Outubro de 2007
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
E agora VEJA, vamos ter capas com o pai da Tereza Collor?
O Senador Jefferson Peres que investiga uma das denúncias contra o Senador Renan Calheiros descobriu que o denunciante, ex-Senador e ex Deputado Federal, o milionário João Lyra (pai de Tereza Collor), mantinha suas empresas de comunicação em nome de terceiros (laranjas) porque sendo parlamentar não poderia ter as empresas em seu próprio nome. Os "laranjas" eram seus, e não do Senador que teve uma filha com Mônica Veloso. Jefferson Peres descobriu mais: que o contador José Hamilton Barbosa que afirmara para os holofotes da mídia que o ex namorado de Mônica, RenanCalheiros, era o dono das empresas é, na realidade, empregado e preposto de João Lyra.
· Zezo · 0:38 ·
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
Vitória militar
Apesar de todas as críticas, o Ministro Nelson Jobim merece agradecimentos. Conseguiu tirar o "eficientíssimo" Milton Sérgio Silveira Zuanazzi da presidência da ANAC. Zuanazzi era protegido das empresas de aviação que deveria fiscalizar. Um abaixo assinado das "fiscalizadas", em favor de Zuanazzi, merce uma investigação acurada.
· Zezo · 20:11 ·
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Terceiro Mandato
Dona Marisa Letícia, pressionada a assumir sua candidatura à sucessão do Presidente Lula, resolveu procurar a ex Governadora Rosinha Garotinho para avaliar e conhecer melhor suas possibilidades de êxito nessa caminhada em direção ao Planalto.
· Zezo · 21:44 ·
terça-feira, 30 de outubro de 2007
Argumento forte
Conhecedores das pesquisas os tucanos estão negociando uma garantia de que Lula não irá se candidatar para um terceiro mandato. Se Lula assinar um compromisso público o PSDB vota pela renovação da CPMF.
O medo dos tucanos é o de que Lula faça o mesmo que Serra, que registrou compromisso público, em Cartório, de que não deixaria a Prefeitura para candidar-se ao Governo de São Paulo. Hoje Serra é o Governador...
· Zezo · 16:39 ·
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Terceiro mandato
Não tem mais para Dilma Roussef nem para Marta Suplicy. Depois da vitória de Crsitina Kirchner, na Argentina, no Brasil, o nome agora é Marisa Letícia.
· Zezo · 21:44 ·
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Mercado imobiliário de baixíssima renda
A bolsa-família do Lula não gera empregos e não emancipa o cidadão, segundo os DEMOs. É um paliativo que vicia o pobre e o acomoda na situação de miséria. Mas o Programa Bolsa-Família faz girar a economia, defendem outras correntes. Até entre o tucanato há quem reconheça o aquecimento da economia em regiões carentes. Esse giro da economia cria novas oportunidades. E quando se somam os programas sociais com o previdenciário os números brasileiros batem recordes de distribuição de renda. No Sertão do Nordeste nunca se vendeu tanto gênero de primeira necessidade. O comércio local agradece.
Cada região com suas carências e com suas soluções.
Em São Paulo, onde governa a aliança DEMO-Tucana, nasceu o Bolsa-Locação. Moradores de rua que se negam a morar em albergues receberão, em dinheiro, o suficiente para alugar um teto. Eu (o autor desse blog), pessoalmente, concordo com a medida. Mas o que dirão os tucanos e DEMOs de outras regiões? Que a bolsa-locação gera emprego?
· Zezo · 14:32 ·
domingo, 28 de outubro de 2007
Paula Voltou!!!!!!
Maravilha!!
Para nós é uma maravilha. Afinal, eu estava com muita saudade de suas histórias do mundo do petróleo. Ela esteve pelas Inglaterras, e agora retorna com seu belo texto e suas boas histórias
Depois de uma reestruturação do setor (com novo e deslumbrado supervisor), alguns embarques, um merecido mês de férias e muito serviço (que o petróleo tá 80 dólares por barril e todo projeto que tava na gaveta tá valendo a pena agora), peço desculpas pela falta de notícias e licença pra voltar a escrever nesse Almanaque (juro que vou me organizar!).
Vou tentar explicar em poucas palavras como se fura um poço de
petróleo, pra depois contar e estória de Baixote.
Pense
que um poço é um buraco cilíndrico muito fundo (uns 4000 m de
profundidade) e fino (uns 30 cm de diâmetro). Pra cavar um buraco com
essas dimensões usam-se um tubo de aço de uns 10 cm de diâmetro, com
uma broca na ponta. A broca é uma estrutura de aço com dentes e tem o
diâmetro do poço a ser furado, de modo que, girando o tubo de aço, a
broca corta a rocha em pedaços pequenos, furando o poço efetivamente.
Para retirar essa rocha moída de dentro do buraco usa-se um fluido
viscoso: bombeado por dentro do tubo, ele passa por uns orifícios da
broca, e volta para a superfície pelo espaço anular entre o tubo e a
parede do poço, trazendo consigo os pedaços de rocha. E são emendados
mais tubos de aço para atingir a profundidade final. Recapitulando;
girando a coluna de tubos, a broca corta a rocha e o fluido viscoso
circula retirando os pedaços. Deu pra entender?
É muito importante analisar a rocha que sai do poço, para saber, entre
outras coisas, se já chegou no petróleo em si. É aqui que começa o
trabalho de Baixote, um moço humilde, de uns 20 anos de petróleo nas
costas e muitas ilusões. Ele passa o dia recolhendo amostras dessa
rocha moída, e leva para o geólogo, sem nunca saber que fim levou, se
deu óleo ou não.
Pois bem, um dia, poço tranqüilo, conversei com ele por mais tempo...
?Sabe, Paula, sou homem-de-amostra há 8 anos, 12 por 12 horas do dia,
14 por 14 dias do mês. Levo amostra pro geólogo, sempre as mesmas
pedrinhas feias. Nunca vi sair do poço uma pepita de ouro?. Na hora,
achei melhor não explicar que esse ouro nunca chegaria (que petróleo dá
em rocha sedimentar e ouro dá em rocha vulcânica), achei o sonho mais
bonito. ?E se chegasse uma pepita, Baixote, o que você faria??. ?Eu
pegava e guardava, não falava nada pra ninguém, ficava calado. E se o
outro homem-de-amostra não viesse trabalha e meu chefe pedisse pr?eu
ficar a bordo mais uma quinzena, eu ficava. Mas quando desembarcasse,
me perdia no mundo e ninguém me achava?.
· Zezo · 21:59 ·
domingo, 28 de outubro de 2007
Plim, Plim
Apesar do que disse Mino Carta (veja nota ahí em baixo), apesar de fatos já comprovados e de irregularidades que são do "conhecimento público", a TV Globo não precisou mexer-se - "oficialmente" - para ter sua concessão renovada automaticamente pelo Governo. Continua Senhora dos corações e mentes dos brasileiros à partir do Sudeste e da visão de mundo da Zona Sul carioca. Por que o Governo age dessa forma? Por que tem tanto medo de fazer cunprir as leis do Pais e as leis do mercado defendidas - "oficialmente" - pela TV Globo?
· Zezo · 12:05 ·
domingo, 28 de outubro de 2007
Mas o foco é federal
Deu em O Estado de S. Paulo
82,4% das leis dos Estados são inconstitucionais
Só neste ano, Supremo derrubou 36 projetos aprovados pelas Assembléias Legislativas
De Felipe Recondo:
Neste exato momento, algum brasileiro, em algum lugar do País, está cumprindo ao menos uma lei que não deveria ter entrado em vigor, por ser inconstitucional. Ele pode estar submetido à cobrança de taxa indevida ou sendo prejudicado com serviços públicos ruins pela contratação de apadrinhados políticos sem concurso público. A culpa por isso é, na maior parte das vezes, de deputados estaduais, eleitos justamente para fazer leis e respeitar a Constituição
· Zezo · 11:24 ·
domingo, 28 de outubro de 2007
Mino Carta
Bom humor global
(Do blog de Mino Carta)
Colocadas
em 20º lugar na classificação das Empresas Mais Admiradas no Brasil,
que a pesquisa TNS InterScience realiza e a CartaCapital publica, as
Organizações Globo pretendiam inserir um anúncio na edição especial a
ser lançada na segunda-feira 29. Rezava o anúncio: ?De tanto nos
investigar, a CartaCapital acabou descobrindo o que você já sabia?.
Não
havia como aceitar a mensagem global, sutil como uma Panzer Divisionen
da Wehrmacht. Ao recusar o anúncio, em carta dirigida ao diretor de
propaganda da Central Globo de Comunicação, José Land, não deixamos de
esclarecer as nossas razões. O texto pretendia demonstrar que
CartaCapital investigou em vão certas situações a envolver as
Organizações Globo. Tentativa obviamente mistificadora.
É do
conhecimento até do mundo mineral o currículo da empresa da família
Marinho. Apoio ao golpe de 1964 e à ditadura que se seguiu. Crescimento
vertiginoso à sombra e com a ajuda do regime fardado. Oposição ferrenha
à campanha das Diretas Já. Favorecimento sem conta durante o governo
Sarney, com a bênção do ministro das Comunicações Antonio Carlos
Magalhães.
E assim por diante, rosário de dezenas de outros episódios nada edificantes, sem
excluir a tentativa in extremis de torpedear a reeleição do presidente
Lula às vésperas do primeiro turno. Todos hão de lembrar o sinistro
aparecimento no vídeo global dos reais do escândalo do chamado Dossiê
Serra, diligente e sabiamente empilhados.
Na carta a José
Land sublinhávamos também que a pesquisa da TNS InterScience junto a
mais de 1.200 executivos registra as preferências de um público
especial, que não representa a maioria dos brasileiros. Aspecto
importante que, se não desqualifica o prêmio, desqualifica
inapelavelmente o anúncio. E assim concluímos a carta: ?Aceitaríamos de
bom grado outro anúncio, que não nos ofendesse?.
Dois dias depois,
recebemos a resposta de José Land. Sustenta que o anúncio ?nada tem de
ofensivo?, enquanto ?nós é que poderíamos nos sentir ofendidos pelo
tratamento invariavelmente hostil?. E aí volta à cena a divisão Panzer.
?Estamos reagindo com bom humor?, escreve o diretor de propaganda, ?e
esperávamos que vocês tivessem tido o mesmo comportamento cordial,
compatível com a liberdade de expressão que tanto defendem?.
Bom
humor? Cordialidade? Resta entender até onde vão a falta de senso de
oportunidade e a desfaçatez de quem se acostumou a pontificar sem
contraditório. Mas tudo não passa de mais um episódio na história de
uma mídia sempre a serviço do poder, por ser, ela própria, um dos seus
rostos mais evidentes.
Quanto à liberdade de expressão, ocorre-me a
liberdade de que alguns cidadãos dispõem para caluniar os semelhantes.
De sorte que não nos surpreenderia ver o anúncio da Globo em outros
veículos.
· Zezo · 11:20 ·
domingo, 28 de outubro de 2007
Militares acima de qualquer suspeita
Militares amotinados, os Controladores de Vôo que paralizaram o tráfego aéreo, continuam impunes.
Militares reponsáveis pelo tráfego aéreo que deixaram de dar informações aos dois aviões que se chocaram no ar em setembro de 2006, matando mais de 160 pessoas, continuam impunes.
· Zezo · 1:31 ·
sábado, 27 de outubro de 2007
Tropa de Elite
Muito interessante os comentários de Alfredo Sirkis, no Jornal do Brasil, a respeito do filme Tropa de Elite:
As reações ao filme foram bastante clássicas, previsíveis.À esquerda, aquela costumeira mania de exigir do cinema mensagens ?politicamente corretas? que descrevam os bandidos como vítimas da sociedade aos quais devemos uma consideração culposa. À direita é aquela celebração onírica da brutalidade associada a uma ressentida e patética busca de bodes expiatórios, no caso os ?maconheiros?. Ambas as reações não levam a lugar algum, servem, quando muito, para desopilar o fígado enquanto emburrecem o intelecto.
É por essa e por outras que estou de acordo com Gilberto Dimenstein. Esse filme deveria passar nas facvldades. Antigamente fazia-se isso. Depois das apresentações criavam-se grupos de discussão e muita polêmica, geralmente em torno de uma mesa de bar.
· Zezo · 12:17 ·
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
STJ mantém prisão de ex-senador Luiz Estevão,
Por
unanimidade, a Quinta Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou
mais uma tentativa do ex-senador Luiz Estevão (PMDB-DF) de reverter a
condenação à pena de oito anos de reclusão mais 96 dias-multa pela
prática do crime de evasão de divisas.
· Zezo · 23:16 ·
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
A invasão chinesa e suas causas
(Do Blog dos Blogs - Carlos Chagas)
Reuniu-se o presidente Lula com mais de cem dos maiores empresários brasileiros. Discutiram a necessidade da aprovação da CPMF, que a Federação das Indústrias de São Paulo abomina, mas passaram a analises menos pontuais. A queixa generalizada ficou por conta da invasão de produtos chineses em nosso mercado, ameaçando levar à falência parte de nossos industriais. A exigência de barreiras alfandegárias à entrada da produção chinesa tornou-se denominador comum na reunião, mas faltou descerem mais a fundo no diagnóstico da situação.
Por que acontece a invasão? Pelo simples fato de que, na China, os trabalhadores recebem no máximo 25 dólares por mês de salário, e sem direito a quaisquer benefícios sociais. Inexistem pensões, aposentadorias, indenizações por demissão imotivada, jornada máxima de oito horas, férias remuneradas e todo o mais.
Foi assim que o capital internacional mobilizou garras e presas para produzir, lá, o que produziam a preços muito maiores, em seus países de origem. Quantos empresários brasileiros instalaram-se e continuam se instalando na China? Nessa hora, não protestam, porque faturam mais do dobro do que aqui. E antes que se espalhe pelos nossos capitalistas a proposta de estabelecermos aquele trabalho quase escravo em nosso território, através da reforma trabalhista, é bom que se esclareça: 25 dólares por mês, para o trabalhador chinês, bastam para ele morar, comer, estudar e ainda sobram alguns centavos para investimentos. São coisas da economia...
· Zezo · 23:11 ·
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Donald Rumsfeld acusado de tortura na França
Da France Presse
26/10/2007
09h58-PARIS
? Organizações de defesa dos direitos humanos anunciaram nesta
sexta-feira, em um comunicado conjunto, que entraram em Paris com uma
ação por tortura citando o ex-secretário americano de Defesa Donald
Rumsfeld, que se encontra de passagem pela França.
A Federação Internacional dos Direitos Humanos (FIDH), a Liga Francesa dos Direitos Humanos(LDH), a organização americana Center for Constitutional Rights (CCR) e a alemã European Center for Constitutional and Human Rights (ECCHR) acusam Rumsfeld de ter sido o incentivador de torturas cometidas contra prisioneiros nas prisões de Guantánamo (Cuba) e Abu Ghraib (Iraque). Rumsfeld está em Paris para participar em um debate organizado pela revista Foreign Policy.
A acusação foi apresentada ao juiz do tribunal de Grande Instância de Paris Jean-Claude Marin, segundo o advogado das quatro organizações, Patrick Baudouin. "A contar do momento em que Donald Rumsfeld se encontra em território francês, entra no terreno da aplicação da competência francesa em virtude da convenção de Nova York de 1984 contra a tortura", explicou o advogado.
"Donald Rumsfeld deve compreender que não tem lugar algum para se esconder. Um torturador é um inimigo da humanidade", afirmou Michael Ratner, presidente do CCR. "A França não tem outra opção a não ser iniciar uma investigação quando uma pessoa supostamente responsável por torturas se encontra em seu território", disse Souhayr Belhassen, presidente da FIDH. "Espero que a luta contra a impunidade não seja sacrificada em nome da razão de Estado", acrescentou.
Janis Karpinski, general-de-brigada do
Exército americano que comandou a prisão de Abu Ghraib, apresentou seu
depoimento escrito ao tribunal de Paris e apóia o processo pela
responsabilidade de Rumsfeld nos crimes cometidos contra os detentos,
segundo o comunicado das organizações.
Essa é a quinta ação contra Rumsfeld por sua suposta responsabilidade em atos de tortura.
Duas ações foram apresentadas na Alemanha. A primeira em 2004, pelo CCR, a FIDH e um advogado de Berlim, e a segunda em 2006, pelas mesmas organizações, além de vencedores do Prêmio Nobel e um ex-relator especial das Nações Unidas sobre a tortura.
Outras duas acusações contra Rumsfeld foram apresentadas na Argentina em 2005 e na Suécia em 2007, acrescenta o comunicado.
· Zezo · 13:04 ·
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa
A Absolvição Pela Geografia

Peço emprestada essa boa frase do Luis Fernando Veríssimo para começar meu texto e acrescentar: ?e a absolvição pelos campos políticos?. Explico: quando os comunistas matam, são maus, cruéis, terríveis. Quando os americanos matam, estão limpando o mundo de gente má. Quando os franquistas matavam, eram uns animais frios. Já os americanos quando matam iraquianos, são heróis nos livrando do que mesmo?
Tudo depende do ponto de vista de cada um. Quando leio críticas sem o necessário balizamento, logo me ocorre uma velha anedota: duas amigas que não se viam há anos trocam notícias. A primeira diz:
_ ?Ah! meu filho casou-se muito bem. É uma moça ótima. Cozinha, lava, passa, é boa mãe, tem a casa sempre um brinco e o trata até melhor do que eu o tratava. Tudo a tempo e a hora. Ele não se levanta nem para um copo d´água?.
A amiga pergunta pela filha. Resposta:
_ ?Ah, amiga, nem me fale. Casou-se com um tirano. Imagine que ele quer que ela lave, passe, cozinhe, arrume a casa, é incapaz de ajudar em qualquer coisa. Nem para atender o telefone. Um imprestável?.
Já me contaram essa mesma anedota com mães judias, mães italianas, mães árabes. Nunca ouvi com apenas mães, quando, na verdade, isso é comum a todas as mães e sogras. De qualquer geografia. De qualquer cor e raça.
O mesmo se dá na política. Todas as pessoas de bem, imagino eu, estão entusiasmadas com a reação bonita e forte dos jovens venezuelanos. Ainda na idade do sonho, idealistas, estão indo para as ruas, arriscando o cassetete no lombo, a crueldade, a prisão, pela causa que consideram justa. Assim fizeram os jovens cubanos em 1959. Mas elogiá-los é servir à direita. Assim fizeram os chilenos, para cair nas garras da polícia chilena e ir parar no Estádio Nacional de Santiago, com a ajuda dos solidários governos brasileiro e americano. Mas se dizemos do horror que lá sofreram, vão logo nos chamar de comunas.
Assim fez a jovem oficialidade portuguesa que no movimento revolucionário mais bonito que jamais houve, com lindas jovens entregando cravos vermelhos aos soldados, derrubaram uma das mais longas e cruéis ditaduras de todos os tempos. Como catalogar esses moços? Esquerdistas que enfrentaram com galhardia um governo que levou mais de 40 anos assassinando e prendendo na metrópole e nas colônias, ou safados que derrubaram um governo decente e cristão?
E aqui? Nossos jovens da década de 60 lutaram contra o arbítrio, as prisões injustificadas, o afastamento de pessoas do mais alto quilate apenas porque não bebiam na mesma fonte dos militares. Foram levados pelos mesmos sentimentos que agora movem os meninos de Caracas.
Que não são responsáveis, essa é que é a verdade, pelo que poderá ocorrer com seus líderes daqui a 30, 40 anos. Vibrar com o pessoal descendo de Sierra Maestra para derrubar um animal como Fulgencio Batista ? diga o pecado, ele o cometeu ? era a atitude das pessoas de bem. Se depois, ao longo dos anos, provou-se que Lord Acton tinha razão, o poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente, não foi culpa dos jovens que acorreram ao chamado dos barbudinhos. El Che teve sorte. Morreu jovem. Encantou. Mais sorte ainda: fotogênico, ficou cristalizado numa das fotos mais interessantes da história da fotografia. Virou mito.
Tive um vizinho, na década de 50, que foi oficial do exército alemão. Serviu na Wehrmacht e chegou a combater. Era excelente pessoa. Bom marido, bom pai, bom vizinho, bom convívio. Sua filha era da minha idade e acabei por conhecer bem a família. Acreditei, como acredito até hoje, no seu grande amor à Alemanha e no seu idealismo de jovem que o cegara para fatos que só depois, arrasado, veio a reconhecer.
Noutro dia elogiei aqui Getúlio Vargas. Para os jovens de sua época, os tenentes eram o máximo. Mais tarde, quando ele acabou com aquele jogo sujo da política do café com leite, despertou ainda mais a admiração de muita gente boa. Qual a culpa dos entusiasmados de então se depois ele veio a criar o DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) ? E a inspirar a Lei de Segurança Nacional? E a instaurar uma longa ditadura?
Se eu vivesse em São Petersburgo em 1917, com certeza estaria na Estação Finlândia a vibrar com a chegada de Lênin. Para, poucos anos depois, chorar lágrimas de sangue. Aqui, na nossa humilde seara, logo fui contra os militares, por ter visto sofrer, no decorrer do próprio mês de abril de 64, gente da melhor qualidade, amigos de longa data e que eu conhecia muito bem. Dou quatro exemplos de figuras de escol, afastadas por picuinha dos milicos: Jayme de Azevedo Rodrigues, Antonio Houaiss, Vitor Nunes Leal, Evandro Lins e Silva.
Que culpa tem a minha geração ao ver que a maioria em quem acreditamos naqueles tempos se transformou em figuras estranhíssimas?
O que deve o jovem fazer? Ao estudar História e ver que quase todos os líderes revolucionários, desde 1789, e mesmo de muitos séculos antes, desandaram, desistir de lutar por aquilo em que acredita? Por exemplo, que conselho vocês dariam a um jovem venezuelano que por acaso nos lesse?
· Zezo · 12:04 ·
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
"Chrôniquinha"
Fatos continuados são percebidos, muitas vezes, por sinais exteriores e
aspectos diferentes de sua verdadeira razão de ser. É difícil compreender
fatos históricos no momento em que acontecem.É que a proximidade engana.
Fiz essa introdução "alegórica" ao tema de que vou tratar porque vou acrescentar mais um elemento e mais uma razão às decisões e aos fatos que levaram o País e a sociedade a definirem normas e procedimentos políticos coerentes com a expectativa dos eleitores: o disciplinamento da fidelidade partidária. A decisão do Supremo Tribunal Federal é um marco histórico na Democracia Brasileira. Eu não disse para a Democracia "à brasileira", por favor. Acho que a Decisão do Supremo, e da sociedade que botou uma faca no pescoço dos Ministros togados, tem a ver com o que está se passando ao braço político do regime militar instalado no País em 1964, a ARENA.
A ARENA esvaziou-se ao longo do processo de redemocratização do Pais.
Primeiramente bipartiu-se, depois fragmentou-se (PFL /PDS) e de depois
secou. Ainda não por completo porque a sociedade comporta minorias e o
respeito a elas é essência da democracia. Mas é interessante ver a que
ponto chegou o maior partido político do ocidente, nas palavras de seu ex
presidente, Francileira Perino. Depois de virar PFL. a ARENA ainda manteve
coesas forças do capital financeiro e industrial. Seu ex presidente, Jorge-essa gente-Bornhausen comandava a Federação dos Bancos, junto com o
irmão Roberto Bornhausen. Essas forças garantiram o
financiamento de campanha para muitos saudosistas da chamada "democracia à
moda brasileira" dos anos 60 e 70. Mas o sectarismo de suas idéias foi
isolando o grupo radical e os afastando dos verdadeiros formuladores e ideólogos do
Partido, que ficaram resumidos ao "pessoal do Marco Maciel". Sem idéias, e
sem votos, e só com muita saudade a movê-los, os conservadoristas de Jorge-essa gente-Bornhausen apegaram-se, enquanto puderam, à liderança
bahiana de Antônio Carlos Magalhães. Esse ainda tinha votos. Mas a
liderança de ACM enfraquecia a cada ano que o distanciava de seu período
de glórias, o do regime militar. A morte de ACM representou a pá de cal.
Não foi à toa que Jorge-essa gente-Bornhausen abandonou o barco e o
entregou a qualquer um. Isolado no Rio de Janeiro o ex exilado político
Cezar Máia viu a chance, que há anos procurava, de aparecer nacionalmente,
surgir à sua frente. Imediatamente criou um fantoche, um boneco de
ventríloco e, já que ninguém mais se interessava, assumiu a presidência da
antiga ARENA, o então PFL. Homem voltado para o marquetingue César Maia
procurou apagar o passado para assumir como novidade um partido esclerosado
e em vias de extinção. Radicalizou mais ainda as idéias conservadoras,
inventou e divulgou confrontos com o Governo e com quem pudesse lhe levar
ao foco da mídia, mudou o nome do Partido para DEMOCRATAS e fechou questão
em votações no Congresso, separando-o de seu velho aliado, o PSDB. Mas
começou a perder filiados. Estava a depurar-se mais ainda. Só estavam a
restar os "xiitas" e liofilizados quando recorreu à justiça para não morrer
totalmente. Os DEMOS exigiram o amaldiçoamento aos que deixassem suas
fileiras e o Supremo Tribunal Federal confirmou o fogo do inferno para quem
deixasse o partido. O fogo do inferno é a perda do mandato. Politicamente
não foi uma vitória no jogo de poder dentro do Partido. O casamento forçado
com o Partido a que ficaram sujeitas várias lideranças agora começam a
isolar o boneco que César maia impôs na presidência. Seu filho
inexpressivo, ou "guri de merda", como o definiu o Ministro Nelson Jobim,
vai enterrar o que restou do maior partido do ocidente. Mas essa morte
anunciada, que levou o Supremo Tribunal Federal a definir a fidelidade
partidária e a traçar, com isso, novos rumos da política brasileira pode
ser uma boa herança. Apenas não devemos esquecer o que a motivou. É bom
saber que não foram motivos tão nobres quanto anuncia o também midiático
Ministro Marco Aurélio Mello.
· Zezo · 17:21 ·
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Luiz Fernando Verissimo - 25.10.2007
|
Terceirização Quem diz que nunca houve matança sistematizada de judeus, ciganos e incapazes na Alemanha tem razão: Auschwitz, Treblinka, Sobibor e os outros campos de extermínio nazistas ficavam na Polônia. A Polônia anexada pelo Reich era uma extensão do solo alemão e os campos eram construídos e geridos por alemães, mas isto é detalhe para quem pretende a inocência pelo distanciamento formal. Os americanos que hoje levam suspeitos de terrorismo para serem interrogados em países onde a tortura é comum, longe dos Estados Unidos, também pretendem a absolvição pela geografia. Tem-se discutido muito no Congresso, na imprensa e nos tribunais americanos os limites do permitido na busca da informação antiterrorista depois do 11/9, mas os escrúpulos quanto à tortura chegam atrasados. Torturar pela mão dos outros é uma prática antiga dos Estados Unidos, mais notoriamente ? no que nos diz respeito ? nas atividades da "School of the Americas" onde policiais e militares latino-americanos iam aprender métodos de interrogatório e contra-insurgência para combater o comunismo no continente. A Escola das Américas chegou a ser chamada ironicamente de anexo da Escola de Chicago, produzindo técnicos em repressão para garantir os teóricos do neoliberalismo que saíam do Departamento de Economia da universidade onde o Milton Friedman era a estrela, para nos catequizar. É bom lembrar, nestes tempos de entusiasmo das platéias pelo fascismo contra o crime e de reacionarismo ostensivo e festejado, no que deu tudo aquilo. Coisas como a "Operação Bandeirantes", a aliança de empresários paulistas com policiais e militares na caça, literalmente, à esquerda, que deixou mortos e mutilados por toda parte ? menos, aparentemente, na consciência dos responsáveis, ou, presumivelmente, no livro de realizações dos formandos da Escola das Américas. Que continua no mesmo lugar, Fort Benning, na Geórgia, agora com o nome mais específico de Instituto de Cooperação para a Segurança do Hemisfério Ocidental. Não se sabe se o currículo ainda é o mesmo. Do Iraque chega a notícia de outro exemplo de distanciamento remissor. Neste caso, uma novidade ? a terceirização da guerra. A ocupação do país está sendo um grande negócio não só para a Halliburton e outras empreiteiras superfaturadoras mas para empresas paramilitares, exércitos privados que substituem a tropa normal em certas tarefas e que já têm quase tanta gente no Iraque quanto o exército regular, com contratos milionários. Há dias uma dessas empresas, a Blackwater, que pertence a um conhecido financiador das campanhas do Bush e do Cheney, se viu envolvida na morte de civis iraquianos. A Blackwater não está sujeita nem às leis do Iraque, nem às leis dos Estados Unidos e nem aos estatutos militares americanos. Só precisou pedir desculpas.
· Zezo · 12:50 ·
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Bibo Filho
Os DEMOs, oriundos da ditadura militar, onde eram ARENA e depois PFL, estão cada vez mais assanhados contra o jogo democrático. Não querem admitir a negociação politica. Estão satanizando a argumentação, a exposição de motivos e as simples conversas públicas entre Governo e Congresso. Acostumaram-se a ser obedecidos, e só. Afinal sempre tiveram os quartéis e os filiados que recebem a justiça à bala para comandá-los. Um encontro público entre Senadores, Deputados e Ministros para discutir votações de matérias polêmicas estava se realizando na residência do Ministro Nelson Jobim quando o Presidente dos DEMO, o Deputado "Bibo Filho" recebeu mensagem de "Bobi Pai" pelo microfone de ouvido avisando que era uma boa hora de fazer cena e tumultuar as negociações. Bibo Filho gritou, esbravejou e surpreendeu a todos os presentes que tentaram botá-lo para dormir. Parece que o Ministro Nelson Jobim foi quem resumiu a impressão dos presentes. Ao final do episódio, disse : Isso é um Gurí de Merda!
· Zezo · 13:17 ·
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Biruta
Do blog do Noblat -
Partido biruta, esse PSDB...
O PSDB é um partido biruta, como prova nota abaixo sobre o comportamento dele na Câmara dos Deputados ao votar contra a CPMF para depois começar a negociar com o governo a aprovação da mesma CPMF no Senado (Refere-se a outra nota postada no mesmo blog)
Quer outro exemplo do comportamento, digamos, errático do PSDB?
Na Câmara, para votar a favor da Medida Provisória que criava o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), o PSDB exigiu que dela fosse extirpado o dispositivo que concedia bolsas para ex-reservistas, jovens em situação de risco e mães com liderança e que vivem em áreas de alta incidência de crimes.
O governo topou e o dispositivo foi para o lixo.
Pois bem: quando a Medida Provisória foi votada em seguida no Senado e aprovada, o dispositivo acabou reintroduzido. A votação ali foi simbólica. Os senadores do PSDB se lixaram para a posição tomada antes pelos deputados do PSDB.
Alterada no Senado, a Medida teve que ser votada outra vez pela Câmara - o que ocorreu esta tarde. Aí o líder do governo José Múcio (PTB-PE) teve o gesto digno de discursar pedindo a eliminação do dispositivo das bolsas restabelecido pelo Senado.
- Acordo é acordo. E eu dei minha palavra que a concessão de bolsas desapareceria da Medida Provisória para que ela pudesse ser aprovada na Câmara - lembrou José Múcio.
A concessão sumiu. O governo pretende ressuscitá-la no futuro despachando para a Câmara um projeto de lei.
· Zezo · 9:44 ·
terça-feira, 23 de outubro de 2007
Assassino
O assassino de minha colega de trabalho, Antônia Vasconcelos, chama-se Paulo César Timponi. Êle matou Antônia, sua irmã e mais uma amiga dela, usando uma arma licenciada e com a qual ameaçava diversas pessoas, segundo seus vizinhos. É um bólido veloz, um carro, que sempre usou pondo em risco a população de Brasília. Para "incrementar" sua arma usava combustíveis sólidos e líquidos ao mesmo tempo. No carro foram encontradas porções de maconha, de cocaina e Wiskie (mas dos bons). Como esses fatos serão considerados no julgamento do crime? Paulo César Timponi tem a sorte de ser bem-nascido, de ter sogro poderoso, de frequentar o melhor clube social de Brasília e até de ter cumprido uma pena curtissima quando foi condenado em outros crimes. É que o assassino também tem a sorte de ter bons advogados. Se for a Juri Popular poderá ser defendido por ninguém menos que o ex- Ministro da Justiça, e campeão dos Tribunais, Márcio Thomas Bastos
· Zezo · 7:37 ·
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Exército de classe
Citando o Presidente americano Adrew Jackson, um dos fundadores do Partido Democrata daquele país, o Jornalista Mauro Santayana (Jornal do Brasil) fez ótima sugestão ao Ministro Nelson Jobim: Para Andrew Jackson "O Estado não podendo impor a igualdade absoluta entre os homens, deve agir com isenção, dando o mesmo tratamento a ricos e pobres". Desse modo, se o Ministro apoia a intervenção do Exército, instrumento do Estado, no combate ao crime organizado nas favelas, onde vivem os pobres, terá, também, que apoiá-lo no combate aos crimes de colarinho branco e atuar nos bairros nobres, onde vivem os ricos, com os mesmos petrechos e rigor militares.
· Zezo · 9:58 ·
domingo, 21 de outubro de 2007
CPMF
Atenção eleitores! No dia da votação da CPMF não confundam fidelidade partidária com disciplina partidária.
· Zezo · 13:01 ·
domingo, 21 de outubro de 2007
Partidos
Estive pensando sobre essa arrumação de idéias que alinhavei ahí embaixo a respeito dos novos tempos para os Partidos Políticos. Não falo aqui de seus programas nem de suas propostas. Falo de suas composições atuais. Meu Deus! Vai ser muito difícil agüentar o PT sem Lula na Presidência da República. Já pensaram Mercadante esbravejando sem amarras? Berzoini se fingindo de inteligente suave? E uma palestra do Suplicy para explicar porque é, e porque não é Governo? O que fazer diante desse suplicio? E aquela gritaria contra qualquer coisa, será que volta estridente? Não, não vai dar para agüentar. Por favor, procurem escutar a voz e o tom de voz do atual líder do PT na Câmara, e me digam se o insuportável sou eu. Rapaz, e a filha de Tasso Genro do PSOL? Haja fígado! Por enquanto voto no Serra do PSDB para suceder ao Lula. Parece-me o mais sensato. Mas e se ele trouxer de volta o chato do Alberto Goldman?... E o Panuzzio no governo, quem vai agüentar? E se o Serra fechar novo acordo com o DEMO? Terei que repensar meu voto. No DEMO só apoio o Arruda no Distrito Federal e o Kassab em São Paulo (estão dando um banho de boa administração). Não dá para esquecer que o DEMO abriga Jorge - Heil Hitler - Bornhausen, o architeto Luiz Paulo Conde, e é presidido pelo "Bibo Filho" (Rodrigo Maia), argh! Será que até a sucessão presidencial dá tempo de "oxigenar" esses Partidos?
· Zezo · 19:11 ·
domingo, 21 de outubro de 2007
Pequena chrônica e pensamentos soltos de um domingo
O Pais vive um momento difícil. Ao retirar do eleito o poder de se mexer à vontade pelas siglas partidárias, o Supremo Tribunal Federal acabou transferindo muito poder para estruturas praticamente desconhecidas da sociedade. O que são os Partidos Políticos, agora senhores absolutos do mandato parlamentar?
É muito difícil identificar a ideologia
e os ideais de um Partido. Mais difícil ainda é conhecer seu
programa. Essas entidades, ou instituições, como preferem alguns
juristas, ou essas organizações, tenham lá que tipo ou personalidade
juridica as defina, são constitucionalmente representantes da
sociedade, sem que a sociedade as perceba. Como fazê-las funcionar para
a sociedade? Como democratizar o acesso a um partido político? Como
integrar seus quadros, e para que? O eleitor, que é o verdadeiro
soberano, não tem essas informações.
Os Partidos no Brasil
não passam de cartórios eleitoreiros (eu não disse eleitorais).
Aqueles que receberam sua carta de funcionamento não querem que ninguém
mais participe de sua estrutura de poder. E o poder é grande. A
Constituição assegura a participação no Fundo Partidário, horário
gratuito na mídia e, principalmente, ser o único caminho legal para um
cargo político. Quanto vale isso? E sabemos que muitos Partidos cobram
caro por esse pedágio. O Partido é a estrada para o poder político. Mas
cobra pedágio.
E a realidade que está posta à nossa frente?
Essa, então, é difícil de engolir. Alguns Partidos têm dono. E o dono é
quem manda. E agora, com a decisão do Supremo Tribunal Federal e
do TSE, vai mandar mais ainda. E quem são esses donos e dirigentes
partidários? No DEMO temos o "Bibo Filho", que está sendo processado
por fraude eleitoral, no TRE do Rio de Janeiro. Quem é mesmo esse
Rodrigo Maia que detém tanto poder e que é dono do mandato parlamentar
de Francisco Dornelles, de ACM Neto, Marco Maciel, José Carlos Aleluia
e outros? Olhem a estatura do rapaz. E o Presidente do PT? Ricardo
Berzoini, uma flor de pessoa, como diriam os velhinhos da fila de
recadastramento do INSS. No PSDB será entronizado, neste fim de semana,
o Senador Severino Sérgio. Quem não lembrar de seu nome volte no tempo
às questões da Comissão de Orçamento. E os demais partidos, quem são
mesmos esses ilustres detentores de tanto poder?
Se os
tribunais assumiram tanta responsabilidade social ao tomarem suas
decisões bem que poderiam ir além, e o TSE, gestor do Fundo Partidário,
usar um pouco desse dinheiro e promover campanha nacional
esclarecedora do que vai se passar à partir de agora.
· Zezo · 12:57 ·
domingo, 21 de outubro de 2007
Para pensar
14/10/2007
"Tropa de Elite" deveria ser obrigatório nas escolas
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da Folha Online
O filme "Tropa de Elite" deveria ser obrigatório nas escolas. Mais do que a envolvente denúncia da banalização do mal no Brasil, na qual policiais e bandidos se transformam em animais e criminosos, o filme provoca uma reflexão sobre a responsabilidade individual.
O inocente consumidor de maconha, sentindo-se conectado com a natureza ou com a leveza espiritual, ou o alto executivo que consome cocaína são apresentados também como sócios do tráfico --e com razão.
É fácil apenas culpar o governo, a polícia, os traficantes, e assim por diante. Mais difícil é nos culparmos --e, aí, está um dos problemas brasileiros. A culpa é sempre dos outros. Vejamos:
Muito mais do que as drogas, o que mais mata no Brasil é o álcool, uma das causas das cem mortes diárias e mais de 100 mil feridos por ano no trânsito. Nem os publicitários nem os veículos de comunicação que exibem os anúncios de cerveja, com sedutores apelos, se sentem minimamente responsáveis por essa tragédia. A culpa? Só do governo.
Um motoboy morre por dia apenas nas ruas da cidade de São Paulo (e mais 25 por dia ficam feridos). Isso porque contratam-se empresas irresponsáveis de entrega. Mesmo sabendo que já existe um selo de qualidade para motofrete. A culpa? Só do governo.
As pessoas emporcalham as ruas com lixo apenas porque não têm paciência de jogá-lo em algum lugar apropriado. Madames não se incomodam que seus cachorros façam das calçadas banheiros. A culpa? Só do governo, que não limpa as ruas.
O governo sobe os impostos sem parar assim como contrata novos funcionários públicos sem parar. Pouco se faz contra essa extorsão. Nem mesmo sabemos como o orçamento é feito. De quem é a culpa? Do governo.
Deputados, senadores, vereadores cometem crimes e fazem negociatas, mas pouco acompanhamos seus mandatos. Durante a campanha, preferimos o show do marketing à análise de propostas. Até nos esquecemos em que votamos. De quem é a culpa? Dos políticos.
Não quero deixar, claro, de responsabilizar os governos. Mas apenas dizer que, num mundo civilizado, todos deveriam saber não só quais são seus direitos mas também seus deveres. Isso é o básico de cidadania, cuja discussão o filme, através da droga e da violência, lança com alto teor pedagógico --portanto, deveria ser obrigatório na escolas.
É um bom debate para que saiamos dessa adolescência da cidadania, com muitos direitos e poucos deveres.
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Assim como é obrigatório pensarmos que, no futuro, a droga não será um problema de polícia, mas apenas de saúde pública. Não sei se a repressão não acaba fazendo mais mal do que bem no combate ao vício.
Gilberto Dimenstein, 48, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha Online às terças-feiras. |
| Jornalista condenado por reportagens fabricadas |
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As falsificações constam de dossiê apócrifo, também voltado aos bastidores de outras disputas empresarias. Lourival Sant'Anna, Antonio Pimenta Neves (ex-diretor de redação do Estadão e assassino confesso da também jornalista Sandra Gomide) e Alberto Komatsu são investigados em inquérito da 10ª Delegacia de Polícia Civil do Rio de Janeiro pela autoria e divulgação do dossiê. Na reportagem que lhe rendeu a condenação, Lourival Sant'Anna chega a reproduzir textos completos do dossiê, alguns com erros grosseiros de grafia e fato. Em 2000, Lourival era braço direito do então diretor de redação do Estadão Pimenta Neves. Foi guindado a tal posição pelo homicida, de quem era protegido e favorito. Exerceu suas funções de editor chefe durante toda a perseguição que Pimenta empreendeu contra Sandra Gomide. Após o assassinato, com a saída de Pimenta da cúpula do jornal paulista, Lourival Sant'Anna deixou o emprego. Voltou ao Estadão tempos depois, prestando-se a "reportagens especiais", supostamente a mando da direção do jornal. Em manifestação pública contra a má-qualidade do jornalismo de Lourival Sant'Anna, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) em 2004 já classificara de "irresponsável, imprecisa e falaciosa" reportagem de Sant'Anna sobre a atuação de Organizações Não-Governamentais no Brasil. A relação de Lourival Sant'Anna com reportagens e dossiês apócrifos já foi comparada à atuação do repórter Jayson Blair, que em maio de 2003 tornou-se notícia mundial ao ser demitido pelo New York Times. O jornal concluiu e divulgou ter ele cometido diversas fraudes ao cobrir eventos jornalísticos. Blair inventava notícias e entrevistados. Lourival Sant'Anna também é conhecido pela autoria do livro Viagem ao mundo dos taleban, no qual descreve o panorama do conflito étnico e geopolítico no Afeganistão - sem ter passado um dia sequer naquele país. Tempos depois, enviado ao Oriente Médio para cobrir os últimos dias do regime de Saddam Hussein, Sant'Anna passou todo o período de queda do ditador iraquiano instalado confortavelmente num hotel cinco estrelas em Amã, Jordânia, a mais de 500 quilômetros do epicentro do conflito. A condenação implica detenção de três meses e meio, além de multa em dinheiro para o culpado - O Estado de S. Paulo terá de publicar em suas páginas íntegra da sentença condenatória. O jornal pode recorrer da sentença. A decisão da Justiça paulista chega no momento em que grupos empresarias prejudicados pelas reportagens de Lourival Sant'Anna nas negociações da Varig se preparam para mover pesadas ações reparatórias nos Estados Unidos e Europa contra veículos de comunicação que publicaram matérias fabricadas pelo ex-editor-chefe do Estadão. (Informações do JB Online)
· Zezo · 6:49 ·
sábado, 20 de outubro de 2007
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Para o líder tucano, a representação do PSOL contra Azeredo foi uma "tolice", porque o Ministério Público Federal já investiga o envolvimento do tucano no suposto mensalão em Minas. "Achei uma tolice enorme, porque o fato já está sendo analisado pelo Ministério Público Federal", afirmou. Da Folha Online.
· Zezo · 23:52 ·
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
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A Justiça de São Paulo declarou culpado o jornalista Lourival Sant'Anna, ex-editor chefe do jornal O Estado de S. Paulo, em processo referente a reportagens fabricadas - de sua autoria - e publicadas no Estadão
em dezembro de 2005. A condenação baseou-se em falsificações plantadas
por Lourival Sant'Anna à época das negociações em torno da venda da
Varig em fins de 2005.
Um
ex-chefe das Forças Armadas dos Estados Unidos no Iraque condenou a
atual estratégia americana no conflito, que qualificou de "pesadelo sem
fim à vista".
Jarbas Vasconcelos,
aceitou o convite do líder do seu partido, Valdir Raupp (RO), para
retornar à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. O senador
ressaltou que manterá a sua independência, ou seja, só seguirá as orientações do partido caso concorde com elas.