namorada! Andréa nasceu de minha solidão
e do frio que eu sentia! Há sangue no meu ser; desespero na minha boca;
e um frio ridículo na minha cara perplexa! Aos poucos ela me foi
invadindo; hoje, ela me domina, eu quero sê-lo e vivê-la para que sua
sede seja minha e para que eles se curvem!
Mas continuam me ofendendo com insultos, palavrões, indignidades...violência! Houve um que queria até me matar...
Por ela, por seu amor, meti-me em sujos cinemas cujas fitas (quase
sempre pornográficas) atraíam seres brutos, encurralados em sua própria
solidão mas que a insensibilidade também escondia muito desespero isso
é o que eu sei. Por causa da Andréa já fui a encontros espatifados
entre esquinas obscuras, usei bolsa sob vagos lampiões sujando o meu
batom; por ela, já andei em frios trens de agosto, com um sempre
incerto destino, e pelos homens é que eu não podia clamar! Só para
zombar é que me olhavam, como se eu fosse um palhaço enfeitado de
guizos ou uma cigana que te lê as mãos e que te rouba.
Há
manchas de sangue e crueldade em minha alma ferida; e você foi quem as
fez, mas não pode ser, eu digo que pode e foi você que não fez mal a
ninguém trabalha vai pra casa come dá beijos em sua mulher e diz
palavrão pros filhinhos aprender a lê porcaria respeita mamãe sai com
as putas do cais de vez em quando mas não faz mal a ninguém, nunca pode ter me ferido.
Eu sei de tudo. Mas a Andréa não quer saber pois não te ouve. Nunca te
ouviu, jamais percebeu que tens garras em lugar das mãos e que não
sabes falar: há muito que grunhes feito um porco estúpido.
Sim.
Tenho frio. E só a fiz para aquecer-me.Por um pouco de carinho. Os
homens não me compreendem e sei que eles são como fetos imemoriais que
povoam a desolação das ruas e das avenidas agitando os membros
freneticamente e eles zombam adoram zombar zombam zombam até que o
desespero me consuma tudo por dentro e eu os odeie irremediavelmente.
Então me retiro para a minha solidão, meu desamparo. Mas ainda tenho
Andréa que me povoa e arde dentro de mim feito uma fêmea bravia,
sensual, e meu dom criador (pois que sou Deus no topo desse
desespero!) jamais fará de mim um homem solitário, porque forjarei com
bonecos a minha angústia. E de vez em quando dou com algum velho
desesperado de seu climatério, e cora e se envergonha de sair com
qualquer coisa que ainda o queira, e eu ? nesses momentos sou um urubu
malvado, sedento de amor e companhia, a quem um pouco de carinho irá
embranquecer as plumas multicores... ninguém me quer mesmo, o que vier
está bom... eu carrego aqueles culhões ressequidos até meu quarto
empoeirado e cheio de bonecas (quando as compro digo ao vendedor que é
para minha irmã, que é presente, minha irmãzinha órfã, o senhor sabe,
mamãe morreu, papai nunca viveu com a gente... mas ele sempre me olha
com um incerto olhar enviesado: já me acostumo à idéia de que não crêem
em mim: sequer me levam em consideração como pessoa, como iriam saber
que posso amar alguém?). E as bonecas o espiam nu, abandonado e
preguento, espiam-no em pânico e à sua ereção misteriosa e o afago,
deixo-o louco de amor e constrangido, vermelho de vergonha. Depois ele
vai embora, jamais o vejo e fica o momento para sempre marcado em
minhas retinas e nas minhas bonecas. Na saudade que a umidez da calçada
provoca, penso se ele não seria o último... porque à vezes tenho ganas
de matar a Andréa pelo mal que ela me fêz mas sinto que a amo tanto que
se a matar vou atrás, também com ela, para a rija frigidez duma tumba
anônima... Vou andando para o scritório: GANHARÁS O PÃO COM O SUOR DE
TEU ROSTO... Gosto muito da bíblia mas acho que não me deixariam viver
num tempo daqueles. Era preciso que os homens ossem uns tipos
mercenários, de entranhas corroídas, fígado endurecido e muita orrada
para que eu fosse como sou e para me permitirem viver como vivo. Não
que não houvesse pessoas andróginas na bíblia, sei que havia (somos tão
antigos como as prostitutas, os ladrões e os poetas... ai, que
pensamento tão romântico...) mas... dum modo velado, não no escândalo
de meus brincos de acrílico... lindos! Comprei-os ontem... "para minha
irmã não sabe? É noiva... capitão de corveta..." lindos!
No
saguão do edifício, o sr. Ricardo leite Borges espera o elevador. Logo
ao entrar, olha com seus longos cílios postiços ( e seus olhos flor de
pástico) para o ascensorista e diz, com voz melíflua:
- Oitavo andar, seu Fernando.
-Pois não, dona Ricarda!
Risada geral.
Sente vontade de replicar, envaidecida, que não precisa chamá-la de
"dona", basta Andréa, que não é casada, mas percebe, com um estranho
vazio nos nervos, que não foi Andréa, mas Ricarada, em tom de mofa...
Percebe de novo, o peito apertado pela milenar angústia dos bufões e dos palhaços e dos bobos:
Risada geral dos circunstantes.
Eduardo de Lucena
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Zezo · 19:36 ·
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Elevadas questões da República
Quatro
Senadores amargam frustração maior que os demais em relação à
permanência de Renan Calheiros na Presidência da Casa: Jarbas
Vasconcelos (PMDB-PE), Tião Viana (PT-AC), Marco Maciel (DEM-PE) e
Gerson Camata (PMDB-ES). Os quatro tinham chances de assumir a
Presidência.
Entre Renan e Jarbas ainda há uma "pinimba" pessoal.
O apartamento funcional que Renan destinou a Jarbas foi entregue "no
osso". Sem pintura, sem reforma e caindo aos pedaços, segundo a rádio
corredor.
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Zezo · 9:34 ·
domingo, 16 de setembro de 2007
16/09/2007
Manda quem pode
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Nestlé pede, e Kassab reduz carne em sopa
Esta é da Folha de S. Paulo. Mostra que a submissão ao grande capital não é coisa só de Lula, do PT e do governo federal.
A
pedido da Nestlé, a Prefeitura de São Paulo decidiu reduzir a qualidade
nutricional da sopa que pretende distribuir em um programa que irá
reunir pais e alunos aos sábados nas escolas e creches municipais. A
gestão Gilberto Kassab (DEM) diminuiu a quantidade de carne, frango e
verdura exigida na sopa depois de um apelo feito pela multinacional
durante uma consulta pública para a compra do produto.
A
previsão das nutricionistas do município era que uma das sopas tivesse
7 kg de carne, 2 kg de cenoura e 3 kg de "outras" hortaliças (por 100
kg de sopa desidratada a ser distribuída). Com a mudança feita
diante da manifestação da Nestlé, a mesma sopa deverá ter só 0,5 kg de
carne, 0,8 kg de cenoura e 1 kg de "outras" hortaliças.
A
redução na quantidade de carne, frango e verdura exigida na sopa é
condenada pela presidente da Associação Brasileira de Nutrição, Andrea
Galante, que também contesta a escolha desse alimento para ser
distribuído nas escolas municipais. "Baixar a quantidade de verduras
e hortaliças vai contra aquilo que preconiza a OMS [Organização Mundial
da Saúde]. Uma maçã tem os mesmos nutrientes que uma porção dessa sopa,
que ainda será servida em uma época de calor."
(Do Blog dos blogs - Tales Faria)
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Zezo · 22:21 ·
domingo, 16 de setembro de 2007
Aniversário
Hoje o Estado de Alagoas completa 190 anos sem muito o que comemorar.
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Zezo · 13:42 ·
domingo, 16 de setembro de 2007
BRASIS, a Nota
"Grande Campa, Você
anda muito light falando dos interesses circunstanciais da
politica...Quando será que o povo vai efetivamente descobrir onde está
o seu valor? Desafio
o amigo a descrever como seria o Brasil dividido em "n" paises,
conforme a educação, caráter firme, ética e a consciencia tranquila
para viver a plena cidadania!" (Sérgio Motta)
Pessoal,
Antes
de aceitar o desafio desse meu amigo e leitor do blog, resolví escutar
outros amigos para saber o que pensam de um momento político em que
surgem hipóteses sececcionistas, separatistas, nativistas, e até
eugenistas (Adolfinho deve dar risadas em sua tumba). A idéia de um
país de bem-educados vizinho a um país de mal-educados pode ser uma
tentação. Um outro só de Malufes e Rodrigos Maias fazendo fronteira com
o dos Pedros Simons e Jeffersos Peres seria uma maravilha! Claro que
não é isso o que diz Sérgio Motta, mas, vejam só, a Convenção do PT
aprovou a extinção do Senado para quebrar o equilíbrio da Federação; a
empresa PHILIPS quer extinguir o Piaui para não ter prejuizo nas
vendas; a elite brasileira quer acabar com os instrumentos de
distribuição de renda porque aumenta o consumo de farinha e onera o
consumo de gêneros de primeira necessidade na Daslú. Tudo isso dá
o que pensar...
Portugal, o Estado mais velho da Europa, firmou
um império porque investiu no conhecimento (a NASA é "pinto" diante do
que era a Escola de Sagres) e porque era um Estado Unitário e forte.
Uma briga de foice no Japão medieval ou em São João Del Rey nas Minas
Geraes era resolvida na sala de audiências de El Rey, em Lisboa. Isso
manteve esses "brasis" um Brasil deste tamanho, até hoje. Diferente das
várias "espanhas" e suas repúblicas americanas espalhadas pelos nosso
continente.
Mas, olhando o resto do Brasil com os pés fincados
num praia nordestina, já não é hora de se perguntar se vale a pena
pagar uma carga tributária tão elevada para manter o desenvolvimento
econômico de uma única região? Valeu a pena vender petróleo sem roialtes
e sem receber em moeda forte durante 50 anos para criar uma industria
automobilistica em outras regiões? Vale a pena ser mercado cativo de
produtos mal-fabricados numa única região do Paiis, tudo isso por força
de um planejamento -dito - nacional, que não leva em conta todas as
regiões? Valeu a pena participar do financioamento de uma
infraestrutura rodoviária, portuária e etc., toda voltada para uma
úncica região do País? Valeu ter participado de um modelo de
concentração bancária imposta nos anos 60, que extinguiu todos os
pequenos bancos do País, para forçar uma concentração de bancos -
e do crédito, é claro - numa única região do País? Vale a pena
ser um ente político numa divisão constitucional que privilegia a
União, e de alguma forma os municipios, deixando para os Estados apenas
encargos e deveres?
Ajudem-me a pensar o assunto pois meus
sentimentos nativistas estão aflorando. Sendo pernambucano
não esqueço que o poder central arcabuzou Frei Caneca, enforcou o
pai do General Abreu e Lima, e tomou parte do território quando
Pernambuco pensou em participar de uma Confederação. Proponho a
reincorporação da Comarca do São Francisco. Existe um Projeto de Emenda
Constitucional nesse sentido que pode ser desarchivado por algum
Senador que tenha mais o que fazer do que ficar votando contra a
moralidade pública. Ou partamos para uma redivisão territorial interna
em bases atuais, ressuscitando a Comissão de Estudos Territoriais que
foi prevista na Constituição de 88.
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Zezo · 10:56 ·
sábado, 15 de setembro de 2007
Comigo não!
Abril pressiona para abortar CPI, denuncia Jandira
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A
ex-deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) disse em seu boletim que
a Editora Abril estaria pressionando para abortar a criação, na Câmara
dos Deputados, da CPI da TVA. Segundo Jandira, na última quarta-feira,
dia 5, um grupo percorreu as dependências da Câmara dos Deputados,
pedindo aos 182 deputados que assinaram o pedido da CPI que assinem
outro documento, com um contra-pedido.
"Para evitar a CPI, a força-tarefa da Abril trabalhou nos corredores do Congresso Nacional levando, como documentos
ameaçadores, exemplares da Agenda do Diap (publicação do Departamento
Intersindical de Assessoria Parlamentar, muito consultada pela riqueza
de informações sobre os membros do Congresso) e também papéis impressos
com os nomes e fotografias de deputados", reforça Jandira.
O
requerimento de criação de uma comissão destinada a investigar a venda
da TVA ao grupo Telefônica foi protocolado na Mesa Diretora da Câmara
no final de agosto. A CPI é favorável ao presidente do Senado, Renan
Calheiros (PMDB-AL), que, por inúmeras vezes em seu discurso de defesa,
tem usado a estratégia de atacar o grupo Abril, que vendeu a TV à empresa espanhola. A Abril é dona da revista "Veja", que publicou diversas matérias contra ele.
A
bancada do PCdoB, cujo líder, Renildo Calheiros (PE), é irmão do
presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), assinou em peso, todos
os 13 deputados. O PMDB, partido de Renan, deu 29 assinaturas de apoio.
"O pedido da CPI foi feito pelo PCdoB, que também recolheu as
assinaturas necessárias para sua abertura", diz Jandira.
Para
a ex-deputada, a mídia, se investigada pela CPI, "terá a oportunidade
de ostentar a transparência que tanto prega, mas não gosta de exercer
quando se trata de seus negócios". (Informações de O DIA e do Blog do Magno))
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Zezo · 9:09 ·
sábado, 15 de setembro de 2007
Comovente a bondade desses americanos
CIA proíbe afogamento como técnica de tortura
Da France Presse
14/09/2007 23h18-A
CIA proibiu a polêmica técnica do "submarino" em seus interrogatórios,
que consiste em sufocar parcialmente os detidos, revelou nesta
sexta-feira a rede americana de notícias ABC. Segundo a ABC, que
explora fontes anônimas, o diretor da CIA, Michael Hayden, proibiu o
"submarino" seguindo à recomendação do vice-diretor da Agência, Steve
Kappes, e recebeu o aval da Casa Branca.
O "submarino"
integrava a lista de técnicas de interrogatório autorizada pelo
presidente George W. Bush em 2002. De acordo com a ABC, a decisão foi
tomada no ano passado, mas sem divulgação. O porta-voz da CIA Mark
Mansfield disse que a Agência "não comenta suas técnicas de
interrogatório", mas garantiu que "tudo é conduzido legalmente".
Grupos
de defesa dos direitos humanos e várias autoridades americanas,
incluindo o senador republicano John McCain, qualificam a técnica do
"submarino" de tortura. "O submarino é uma forma de tortura. Estou
convencido de que esta decisão não ajudará apenas nas técnicas de
interrogatório, mas também para melhorar nossa imagem no mundo", disse
McCain à ABC.
Segundo a ABC, no "submarino" o preso tem a
cabeça mergulhada em um recipiente com água por algum tempo. Outra
técnica, conhecida como "submarino seco", coloca um saco plástico na
cabeça do interrogado para impedi-lo de respirar.
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Zezo · 4:43 ·
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Se apagarem os microfones e os holofotes...
Relação
dos Senadores que em 2000 votaram contra a Emenda Constitucional que
extiguia as sessões secretas no Senado Federal (maiores detalhes
daquela votação no blog da Helena Chagas):
Arthur Virgílio PSDB, Quem???!!!!!!!
Tasso Jereissati (PSDB),
Eduardo Azeredo (PSDB),
Heráclito Fortes (DEM),
Garibaldi Alves (PMDB),
Gerson Camata (PMDB),
Agripino Maia (DEM), Quem mesmo???!!!!!!!!
Edison Lobão (DEM),
Marco Maciel (DEM),
José Sarney (PMDB),
Mão Santa (PMDB) e
Leomar Quintanilha (PMDB).
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Zezo · 14:41 ·
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Guerra e Paz
Vivemos
em paz com o mundo. Graças a Deus! Mas a remota hipótese de uma
declaração de guerra obrigará o Senado a discutir publicamente as
condições de nossas defesas. Espiões e hipotéticos inimigos agradecem,
desde já, as mudanças no Regimento Interno propostas no calor do caso
Renan Cowlheiros.
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Zezo · 21:11 ·
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Praça dos Tres Poderes
Realmente
estou confuso. Talvez eu não tenha escutado com atenção o que disse o
Ministro Marco Aurélio Mello (o que soltou Cacciolla) durante o
julgamento do pedido de 13 Deputados para que a sessão do Senado que
julgou Renan Cowlheiros não fosse secreta. Para mim o Ministro teria
dito que considera absurda e antidemocrática toda e qualquer sessão
secreta de agentes do poder público e que seriam inconstitucionais
as normas que contrariem o princípio geral da publicidade dos atos
emanados dessas instituições do poder público.
Para a avaliação de vocês reproduzo dispositivos do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal.
Título III
DAS SESSÕES
Capítulo I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 124. As sessões serão públicas7, salvo quando este Regimento determinar que sejam secretas7a, ou assim o deliberar o Plenário ou a Turma.
Capítulo V
DAS SESSÕES ADMINISTRATIVAS E DO CONSELHO
Art. 151. As sessões serão secretas7:
I quando algum dos Ministros pedir que o Plenário ou a Turma se reúna em Conselho;
II quando convocados pelo Presidente para assunto administrativo ou da economia do Tribunal.
Art. 152. Nenhuma pessoa, além dos Ministros, será admitida às sessões secretas7, salvo quando convocada especialmente.
Art. 153. O registro das sessões secretas7 conterá somente a data e os nomes dos presentes, exceto quando as deliberações devam ser publicadas.
Intervenção Federal).
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Zezo · 12:07 ·
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Uma coisa é uma coisa. E outra coisa, é outra coisa?
Dois
jornalistas com mandato parlamentar impedem qualquer iniciativa de
investigação de empresas de comunicação. Investigar a mídia é atentar
contra a democracia. Investigar políticos não é.
O Deputado
Fernando Gabeira, que em Brasília só encontra putas e lobistas
(palavras dele) e o Deputado Miro Teixeira, ambos jornalistas, lutam
com unhas e dentes para impedir a instalação da chamada "CPI da
Vingança". Estão numa atividade de fazer inveja a Heloísa Helena. Essa
CPI é assim chamada porque foi proposta por aliados do Senador Renan
Calheiros para apurar as, digamos, negociações do Grupo Abril com
grupos estrangeiros.
Talvez nem tenha cabimento a instalação
dessa CPI. Porém o cinismo dos argumentos de Gabeira e de Miro são
revoltantes. Tudo o que vale, e o que valeu, para a abertura de CPIs
contra seus desafetos e contra outros tantos picaretas descobertos
e punidos por eles mesmos, graças às suas assinaturas e
iniciativas que agora negam, não vale para os conglomerados
jornalisticos. Dizem que não há "fato determinado"; ressaltam que o
negócio foi aprovado pelos órgãos competentes da administração pública,
além da catilinhária contra os que propuseram a CPI.
A CPI pode
concluir pela legalidade dos negócios da Editora Abril. Se são
negócios, e não negociatas, por que não trazer à luz esses fatos?
Eu gostaria de saber a razão de tanto interesse desses dois em
manter secretas essas informações. Aberta ao público só as sessões do
Senado? Seriam Miro e Gabeira beneficiários de contribuições
da Abril para suas campanhas eleitorais? Creio que não. Garantia
de presença - positiva - na mídia (a custo zero?), talvez sim. A CPI
poderá esclarecer.
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Zezo · 21:58 ·
sábado, 15 de setembro de 2007
fofoca pura
Agora
que passou o julgamento de apenas um dos casos do Senador Renan
Calheiros, tendo sido definidos os limites e os parâmetros da ética
parlamentar, vale a pena pensar nos parâmetros éticos de outros
setores. Por exemplo: Uma revista do Grupo Abril, a VEJA, foi quem
mais, e talvez quem melhor tenha investigado o caso da relação extra
conjugal do Senador. Denunciou a existência de uma filha, o
pagamento de pensões de forma ilícita e, principalmente, identificou a
jornalista, pivô da questão. Será correto esse mesmo grupo pagar
uma fortuna para a jornalista posar nua, numa outra revista do mesmo
grupo, a PLAYBOY? Essa relação econômica é legítima? O dinheiro a ser
pago pela Abril, e a ser recebido pela Jornalista, é em função do
trabalho artítico a ser exibido?
Devemos aguardar a publicação para avaliar o custo benefício da relação econômica ou podemos supor outras razões?
A fofoca pura
que foi ouvida ontem, no tapete azul do Senado, é que outro grande
grupo de mídia teria sido mais correto com outro pre...,digo político
brasileiro, em caso semelhante. A jornalista pivô dessa outra história
teria sido "contratada" para chefiar departamento jornalistico num país
bem distante, tornando desnecessária qualquer intermediação no
pagamento da pensão alimentícia. Mas o político não é nordestino.
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Zezo · 23:41 ·
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Tem que fechar a matéria...
A mídia repercutiu o julgamento de Renan Calheiros ouvindo diversas pessoas representativas de setores da sociedade.
Poderia obter mais informações sobre os envolvidos no caso.
O
que achou do resultado a coelhinha Mõnica Veloso? Como estão se
sentindo os donos da Editora Abril e da cervejaria Schincariol? O
engenheiro Gontijo, que fazia o papel de "mula" de pensão alimentícia,
onde está a essa altura? O sócio de Renan, e pai da ex musa
Theresa Collor, João Lyra, que pensa dessa votação?
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Zezo · 9:37 ·
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Isso é matemática ou aritmética?
O PSDB tem 13 Senadores e um único ponto de vista a respeito da crise ética do Senado.
Doze
Senadores do PSDB votaram pela cassação do Senador Renan Calheiros. Um
Senador do PSDB (João Tenório) votou contra a cassação do Presidente do
Senado.
Qual das duas sentenças, então, não está correta? O PSDB não tem 13 Senadores, ou o PSDB não tem uma única ética?
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Zezo · 20:11 ·
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Na forma da lei
Explico:
O
Processo contra Renan Calheiros foi promovido perante o Senado Federal.
Não foi promovido perante o Congresso Nacional. A composição da Mesa
Diretora do Congresso é mista. Mas não foi essa "Mesa" que acolheu a
denúnia contra Renan. Foi a mesa do Senado. Se o processo fosse do
Congresso Nacional os Deputados não só poderiam assistir à sessão como
teriam que participar da mesma, votando, inclusive.
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Zezo · 16:14 ·
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Aliados
Meu Deus! São tempos muito confusos (são 11h30m. começa a sessão do Senado)
Não
acredito, por mais que tente me convencer, que a intenção dos treze
deputados que pediram ao Supremo Tribunal Federal uma liminar que lhes
garanta assistir a sessão de julgamento de Renan Calheiros tenham a
simples intenção de estar presente num julgamento histórico. Todos são
maiores e vacinados. E todos sabem que suas presenças em plenário será
motivo para advogados pedirem a anulação da sessão. Serão todos aliados
de Renan? É mais fácil acreditar nessa hipótese.
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Zezo · 11:36 ·
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Coerência no olho dos outros é refresco
Ontem,
11 de setembro, lembrei, aqui, neste blog, o ataque ao Palácio de La
Moneda, no Chile, que resultou em anos de repressão, na morte e na
tortura de milhares de pessoas. Cada um, e cada lado, escolhe seu ponto
a destacar na história. Ou a tentar esquecer.
Mas o interessante é o uso que se faz dos fatos históricos como argumento para boas discussões.
A
ditadura Pinochet sempre serviu de argumento para um amigo meu,
empresário, justificar sua tese de que no Brasil a ditadura errou ao
"promover" a abertura política antes de promover as reformas na
economia. Para ele num regime democrático existem muitos entraves ao
mercado. Adorava as privatizações e outros "êxitos" da economia
chilena. Foi surpreendente
escutá-lo, coincidentemente, ontem, em São Paulo, esbravejando contra o
reconhecimento da China como economia de mercado. Negava esse
reconhecimento à China porque lá não existem sindicatos livres, os
direitos humanos não são respeitados, a imprensa sofre censura, as
eleições são assim e são assado, etc. A China promove uma abertura
econômica sem a correspondente abertura política.
Durma com um barulho desses!
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Zezo · 17:43 ·
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Divisão de Poderes
Faço
a ressalva (até para não ser processado) de que desconheço as razões
contidas nos processos a que me refiro, mas seria muito estranho se a
Juiza que mandou soltar o traficante venezuelano viesse a ser julgada
pelo Ministro que soltou o banqueiro Italiano (Cacciola).
Para
quem não está acompanhando o caso, o Tribunal de Justiça da Bahia acaba
de promover uma Juiza que concedeu habeas-corpus a um traficante que
exportava cocaina em caixas de frutas. A Polícia Federal, aquela,
republicana, tem gravações de conversas pouco republicanas entre o
marido da Juiza e o traficante. Tanto a promoção quanto o despacho da
Juiza estão sendo contestados.
Já o Supremo Tribunal começou a revogar uma série de "solturas" concedidas pelo mesmo Ministro que libertou Cacciola.
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Zezo · 8:04 ·
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Eleições 2006
Eleições 2006
Ando lendo os blogs alheios. Esta foi do blog do Nassif:
As relações entre mídia e democracia
OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA n. 450
DECISÃO DE VOTO Mídia e eleições na América Latina
Por Venício A. de Lima em 11/9/2007
Algo
de muito estranho está acontecendo com os jornalistas da grande mídia
no Brasil. Enquanto, por exemplo, florescem mundo afora cursos
acadêmicos de graduação e pós-graduação sobre "estudos de mídia" (media studies),
entre nós ainda se questiona arrogantemente a legitimidade de uma das
mais importantes instituições do mundo moderno ? a mídia ? "ser tratada
como um bloco".
(...) Essa explicação
preliminar sobre a existência da mídia (!!!) vem a propósito de um
livro que acaba de ser lançado pelo C3 ? Centro de Competencia en
Comunicación, uma unidade regional de análise da comunicação para
América Latina da Fundação Friedrich Ebert (FES), com sede em Bogotá,
Colômbia.
Efetividade perdida
A FES é
uma instituição que "baseia seus programas no ideário da
social-democracia alemã e européia e mantém escritórios em mais de 70
países do mundo, sempre com a finalidade de cooperar na consolidação e
no desenvolvimento de regimes democráticos e participativos" e está no
Brasil há mais de 30 anos.
O livro, cujo título é Se nos rompió el amor ? Elecciones y medios de comunicación, América Latina 2006,
reúne 12 estudos de 15 especialistas, 11 deles sobre o papel da mídia
nas eleições presidenciais realizadas em 11 países da América Latina,
entre novembro de 2005 e dezembro de 2006. O décimo segundo estudo
trata das eleições municipais e parlamentares realizadas em El Salvador.
(...)
A tese principal do livro, simplificadamente, é de que o ano de 2006
passará para a história das relações entre a mídia e as campanhas
eleitorais na América Latina como aquele em que os candidatos "romperam
seu amor pela mídia" e preferiram a comunicação direta com a cidadania.
Neste processo, a mídia perdeu seu protagonismo e converteu-se em
polêmico ator político. O resultado foi que nasceu um "novo amor" entre
candidatos/governantes e as populações, um amor sem mediadores, que
converteu a mídia na "vilã" da vida política.
Os estudos chegam a várias conclusões, dentre elas, que a mídia se converteu em...
** ator que tomou posição política e abdicou de sua responsabilidade "iluminadora" nos processos eleitorais; e
** observadora interessada e intencionada abdicando de seu papel central de ser fórum da democracia.
Como
conseqüência, em pelo menos 6 dos 11 processos eleitorais estudados ?
Bolívia, Chile, Brasil, Nicarágua, Equador e Venezuela ?, a mídia
perdeu efetividade na decisão de voto tomada pela maioria dos votantes
já que não logrou converter seu desejo em decisões eleitorais. Nas
outras cinco eleições ? México, Peru, Costa Rica, Colômbia e Honduras ?
apesar de os candidatos apoiados pela mídia terem vencido as eleições,
a mídia perdeu credibilidade e legitimidade.
Questões e constatações
(...)
Apesar de tudo, conclui-se também que a mídia continua sendo o cenário
privilegiado onde as campanhas eleitorais se desenrolam; que o cidadão
dificilmente pode decidir seu voto com base na informação, na análise e
na opinião difundidas pela mídia; e que a mídia se converteu em parte
do conjunto de instituições que é necessário mudar, da mesma forma que
é necessário mudar as velhas práticas políticas, os partidos e a
corrupção.
(...) Sem ignorar que as conclusões dos estudos publicados em Se nos rompió el amor ? Elecciones y medios de comunicación, América Latina 2006 serão
rejeitadas pela grande mídia brasileira ? que, aliás, sequer admite a
sua existência como instituição coletiva ? é reconfortante saber que
questões e constatações que se fazem aqui coincidem com questões e
constatações que também se fazem em outros países.
As relações da mídia com a democracia entraram definitivamente na agenda pública de discussão. E não somente no Brasil.
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Zezo · 4:40 ·
terça-feira, 11 de setembro de 2007
11 de setembro
Esta
data não deve ser esquecida. Foi neste dia que as forças armadas do
Chile, apoiadas e treinadas por potências estrangeiras,
derrubaram o governo constitucional e democrático de Salvador Allende e
entronizaram no poder um dos maiores carrascos que a humanidade já
produziu: Augusto Pinochet. Esse assassino foi mantido no poder por
mais de duas décadas às custas de torturas e de milhares de mortes.
Talvez
outras violências cometidas por homens contra homens tenham mais
repercussão no dia de hoje por terem sido praticadas na era da
mídia eletrônica.
Bom seria que esta data representasse o fim da
tortura, o fim do domínio sobre a informação e o fim da violência
cometida em nome do que quer que seja.
Um minuto de silêncio pelas vítimas do 11 de setembro, no Chile.
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Zezo · 10:30 ·
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
Esse cara andou lendo meu blog. E se
não fez isso deveria escrever aqui bons artigos como o que se segue, publicado na Folha de São Paulo:"No
início de 1999, o governo FHC acabara de quebrar a economia do País
pela primeira vez. A segunda vez ocorreria em 2001-2002, com o apagão,
suas seqüelas monetárias e com a ajuda do programa doidivanas do PT e
de Lula que, quase eleito, levou o risco-paísa 2000 e o dólar a R$ 4.00.O governo FHC estava às portas do FMI e com a oposição nos calcanhares. PT e cia,
espezinhavam o governo, que precisava aprovar a prorrogação e a
elevação da alíquota da CPMF, que estava vencida. Pior, a CPMF estava
no plano fiscal que o governo negociava com o FMI.Pedro
Malan, ministro da Fazenda, e a tropa mais graduada de FHC pedinchavam
a parlamentares a aprovação urgente das medidas fiscais, CPMF
inclusive. O País estava com um pé na breca e outro a caminho,
quebrado, com defict fiscal enorme, contas externas estouradas, taxas
de juros lunáticas e prestes a perder o controle da inflação.O
PT votou contra a prorrogação da CPMF. Queria ver o circo pegar fogo.
Claro que o fogo começara com a política de juros altos, déficits
externos e de aumento descontrolado da dívida pública, obra de Pedro
Malan, Gustavo Franco e FHC. Mas o PT foi espírito de porco.Antônio
Palocci votou contra. Sim, Palocci, o conspirador do caso do caseiro e
ora ponta-de-lança da aprovação da CPMF de Lula. Arlindo Chináglia,
Aloizio Mercadante, Ricardo Berzoini, José Genuíno, todos quiseram
superfaturar a desgraça de FHC e votaram contra. Agora os petistas
pechincham a CPMF.O
espírito de porco, a falta de caráter, a revanche vulgar e o
oportunismo, entre outras porcarias, ainda contaminam o Congresso. Os
parlamentares dessa oposição meia-boca querem acabar com a CPMF.Alguns
espertos querem mesmo é arrancar algum para seus Estados, ?partilhar? a
arrecadação, pontificando hipocritamente sobre a ?escorchante carga
tributária? (que, por falar nisso, explodiu mesmo foi nos anos FHC).A
CPMF é um imposto ruim. Mas algum desses desclassificados do Congresso,
para não falar dos criminosos, ocupou-se de elaborar um plano decente
de redução de despesas e impostos? Não. Dedicam-se ao assunto apenas
duas dúzias de congressistas que se salvam da escória, os de sempre.
Sim, há a reforma tributária que o governo propôs, se não é coisa para
inglês ver, a qual os Estados vão querer sabotar.A
arrecadação da CPMF deve dar uns 1,5% ou 1,6% do PIB. Equivale a duas
ou três vezes o dinheiro que o governo federal investe por ano. Se a
CPMF acabasse agora, o governo teria de demitir 70% dos servidores
públicos civis. Ou teria de cortar dinheiro equivalente ao orçamento do
Bolsa Família, do seguro desemprego e da assistência social a idosos e
deficientes despossuídos de tudo.Na
verdade não há como cortar imposto agora. Sim, é preciso que o governo
gaste menos. O excedente de arrecadação poderia abater dívida pública e
levar a uma redução diminuta de algum imposto escabroso (sobre folha de
salários, por exemplo). Com a contenção fiscal, o BC deveria baixar os
juros mais rapidamente (com o que cairiam os gastos com a dívida). O
problema do País é conter o gasto, abater a dívida e investir. ?Por
último cortar imposto."
Vinícius Torres Freire vinit@uol.com.br
Manchete da FOLHA defende fraudadores
O Jornal Folha de São Paulo ganhou no CONAR (Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária) o direito de usar o slogan ?o maior jornal do país?.Deveria lutar, também, para fazer o melhor jornalismo do País. Mas nesse item fica a dever.Vejam essa manchete de publicada dia 7 de setembro: ?Leão leva R$ 1bi ?eliminando? dependentes?. Parece que o Leão da Receita andou fazendo alguma coisa errada. A manchete diz
que o Leão levou, eliminou, enfim, como se houvesse cometido alguma
truculência.
Sabem
de que trata a notícia (a matéria)? -A Receita Federal (o Leão)
descobriu 5 milhões de fraudadores do fisco. Os criminosos deixavam de
pagar à receita, ficando com 1 bilhão de reais, do seu, do meu e do
nosso dinheirinho, como diria Ancelmo Góes.
Inimputabilidade
Já
vai fazer um ano do desastre com o boeing da Gol e até agora nenhum dos
controladores de vôo foi condenado e sequer está preso. Jamais
se defenderam da constatação de negligência e de imprudência quando
deixaram de avisar ao Legacy para reduzir a altitude a partir de
Brasília Apesar disso, impuseram a falta de condições de trabalho, estresse e baixa remuneração como razão de suas falhas. A
população deve ter muito cuidado. O que eles querem dizer com isso é
que esses argumentos justificam a morte dos passageiros. Qualquer
funcionário público estressado, mal remunerado e sem condições ideais
de trabalho pode usar essa licença para matar?
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Zezo · 17:13 ·
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
. A discussão sobre os blogs
Para se redimir da campanha contra os blogs,
o ?Estadão? organizou uma mesa redonda. O destaque maior, dado pela
cobertura, foi à frase de Gilson Scwartz, da USP, de que o aumento de
blogs pode transformar a web em uma ?lixolândia?. Essa mesma frase
apareceu no jornal e no caderno ?Link? desta segunda. Destacou-se
também a declaração da professora Ana Maria Brambilla, da UFRS, de que
?seria bom discutirmos a qualidade?.
Certamente
as análises do Gilson e da Ana Maria, foram bem mais amplas. Mas como
os jornais têm espaço restrito, coube ao repórter escolher a frase que
ELE considerou de maior impacto, e colocar na matéria ? já que o papel
tem limitações de espaço, e o modo de produção jornalístico tradicional
exige que o repórter selecione as declarações ou fatos mais chamativos.
Não
há como nem porque pedir ?qualidade? aos Blogs, como sugere o debate. A
blogosfera é um universo anárquico onde cabe de tudo. É uma nova forma
de organização da opinião, na qual os próprios leitores buscarão os
blogs que tomarão como referência. E há blogs para todos os gostos,
para catarse, para informação e para análise.
É
fundamentalmente diferente do modelo de imprensa escrita. Primeiro,
porque na mídia tradicional há barreiras de entrada enormes para novos
concorrentes, necessidade de capital intensivo até alcançar o ponto de
equilíbrio. Se não gosto mais da "Folha" troco para o "Globo"; se não
gosto do "Globo", para o "Estadão", se não gosto do "Estadão", para a
"Folha". E se todos passaram a serem iguais, com a "jurisprudência"
jornalística, o que me resta?
Depois porque, na blogosfera a referência passa da empresa jornalística para a pessoa física do blogueiro.
Nos
jornais há (havia) diversidade entre os colunistas. Mas cada qual era
parte do todo, principalmente porque jornal é estático, com as colunas
presas aos limites do papel, e a composição do quadro de colunistas é
definida pela direção dentro de uma estratégia mercadológica. Quando a
mídia maciçamente recorreu à ?jurisprudência? jornalística, nos últimos
anos, a diversidade acabou e muitos grupos de leitores ficaram órfãos.
Na blogosfera o jogo é livre. O leitor montar seu painel de blogs e percorre todos eles confrontando opiniões e informações.
Qualquer
tentativa de minimizar o papel dos blogs foi desfeita pelo próprio
representante do ?Estadão?, que, antes do debate, em nome do jornal
pediu desculpas aos blogueiros: ?amamos os Blogs?. E olha que o
representante foi Roberto "Paz e Amor" Godoy, maior especialista
brasileira em guerras e armamentos. (blog do Nassif)
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Zezo · 6:59 ·
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
Blogs 1
Olá Campello,
Somente
agora que pude olhar minha caixa postal. Vi seu blog e estou muito
satisfeito e alegre porque você conseguiu corrigir as falhas existentes
naquele texto que tentei acertar a formatação.
Com relação aos
comentários, percebi que o contador de comentários permanece zerado
mesmo tendo comentários. É o caso do texto "Provocação ou Mazarin
atualizado". Escrevi um comentário, mas o contador permanece zerado.
Entretanto, se você clicar em 'comentários' consegui acessá-los.
Abraço.
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Zezo · 6:46 ·
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Provocação, ou Mazarin atualizado
Recebi uma mensagem interessante, a qual reproduzo para a crítica dos leitores:
Brasileiros sempre tivemos
mania de reclamar dos governantes.
Reclamamos dos administradores das Sesmarias e das
Capitanias Hereditárias; dos governadores gerais e dos imperadores.
Reclamavamos dos
presidentes da Velha República e da República Velha,
dos militares, de
Sarney, de Collor, de Itamar, de FHC, de Lula...
Não reclamamos de
Tancredo Neves porque morreu antes da posse!
No último pleito
elegemos novo presidente, novo governador, novos deputados...Ou os mesmos?
Os mesmos, mas
continuamos a reclamar.
Sabe por quê?
Porque o problema
não está nos deputados, senadores, presidente, governador, prefeito,
funcionário ...
O problema está
naquele que reclama: nós! .
Afinal, o que se
poderia esperar de um povo que sempre dá um jeitinho? Um povo que valoriza o
esperto e não o sábio?
Um povo que aplaude
o vencedor do Big Brother, mas não sabe o nome de um escritor brasileiro?
Um povo que admira
quem fica rico da noite para o dia sem trabalhar? Ri quando consegue puxar tv a
cabo do vizinho? Sonega tudo o que pode e, quando pode, sonega até o que não
pode!?
O que esperar de um
povo que não sabe o que é pontualidade? Joga lixo na rua e reclama pela
sujeira?
O que esperar de um
povo que não valoriza a leitura
O que esperar de
quem finge dormir quando um idoso entra no ônibus? Prioriza o carro ao
pedestre?
O que dizer de um
povo que elege o Maluf de novo ?...Que elege um Clodovil ?
O problema não são os
políticos; são os eleitores!
Os políticos não se
elegeram; fomos nós que votamos neles.
Político não faz
concurso, ganha votos: o seu e o meu!
Pense nisso!
Um abraço!
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Zezo · 23:40 ·
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Para refletir
Quanto
cada qual de nós sabe do que está contecendo de importane no mundo:
85%, 10%, 0,75%? Para começar, o que é que conta como tal?
Historiadores franceses gostam de subdividir sua disciplina entre a
parte que cuida do relevante, isto é, alterações e mudanças que ocorrem
ao longo de séculos ou milênios, e outra, que se ocupa de fatos
"menores": a Revolução Russa, duas guerras mundiais etc. No que tange a
nós, efêmeros ocupantes deste hotel terreno, tudo que nos determina a
vida cabe, com espaço, na história menor.
Isso posto, de que nos
adianta sabermos tal ou qual parcela do que está ocorrendo? Obras na
minha rua, greves no metrô, a taxa de inflação, coisas assim afetam meu
dia-a-dia. Mas que é que eu e demais concidadãos comuns temos a ver,
por exemplo, com a Guerra do Iraque, a crise perpetuamente irresolúvel
do Oriente Médio, os genocídios em Ruanda e Camboja, as decisões da
ONU, da União Européia ou do Supremo Tribunal norte-americano?.... (Nelson Ascher - Folha de São Paulo -Ilustrada -3/9/07)
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Zezo · 23:43 ·
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Democradura
A
falta de democracia na Internet está cada vez mais visível. Engana-se
quem achar que sòmente a farta distribuição de informações caracteriza
e garante a democracia dessa "rede". O controle do veículo, do "site",
ou que nome tenha aquilo que nos permite a comunicação entre
computadores, é absolutamente distante do usuário. Os donos, que não
sabemos quem sejam, nem são identificados, têm o controle absoluto da
situação em toda e qualquer circunstância. Agora mesmo, esse tal de
"weblogger", à minha revelia, sem consulta e nem comunicação, alterou
totalmente a forma de acesso e de postagem de informações ao "blog".
Faz uma semana que não consigo publicar novos textos nem imagens. E o
que conseguí saiu truncado e disforme.
Não sei o que fazer, mas estou lutando.
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Zezo · 23:43 ·
terça-feira, 4 de setembro de 2007
As
mudanças no gerenciamento do weblogger dificultaram a publicação de
textos e imagens. Sòmente hoje estamos conseguindo compreender e usar
as novas regras. Ainda inconformado com a maneira abrupta e
ditatorial de como essas mudanças foram estabelecidas confesso que
estou aprendendo. Espero "entrar nos eixos".
Esse
texto que foi enviado pelo Eduardo Lucena, de Recife, era para ter sido
publicado em agosto, no dia exato em que foi lançada a bomba atômica
sobre a cidade de Hiroshima, no Japão. Trata-se de uma bela
lembrança triste.

Agosto
é o mês da bomba. Início de uma época ameaçada, em que a chantagem rege
os tempos. Vem às nossas mentes os versos do poeta Vinicius de Morais,
que um dia foram cantados por Ney Matogrosso no tempo do Secos e Molhados naquela sua voz maravilhosa: A Rosa de Hiroshima.
Pensem nas Crianças
Mudas Telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh, não esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A Rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor, sem perfume
Sem rosa, sem nada.
Vininha, velho, Saravá!
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Zezo · 10:10 ·
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Cardeal Mazarin
Nesses
tempos de julgamentos televisados, reuniões de Conselhos de Ética e de
tribunais em ação - prenúcios de mudanças para melhor numa sociedade
que não se reconhece, tal a desigualdade regional, econômica e social -
devemos avaliar se os mesmos valores que aplaudimos quando são cobrados
àqueles réus, indiciados e acusados, estão presentes em nosso dia a
dia, em nossa rua e no nosso trabalho. Achamos que estamos apenas
julgando os políticos e as autoridades, mas estamos julgando, também, a
nós mesmos.
"A política é a cara da sociedade, mesmo que esta queira manter a ilusão de que é melhor do que a política que engendra"
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Zezo · 23:45 ·
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