Novembro de 2007
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Finalmente!
Finalmente a Aeronautica expulsou os amotinados que prejudicaram a população brasileira por meses seguidos durante 2006. Dezoito militares amotinados não pertencem mais, desde ontem, à nossa força aérea. É uma pena que não tenha havido cerimônia pública de retirada das dragonas. Agora é o momento de nós, os prejudicados, exigirmos desses ex Controladores de Vôo, judicialmente, indenização pelo prejuizo que nos causaram quando resolveram que seus problemas e seus interesses eram mais importantes que o interesse público e do que os regulamentos militares aos quais aderiram por vontade própria. Não podemos condescender porque muitos deles ainda estão em serviço, esperando outra oportunidade para descumprir seus comproimissos com a nação.
· Zezo · 9:23 ·
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
O Pif Paf
Não sei se a revista VEJA continua mantendo seus índices de venda, já que a sua credibilidade despencou. Não despencou por causa da defesa de suas posições golpistas e anti-democráticas, e de obediência canina ao embaixador americano no Brasil. É direito, e dever até, dos veículos de comunicação, identificarem claramente o pensamento que defendem e os senhores a quem servem. Mas o silêncio ?retumbante? da revista ao escândalo do ?Mensalão Mineiro? na edição desta semana descredencia o caráter informativo daquela publicação. A VEJA está num labirinto. Para justificar uma péssima edição anterior, na qual tentou desconstruir a imagem do guerrilheiro Che Guevara, assassinado por agentes americanos que agiam em território estrangeiro, a revista, comicamente, publica frases de um americano desconhecido, a quem chama de corajoso, por ter divulgado o fato de Che Guevara não cheirar a perfumes franceses. O tal americano diz que o guerrilheiro fedia a suor azedo. É muita coragem desse homem dizer isso! E muita coragem da VEJA publicar essa afirmação...
Mas nem só de humor vive a VEJA. O grande Millor brinca, mas acaba acertando quando pede misericórdia porque sua coluna semanal continua ali, naquele local e naquele espaço.
(Esta nota era para ter sido publicada no domingo passado. Mas desde aquele dia esse o welblogger me deixou fora do ar, isolado dos amigos)
· Zezo · 12:32 ·
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Falha deles
Desde domingo este WEBLOGGER saiu do ar. Sòmente hoje poderei voltar a postar notas e comentários. Desculpem!!
· Zezo · 8:21 ·
sábado, 24 de novembro de 2007
PT, mais um defeito: falta de criatividade
"O PSDB inventou o mensalão, o PT copiou" (Clóvis Rossi)
· Zezo · 20:19 ·
sábado, 24 de novembro de 2007
Fernando Henrique defende Mares Guia
O ex Presidente Fernando Henrique Cardoso, prócer do PSDB, defendeu o Ministro do Governo Lula, Walfrido dos Mares Guia, do PTB, que foi acusado pelo Procurador Geral da República de integrar a quadrilha do "Mensalão Mineiro". Ao afirmar genuinamente que " uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa" FHC disse que ninguém roubou, disse que mensalão do PT é uma coisa, mensalão do PSDB é outra coisa. E isso porque ele diz que sabe falar bem o português.
O que o ex Presidente Fernando Henrique quis dizer com argumenrtos canhestros, desengonçados, foi que roubar para o PT é crime, mas para o PSDB é outra coisa. O que será?
· Zezo · 20:25 ·
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Obediência
Uma Comissão do Senado brasileiro, esse que é presidido por Renan Calheiros, e que recebeu a visita do Embaixador americano por esses dias, aprovou, hoje, um voto de louvor ao Rei da Espanha pela descortezia cometida contra um dos Chefes de Estado presentes à reunião da cimeira Ibero-Americana. O Chefe de Estado que foi agredido mantém boas relações com o Brasil e seu país tem um grande fluxo de comércio conosco, de total interesse estratégico e comercial para nossso País, mas é adversário dos Estados Unidos.
· Zezo · 21:08 ·
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Explica-se
Roberto Jefferson, do PTB, do mensalão, e da tropa de choque de Collor, acaba de ser festejado e homenageado pelos tucanos, na convenção que o PSDB realiza, neste momento, em Brasília.
Para quem não lembra, Collor é aquele que exerceu a Presidência da República do Brasil até ser destituido pelo Senado, por envolvimento em roubalheiras e falcatruas. Esse Collor é o mesmo que convidou Fernando Henrique Cardoso, o atual tucano-mor, para ser seu Ministro das Relações Exteriores. Fernando Henrique aceitou. E só não assumiu porque o Senador Mário Covas, na época esteio moral do e ideológico do PSDB, vetou e proibiu o Partido de participar daquele governo.
· Zezo · 20:08 ·
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Veríssimo rides again
"Matem o cavalo!?
O filme ?Viva Zapata? (dirigido por Elia Kazan, escrito por John Steinbeck, com Marlon Brando no papel do revolucionário mexicano) termina com a morte de Zapata numa emboscada dos ?federales?. O antigo aliado que o traiu, um intelectual vivido no filme por Joseph Wiseman, insiste para que os soldados não deixem escapar com vida o cavalo branco de Zapata. ?Matem o cavalo! Matem o cavalo!?, grita, em vão. A última cena do filme é a do cavalo branco solto numa montanha, um símbolo não muito sutil do espírito que sobreviveu ao sacrifício do seu dono para inspirar outras gerações e outras revoltas. O intelectual entende que símbolos são perigosos e que não basta abater o homem para anular o exemplo. É preciso trucidar a sua memória, emporcalhar a sua legenda e apagar qualquer vestígio simbólico da sua rebeldia.
Parecido com o que está sendo feita entre nós com o Che Guevara, que, de acordo com a revisão atual, não só cheirava mal como era um péssimo caráter. É difícil entender porque estão tentando matar este particular cavalo branco agora. Se Che simbolizava alguma coisa, nos últimos anos, era a absorção de todas as formas de revolta pela cultura pop. O ex-ícone da esquerda era visto principalmente nas paredes e camisetas de gente que jamais sonharia em ir para as montanhas, a não ser pelo fondue de queijo. E no entanto o empenho em demitificá-lo, e desmistificá-lo, é evidente. Do que será que estão com medo? O que assombra tanto o neo-macartismo, a ponto de atirarem com tanta fúria contra um defunto de 40 anos? Talvez seja o caso de rever o significado da figura do Chê, e do seu exemplo de idealismo e inconformismo, entre as novas gerações. Talvez a direita esteja vendo um cavalo branco solto por aí que nós não vemos.
Quanto ao filme ?Viva Zapata?, é um bom exemplo da romantização do proletariado que o cinema americano fez bastante - em mais de um caso, baseado em textos do mesmo Steinbeck. Brando e Anthony Quinn (que ganhou um Oscar pela sua interpretação do irmão de Zapata) estão ótimos no filme, e Wiseman está perfeito como o intelectual traidor. Mas a romantização de revoluções alheias não dá em muita coisa além de bons filmes. Nota histórica: ?Zapata? foi o nome de uma das suas empresa escolhido por adivinha quem? George Bush, o pai. O nome chegou a aparecer numa das tantas teorias conspiratórias sobre o assassinato do Kennedy. Não adianta, o capitalismo absorve tudo. O que só torna maior o mistério. Do que será que estão com medo?
· Zezo · 10:12 ·
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
tão bonzinhos...
Os americanos são incansáveis na luta pela liberdade.
Deu no Jornal do Brasil
Fotógrafo será indiciado por terror
Militares americanos vão recomendar que o fotógrafo iraquiano Bilal Hussein, preso desde 2006, seja indiciado por ajudar a insurgência no Iraque. Segundo o Pentágono, há evidências adicionais de que o repórter é um "terrorista em operação na mídia", infiltrado na agência de notícias AP.
O caso vai passar para os juízes iraquianos, que vão decidir como Hussein será julgado.
No entanto, a agência Associated Press (AP) nega que ele seja mais do que um fotógrafo trabalhando em zona de guerra. Além disso, os advogados da agência revelam que não tiveram acesso a Hussein e às evidências contra ele, o que tornou impossível a construção da estratégia de defesa.
O presidente da AP, Tom Curley, foi duro nas críticas ao Pentágono. Para ele, os militares americanos simplesmente querem deixar o iraquiano na prisão por quanto tempo for possível. Alega que os EUA não querem que notícias sobre a província de Anbar - onde trabalhava Hussein - venham a público. Curley chama Anbar de "buraco negro da informação".
- Há um novo líder na Defesa, mas as práticas continuam alheias à Justiça - denunciou.
Hussein é parte da equipe de jornalismo fotográfico que ganhou o prêmio Pulitzer em 2005.
De acordo com oficiais americanos, o iraquiano começou a levantar suspeita porque sempre estava no local onde ocorriam os ataques da insurgência.
A AP conta que Hussein, hoje com 36 anos, foi seqüestrado pelos militares americanos em abril de 2006, depois de abrigar estranhos em sua casa após uma explosão em Faluja. Mais tarde, marines chegaram e usaram seu apartamento como posto de observação. Detiveram o fotógrafo e os hóspedes, além de terem apreendido seu laptop e o celular.
· Zezo · 7:58 ·
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Fim do pedágio
Desde que duas bombas atômicas foram lançadas sobre o Japão e milhares de bombas convencionais, cujo potencial somado, superarando as atômicas, foram despejadas sobre a polpulação civil de Berlim e Dresden, que o mundo se viu "motivado" a usar o dólar em suas transações comerciais. Ou seja, paga-se um pedágio a quem emite a moeda de troca. Para comprar o que quer que seja no mundo é preciso ter dólar. Um importador das Ilhas Fidji para comprar canivete na Nova Zelândia é obrigado a pagar uma taxa aos Estados Unidos, pois o importador terá que comprar dólares para pagar seus canivetes ao outro pais.
Quando Bush invadiu o Iraque Sadam tinha acabado de sair da zona de influência do dólar. O Presidente Sadam Hussein havia transformado todos os seus ativos em Euro. França e Alemanha estavm contentes com a afirmação do Euro e não apoiaram os cães de guerra do mundo. A invasão trouxe o Iraque de volta ao dólar e os negócios e as negociatas voltaram a ser feitos naquela moeda.
A partir de janeiro do ano que vem o comércio entre Brasil e Argentina será feito nas moedas locais. Não será mais preciso comprar dólar para importar trigo nem qualquer produto argentino, e vice-versa. Ainda bem que esse comércio não é tão robusto, senão correriamos um risco sério.
· Zezo · 15:48 ·
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Tucanada
A Governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Cruzes!!!, do PSDB, esteve, nesse fim de semana, em São Paulo, para tratar com o Governador de São Paulo, José Serra, do PSDB, da largada de um grande movimento em favor da aprovação da CPMF.
E agora, como ficam Ivete Sangalo, Paulo Soutollo (o da PHILLIPS que propos a extinção do Piaui), a classe média da Zona Sul do Rio de Janeiro e todos os que, aguerridos, defendiam os tucanos?
Era só média com a galera?
· Zezo · 12:20 ·
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Nem nós fizemos isso!
Fico intrigado quando alguém do PFL diz: "- nem na ditadura era assim".
O que será que eles querem dizer com isso? Que na ditadura era melhor, pior, ou apenas diferente? Que era diferente todos nós sabemos, é claro. Na ditadura quem mandava era o PFL.
· Zezo · 8:48 ·
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Paula é embarcadiça. Vive numa plataforma de petróleo, no meio do mar. É de lá que ela nos envia seus relatos, seus contos e seus casos (êpa! Estamos falando de "causos" e histórias). Deixo para vocês a escolha do melhor anúncio da "nova" descoberta da PETROBRAS, o campo de Tupy. Se na narrativa da Paula ou no anúncio da Dilma.
E não foi derrepente não, que esse campo de Tupy já frequenta as mesas de reuniões e bate papo no café faz um tempinho. Desafios tecnológicos: só a lâmina d´água de 2000 m já é pouco comum. Incertezas: o sal é uma rocha plástica, que pode se deformar e fechar o poço durante a perfuração. Algum chute, que sempre tem quem ache que é só questão de coragem (e, no petróleo, as vezes, coragem ajuda bastante). E um ?coeficiente de ignorância? elevado para algumas operações, mas sempre ?a favor da segurança?. O excesso de zelo deu certo até agora. A delimitação do tamanho do campo que é economicamente viável ainda demora, que leva uns 7 anos entre a descoberta e a exploração: pelo menos mais 4 anos a partir de agora.
Consegui embarcar no segundo poço desse projeto: muita empolgação e deslumbramento, que não é todo dia que se perfura sal, e tanto sal assim. Mas dei azar, e passei a quinzena aguardando que se encontrasse o vazamento no riser, que é o conjunto de vários tubos emendados que une a plataforma ao fundo do mar. E sal que é bom, nada. Tô na fila para o próximo, mas já com fama de pé-frio.
Neste embarque conheci o engenheiro Iko, oriental disciplinado, que chama de ´galinha´ cada 100 mil reais que consegue amealhar somando a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) aos dividendos do seu passa tempo favorito: brincar de investir em ações nas madrugadas a bordo de poços tranquilos. E também o Madeiras, que pediu demissão depois de se desentender com o gerente e voltou para a Petrobras como engenheiro contratado para ocasiões especiais. Sonda americana, gringos do Texas e Luisiana a bordo, que falam uma língua muito parecida com inglês quando não estão mascando fumam. O outro químico tinha mais de 30 anos de petróleo e eu sempre respeitei a hierarquia de tempo de serviço: pedi pra ficar no turno da noite e dormir na cama de cima do beliche, o mínimo de conforto para o colega que tem tanto a ensinar. Valeu a pena a inversão de fuso horário, que assistia todas as alvoradas e crepúsculos no mar mais lindo que existe.
E entrei por uma perna de pato e saí por uma perna de pinto, que só sei como começou a estória porque tá escrita.
· Zezo · 7:53 ·
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
As Vejas que vi
Para tentar explicar o "apartheidcovil"
(não conseguí reproduzir as fotos das capas da VEJA a que se refere o articulista. Ambas trazem o rosto de Che Guevara)
outubro de 2007
David Coimbra
Eis
aí duas capas da Revista Veja sobre o mesmo assunto: Che Guevara. Há 10
anos entre elas. A primeira, publicada em 1997, foi feita a partir de
uma matéria escrita por Dorrit Harazim, talvez a repórter de maior
prestígio no Brasil. Dorrit viajou à Bolívia, onde foi assassinado o
Che, e voltou com um texto descritivo, sustentado por cartapácios de
documentos e pelo menos uma dezena de entrevistas. O título: "O Triunfo
final de Che". Dorrit não faz uma apologia do guerrilheiro. Limita-se a
investigar as ocorrências de seus últimos dias e tenta explicar como
ele se transformou em mito. "Che Guevara tinha tudo para se tornar
imortal", escreveu. "Era bonito, destemido e morreu jovem, defendendo
conceitos igualmente jovens, como a solidariedade e a justiça social".
O
texto de 2007 tem como título "Che: Há 40 anos morria o homem e nascia
a farsa". Não é uma reportagem; é um grande artigo. Os autores não
saíram para fazer a matéria e retornaram com a convicção de que Che foi
um monstro. Não. Eles partiram da convicção de que Che foi um monstro
para escrever a matéria. O texto se propõe a convencer o leitor da tese
da revista. A Veja de hoje descreveu o Che desta forma: "Com suas
fraquezas, sua maníaca necessidade de matar pessoas, sua crença
inabalável na violência política e a busca incessante da morte
gloriosa, foi um ser desprezível".
E agora? Em qual Veja devo
acreditar? Sei a resposta: na de há 10 anos. Não porque a atual
desmoraliza Che Guevara. Pouco me importa Che Guevara. Importa-me a
Veja. Criei-me lendo essa revista, leio-a desde o tempo em que ela
balizava o jornalismo brasileiro. Acontecia algo grave durante a
semana, como, sei lá, a crise do Senado, e eu ia entender na Veja. Mas,
por algum motivo, a Veja mudou. Não falo de Diogo Mainardi e outros
colunistas. Esses estão emitindo opinião, e fazem-no com competência e
graça. Posso até não concordar com o que escrevem, mas não preciso
concordar com um colunista para gostar dele. Falo do jornalismo da
Veja, da carne da revista.
Alguém dirá que nada na imprensa
brasileira é confiável. Não é assim. Há veículos que tentam exercer um
jornalismo honesto, sobretudo os grandes jornais. A Folha de S. Paulo,
com sua independência feroz, chega a se tornar mal-humorada. O Estadão
é tão comedido, que volta e meia vira empedernido. O Globo procura com
tal ânsia a qualidade, que não raro roça o fútil. E a Zero Hora
debate-se a tal ponto pela eqüidistância, que às vezes resulta sem sal.
Nenhum desses jornais aparenta certezas ideológicas tão arraigadas que
os levem a qualificar alguém como "desprezível". Contam o que está
acontecendo de acordo com sua forma peculiar de contar, fiéis inclusive
aos seus defeitos. A Veja, não. A Veja parece preocupada mais em provar
seu ponto de vista do que em contar o que está acontecendo. Como,
então, posso ter certeza de que a cobertura da crise no Senado não
estava eivada por alguma segunda intenção, como dá a entender a edição
reservada ao Che? Um problema que eu, velho leitor da Veja, não consigo
resolver.
· Zezo · 20:15 ·
domingo, 18 de novembro de 2007
A respeito da nota do PFL contra projetos de reeleição.
Antes da reprodução da coluna de Paulo henrique Amorim é preciso lembrar que a reeleição, no meio do mandato, no Brasil, foi introduzida por uma alteração da Constituição de autoria do Deputado Mendonça Filho, do PFL.
Coluna Conversa Afiada - Paulo Henrique Amorim
O deputado Antônio Carlos Magalhão Neto, do DEM da Bahia, disse hoje, ao Estadão, na página A 9: "Chávez criou um modelo para se perpetuar"
. ACM Neto, embora só tenha 28 anos, deve saber do que trata: como fazer para se perpetuar no poder.
. É o que fazia Antônio Carlos Magalhães, o avô.
. Ora, dirá o Neto: "Mas, o vovô se perpetuava pelo voto".
. Ora, diria Chávez: "E eu, também".
. Como foi que o avô, depois de tanto tempo, caiu do poder ?
. Pelo voto.
. Este breve exercício socrático não tem outro objetivo, senão tratar da hipocrisia.
Em tempo - O autor deste blog tem sido chamado a opinar quando reproduz material de outras fontes. Sou contra mudanças de regras no meio do jogo.
· Zezo · 18:09 ·
domingo, 18 de novembro de 2007
Mercado: é pra valer?
Não é pra respeitar, sempre, as ''leis'' do mercado?
Obedecer a esse todo-poderoso deus, cultuado pelos fundamentalistas do capital cujo altar-mor está na Washington de Bush, com sucursais em Londres e, agora, Berlim, Paris e tem paróquias várias na mídia brasileira sob comando da arquidiocesana Veja?
Então por que reclamam se a Petrobras vence concorrências, adquire outras empresas, suplanta na competição as congêneres privadas, brasileiras e estrangeiras? ( Registre-se: a estatal brasileira do petróleo obtém todos esses sucessos em estrita observância às normas do tal mercado. )
Como agora: depois que descobriu ( sim, ela própria descobriu ) a megajazida na bacia de Santos, pretendem alijar a Petrobras da concorrência que decidirá quem vai explorá-la!Pode?
Jornal da Comunidade - Comunicação & Problemas - Marco Antônio Pontes
· Zezo · 11:11 ·
domingo, 18 de novembro de 2007
Oposição Aguerrida
Os Tucanos repetem que a política econômica do governo Lula lhes pertence. Lula, nada mais teria feito, senão dar continuidade às medidas do governo Fernando Henrique Cardoso.
Não passa um dia sem que um Tucano repita que os programas sociais do governo Lula são herança dos programas criados pelo "Comunidade Solidária", dirigidos pela ex primeira dama, Ruth Cardoso.
A CPMF, cuja prorrogação faz a festa e cortina de fumaça para o empresariado paulista ocultar e manter o injusto sistema tributário brasileiro, é criação dos Tucanos, e por eles defendida a ferro e a fogo.
As mudanças das regras durante o jogo, foi a pior das criações tucanas. Foram eles quem mudaram a Constituição, permitindo a reeleição do presidente, valendo para o que estava no poder.
No campo da ética, o novo presidente do PSDB será o senador Severino Sérgio Estelita, de Pernambuco. Com isso, completa-se o ciclo de identificação absoluta com o PT.
Afinal, eles são oposição a que ?
· Zezo · 11:27 ·
domingo, 18 de novembro de 2007
Viva o Rei!! Viva, errei.
O PT sofre de Paranóia. O Partido lembra Ubaldo, personagem de Henfil, que tinha mania de perseguição. A tudo o PT atribui culpa a terceiros; geralmente à mídia, aos governos aos quais faz oposição, à direita, à esquerda, e por ahí vai. Não há nada mais desastrado do que um líder petista no gerenciamento de suas crises. Só o Lula para aguentar essa sua turma....
Mas o PT suscita questões importantes. Agora mesmo o "site" do PT promove uma enquete sobre a qual vale a pena refletir sem se deixar cair na armadilha da pergunta como está formulada. A questão parte de uma conclusão. A de que houve uma comemoração da imprensa ao divulgar o destempero do Rei da Espanha na reunião da cúpula Íbero-Americana. Nem podemos apenas nos resignar com as poucas opções de respostas apresentadas enquete, pois as que o "site" sugere direcionam o resultado para suas próprias conclusões. O PT pergunta por que a imprensa brasileira comemorou a frase do Rei da Espanha (Por que não te calas ?) dirigida ao Presidente da Venezuela. Não se pode dizer só isso da imprensa brasileira. Ela tem muitos pecados e, é claro, ficou evidente, que alguns veículos deram a notícia comemorando. Mas o fato era notícia. A imprensa deveria deixar de divulgá-lo? É evidente que atribuir uma comemoração de toda a mídia, na divulgação do episódio, é um posicionamento faccioso do Partido. É partir, mais uma vez, da premissa de que está sendo perseguido e de que estão perseguindo seus amigos.
A pergunta isenta que poderia ser feita pelo PT em seu "site" é se havia motivos para comemorar ou para repudiar o gesto do Rei da Espanha. Acho que essa pergunta tem cabimento. Essa questão ajudaria, cada um de nós, a refletir sobre a postura de Sua Majestade; se foi correta, se esse é o tratamento adequado numa reunião de Chefes de Estado; se é assim que o Rei João Carlos trata os Chefes de Estado europeus em suas reuniões; o que dizia o Presidente Chaves para ter incomodado tanto o Rei?, etc. Esse Rei é um democrata. Ele deve ser ouvido. Ele não deve ser calado. Foi ele quem avalizou a transição do regime franquista para a democracia de hoje na Espanha. Mas não pode agir na América como um Cortez que volta para ser obedecido. E não podemos esquecer que ele habita o Palácio Escorial, cujo desenho, uma Grelha, é uma alusão ao instrumento de suplício em que eram torturados (assados) os cristãos perseguidos pelos romanos. Até hoje no Nordeste do Brasil se implora vento, uma fresca, um refresco, a São Lourenço porque ele foi um dos que morreu assado ali, precisando de um ventinho. Os espanhóis dizimaram quase todos os antepassados do Presidente Hugo Chaves. O Holocausto dos índios americanos é indiscutível. A história reconhece o fato. Teria Chaves motivos para agradar ao sucessor de Felipe II? Para completar, na condição de Chefe de Estado, Chaves representava, naquela reunião, todo o povo venezuelano, que sua majestade resolveu calar. Por fim, Chaves é, gostemos ou não, tenhamos ou não medo de suas ambições continentais, eleito pelo voto popular, enquanto o emprego de João Carlos II foi dado por Francisco Franco Barramonde, "Caudilho de Espanha pela Graça de Deus".
· Zezo · 11:31 ·
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Chaves
Em Brasília tem um "bistrô" chamado Quitinete. Por sinal muito bom. É bacana mesmo. No bistrô trabalha um garçon que á a cara do Presidente Hugo Chaves, da Venezuela. O sujeito é alegre e bonachão, mas não entendeu quando trouxe a conta e eu disse: -Por que não te calas?
· Zezo · 21:15 ·
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Plebiscito só vale na Suiça
A cientista política Lúcia Hipólito produziu um brilhante texto para os jornais de hoje (eu lí no blog do Noblat) no qual analisa o que são instrumentos da Democracia e o uso desses instrumentos por ditaduras e por democracias meramente formais. Ela diz:
referendos e plebiscitos não são sinal de democracia. Ditaduras também convocam referendos e plebiscitos - o que vem mais rapidamente à memória é o convocado pelo general Pinochet, em meio à feroz ditadura chilena.
Quanto às eleições, basta lembrar a ditadura brasileira, que durante 21 anos manteve eleições para o Congresso, para as Assembléias Legislativas e Câmaras Municipais, além de eleições para milhares de prefeitos em todo o país.
Impossível discordar dessas afirmações.
Admirador da cientista fico sem jeito para comentar seu erro quando transporta essa suas constatações para a realidade da Venezuela do Presidente Hugo Cháves, visando contraditar as palavras do Presidente Lula. Talvez não só o Presidente Lula, mas muita gente precise aprender com Lúcia Hipólito a identificar quando os instrumentos da democracia têm seu uso corrompido poderoso do momento e a distinguir democratísmo de democracia. Para criticar Hugo Chaves basta lembrar que ele tentou um Golpe de Estado em seu país. Alguém precisaria de maior clareza ou de melhores explicações para chamá-lo de aspirante a Ditador? Mas Hugo Chaves foi eleito, anos depois de sua tentativa de golpe, pelo processo eleitoral democrático e, ao que se sabe, limpo. Assim como Getúlio também voltou ao poder pela via democrática anos depois de governar o Estado Novo. A eleição de Hugo Chaves não ocorreu nos moldes das eleições que haviam durante a ditadura brasileira. Nem foi parecida com a eleição indireta que acabou levando o candidato da ARENA, depois PFL (Sarney), à Presidência do Brasil. É preciso muita "licença poética" para fazer a comparação. Mas o erro principal da Lúcia Hipólito, ou omissão, é quando ela se refere a referendos e plebiscitos, como se o Presidente Hugo Chaves os tivesse convocado por iniciativa própria e vontade imperial. Quer compará-los ao plebiscito que foi convocado, preparado, organizado e moldado pelo General Augusto Pinochet. Os plebiscitos e referendos a que se referiu o Presidente Lula foram exigidos. - a expressão é essa mesmo -, exigidos, pela direita venezuelana, depois da tentativa de Golpe de Estado que ela, a direita belicista e golpista, os Sarneys e os PFL de lá da Venezuela, pretenderam dar, com o apoio de sempre dos Estados Unidos. Exigiram e Chaves submeteu-se. Mais uma vez repito, a expressão é submeteu-se. E mesmo assim a direita golpista da Venezuela e a do Brasil está inconformada.
· Zezo · 21:19 ·
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Os mesmos de sempre
O ex Presidente da República José Sarney, o que passou a dizer impropérios à Venezuela depois que recebeu a visita (eu disse a visita, não disse que ele tenha recebido outras importâncias) do embaixador americano em seu gabinete escreve um artigo, hoje, no JB, insinuando uma disputa fronteiriça entre Venezuela e Brasil. É tudo o que a direita belicista gostaria. O filho de César Maia, o que está sendo processado pela Justiça do Rio de Janeiro, e seu Partido, o PFL, andam a pregar essa mesma contenda. Sarney diz que o antigo governo "democrático" da Venezuela, que era apoiado por ele e pelos Estados Unidos, vetou uma pretensão de seu governo a uma saída rodoviária para o Caribe. Mas Sarney jamais atacou o governo venezuelano de então. Obedeceu, simplesmente. Diz ter se calado em nome da paz continental. No seu artigo Sarney pretende confundir e atualizar questões históricas como se fossem obras ou preocupações do atual governo do Presidente Hugo Chaves, o tal "ditador" que foi submetido a duas eleições livres e a tres plebiscitos. Sarney, o democrata, não encara uma eleição nem em seu próprio Estado, mas se arvora a ditar regras para a democracia de outros países, e agora, pretende criar incidentes diplomáticos para cumprir as ordens que continua recebendo de Washington. Em tempo. É bom lembrar que Sarney é o mesmo que presidiu a ARENA nos anos de chumbo e que não deu uma palavra a respeito da corrida armamentista que está sendo promovida pelos EUA no Suriname, com a instalação de uma base militar, também, na fronteira do Brasil.
· Zezo · 21:22 ·
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Pedro Simon e a CPMF
Se o DEM, Partido do filho de César Maia e de Jorge - essa raça - Bonhausen é contra, é porque, de alguma forma, a coisa deve ser boa para o povo.
Resposta do Senador Pedro Simon em entrevista ao Jornal do Brasil de hoje:
Por que o senhor vota contra?
-
Na verdade, eu vejo com simpatia o imposto do cheque. Até como um
tributo permanente mesmo. É uma boa idéia, é um bom imposto, mas só em
um contexto de reforma tributária, onde uma montanha de impostos é
substituída por cinco, seis tributos, sendo que um deles é do cheque.
Mas o governo não vai fazer esse trabalho tendo na mão toda a
arrecadação da CPMF. Se essa proposta cair, aí o governo vai ter um
fator de pressão para fazer a reforma tributária. Que é o que o país
precisa de fato.
· Zezo · 22:19 ·
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
CPMF ''Ricos têm que pagar'', defende Adib Jatene
Lá atrás, já tem um tempo, postei uma nota lembrando que o único imposto que não se pode sonegar é a CPMF. Lembrava esse fato e me perguntava porque os empresários e seus seguidores não "cansaram" de outros impostos. Só da CPMF. Parece que o Dr. Jatene nada deve ao Sr "Soutolo", da PHILLIPS ( o tal que pregava a extinção da CPMF e do Piaui) e nem mora na acadêmica zona sul carioca.

Coluna Conversa Afiada - Paulo Henrique Amorim
A coluna de Mônica Bergamo, na página E 2, da Folha de hoje, reproduz um diálogo do pai da CPMF, o cardiologista Adib Jatene, com Paulo Skaf, presidente da Fiesp, um dos líderes do movimento contra a CPMF.
Leia a seguir o trecho da coluna de Mônica Bergamo na Folha de hoje:
Dedo em riste, falando alto, o cardiologista Adib Jatene, "pai" da CPMF e um dos maiores defensores da contribuição, diz a Paulo Skaf, presidente da Fiesp e que defende o fim do imposto: "No dia em que a riqueza e a herança forem taxadas, nós concordamos com o fim da CPMF. Enquanto vocês não toparem, não concordamos. Os ricos não pagam imposto e por isso o Brasil é tão desigual. Têm que pagar! Os ricos têm que pagar para distribuir renda".
Numa das rodas formadas no jantar beneficente para arrecadar fundos para o Incor, no restaurante A Figueira Rubaiyat, Skaf, cercado por médicos e políticos do PT que apóiam o imposto do cheque, tenta rebater: "Mas, doutor Jatene, a carga no Brasil é muito alta!". E Jatene: "Não é, não! É baixa. Têm que pagar mais". Skaf continua: "A CPMF foi criada para financiar a saúde e o governo tirou o dinheiro da saúde. O senhor não se sente enganado?". E Jatene: "Eu, não! Por que vocês não combatem a Cofins (contribuição para financiamento da seguridade social), que tem alíquota de 9% e arrecada R$ 100 bilhões? A CPMF tem alíquiota de 0,38% e arrecada só R$ 30 bilhões". Skaf diz: "A Cofins não está em pauta. O que está em discussão é a CPMF". "É que a CPMF não dá para sonegar!", diz Jatene.
Em tempo: como se sabe, o imortal General Pinochet aplicava o neo-liberalismo ao mesmo tempo em que enviava, ilegalmente, milhões de dólares para o Riggs Bank, na "M" street, em Washington
· Zezo · 22:11 ·
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Ditados do século 21
A pressa é inimiga da conexão.
Amigos, amigos, senhas à parte.
Antes só que em chats aborrecidos.
A arquivo dado não se olha o formato.
Diga-me que chat freqüentas e te direi quem és.
Para bom provedor uma senha basta.
Não adianta chorar sobre arquivo deletado.
Em briga de namorados virtuais não se mete o mouse.
Em terra off-line, quem tem um 486 é rei.
Hacker que ladra, não morde.
Mais vale um arquivo no HD do que dois baixando.
Mouse sujo se limpa em casa.
Melhor prevenir do que formatar.
O barato sai caro. E lento.
Quando a esmola é demais,
o santo desconfia que tem vírus anexado.
Quando um não quer, dois não teclam.
Quem ama um 486, Pentium 5 lhe parece.
Quem clica seus males multiplica.
Quem com vírus infecta, com vírus será infectado.
Quem envia o que quer, recebe o que não quer.
Quem não tem banda larga, caça com modem.
Quem nunca errou, que aperte a primeira tecla.
Quem semeia e-mails, colhe spams.
Quem tem dedo vai a Roma.com.
Um é pouco, dois é bom, três é chat ou lista virtual.
Vão-se os arquivos, ficam os back-ups.
· Zezo · 18:15 ·
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
soberania e vergonha na cara
Finalmente apareceu um milico brasileiro que não é, simplemente, um auxiliar de forças estrangeiras. Resta saber se podemos processar o Collor que, obediente a um embaixador estrangeiro, mandou destruir nossa área de experimento atômico na Serra do Cachimbo.
General defende fabricação da bomba atômica brasileira
O
general-de-Exército José Benedito de Barros Moreira, titular da
Secretaria de Política, Estratégia e Relações Internacionais do
Ministério da Defesa defendeu a posse de tecnologia para produir a
bomba atômica pelo Brasil. Segundo o site
do ministério na internet, cabe à secretaria "formular as bases da
política de defesa nacional, a política e a estratégia militares,
orientar a condução dos assuntos internacionais que envolvam as Forças
Armadas", entre outras.
É o general, ainda de acordo com o site,
o encarregado de "formular o dimensionamento global dos meios de
defesa, supervisionar a atividade de inteligência estratégica de defesa
e avaliar a situação estratégica e o cenário internacional nas áreas de
interesse do Brasil". Ou seja, é o estrategista militar do país.
No
programa Expressão Nacional, da TV Câmara, ele surpreendeu os demais
participantes do debate ao tocar num tema tabu na comunidade
internacional. Ele defendeu que o Brasil deve dominar a tecnologia da
fabricação de bombas atômicas, caso isso seja estratégico para o país
algum dia. O general esclareceu sua posição dizendo que não defende o
uso da bomba, mas acha que o Brasil tem que estar preparado para apelar
para o "artefato atômico" se for o caso.(Informações do Congresso em
Foco)
· Zezo · 18:19 ·
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
A triste morte dos demônios
Alexandre Santos*
Entre as notícias que movimentaram o primeiro dia de novembro de 2007 esteve a morte de Paul Tibbets ? um homem que, cumprindo ordens do presidente dos EUA, com um só disparo assassinou a sangue frio mais de 80 mil pessoas, mutilando outras tantas, espalhando pavor e sofrimento pelo planeta inteiro.
Este tal Paul Tibbets não morreu na forca, como Saddam Hussein, em combate, como Che Guevara, ou foragido, como está Osama Bin Laden. Protegido pelos EUA, o facínora morreu na mais alta patente do exército estadunidense em sua confortável casa, em Columbus, no estado de Ohio, no norte dos Estados Unidos. Mas, como acontece com outras bestas humanas, depois do grande crime até morrer, aos 92 anos de idade, Paul Tibbets foi recusado pelos céus por 62 longos anos e curtiu seu inferno na Terra, atormentado por todos os demônios que ajudou a criar ao longo da vida.
Mas quem foi Paul Tibbets?
Paul Tibbets foi o facínora que, às 08h15 do dia 06 de agosto de 1945, no posto tenente-coronel da força aérea dos EUA, entrou para a galeria dos grandes criminosos de todos os tempos ao fazer a estréia da mais perigosa arma de destruição em massa já criada pela tecnologia da morte. Naquele dia, como comandante do bombardeiro SuperFortress B-29, por ele batizado ?Enola Gay? em homenagem a própria mãe (que, pelo jeito, devia ser uma quenga desalmada), juntamente com outros 11 terroristas, Paul Tibbets lançou a bomba atômica sobre a cidade de Hiroshima, no Japão ? um petardo malevolente chamado de ?Little Boy? ?, que, sob a bola de fogo logo transformada em nuvem púrpura em forma de cogumelo, espalhou morte e sofrimento de forma indiscriminada. Sempre homenageado pelos colegas de inferno, Paul Tibbets ainda permaneceu no exército dos EUA, que em 1959 o promoveu ao posto de general-de-brigada, até 1966, quando se retirou para fazer malvadezas em outros lugares.
É claro que, das bestas humanas envolvidas naquele episódio, Paul Tibbets e seus colegas de avião estavam na ralé.
A besta maior era um mega terrorista chamado Harry Salomon Truman, que assumira a presidência dos EUA em 12 de abril daquele ano. Tendo participado com Josef Stalin e Winston Churchill da Conferência de Potsdam (na qual a Alemanha foi dividida nas bandas Oriental e Ocidental) entre 17 de julho e 02 de agosto, Truman sabia perfeitamente que a II Grande Guerra estava no fim e, portanto, que não lhe restaria muito tempo para comandar as chacinas que desejava. Resolveu, então, apressar-se para deixar sua marca sangrenta na história. Sabendo da capacidade destruidora da bomba nuclear que fora testada em 16 de julho no deserto do Novo México, Truman autorizou os ataques nucleares que, de forma desnecessária, mataram mais de 200 mil inocentes em Hiroshima e Nagasaki. Naquele momento, o entusiasmo malévolo de Truman foi tão grande que, ao agraciar Paul Tibbets com a medalha militar Distinguished Service Cross, manifestou vontade de não dividir aquelas mortes com ninguém, tendo afirmado para os pequenos demônios que se prostravam à sua frente: ?não percam o sono por terem cumprido essa missão; a decisão foi minha, vocês não podiam escolher?.
Não satisfeito com as malvadezas que já perpetrara, em junho de 1947, ao tempo que declarava a chamada ?guerra fria? contra a então URSS, esse tal Truman criou a CIA ? agência que, desde então, vem insuflando irmãos para promover golpes de estado nos quatro cantos do planeta, promovendo assassinatos e interrogatórios sob tortura por toda parte. O sucesso desse mega terrorista foi tão grande que, reeleito presidente dos EUA em 04 de novembro de 1948, Truman deu início a guerra da Coréia em 1950 e patrocinou o famigerado ?Comitê de Investigações das Atividades Anti-Americanas?, entregue à sanha do Senador Joseph MacCarthy. Mas, como um bom demônio, Harry S. Truman também teve tempo para curtir seu inferno pessoal aqui na Terra, tendo vivido longos 88 anos até 26 de dezembro de 1972, quando morreu em Kansas City, igualmente solto e protegido pelo exército dos EUA dos milhares de inimigos que fez na longa vida.
Vida de demônio não deve ser fácil. A propósito, alguém sabe por onde anda Ariel Sharom?
*Alexandre Santos é Presidente do Clube de Engenharia de Pernambuco e da Academia de Letras e Artes do Nordeste
· Zezo · 12:58 ·
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Escolas das Américas, Guantánamo, Abu Gabri....
O que fazem quartéis americanos espalhados pelo mundo? Defendem o território americano? Então esse país é muito grande. Só não sabía que éramos vizinhos tão próximos. Uma grande base militar americana está sendo construida no Suriname, antiga Guiana Holandesa, na fronteira com o Brasil. Deverá chamar-se "freedom".
· Zezo · 12:55 ·
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
É de fazer chorar...
Aos leitores pernambucanos, especialmente aos que se encontram distantes da terra.
Um convênio assinado, nesta segunda-feira (12), na Assembléia Legislativa, confere à Associação das Empresas de Rádio e Televisão de Pernambuco (Asserpe) a competência de coordenar uma consulta pública para definir a data da carta magna de Pernambuco.
A
enquete deve ser veiculada nos meios de comunicação até o final do mês.
De acordo com a Lei Federal nº 9.093, de 12 de setembro de 1995, cada
Estado pode instituir um feriado em homenagem a um grande feito
histórico.
O
Instituto Histórico, Artístico e Geográfico do Estado escolheu as
seguintes datas para a disputa: 13 de janeiro, execução de Frei Caneca;
27 de janeiro, Restauração Pernambucana; 6 de março, Revolução
Constitucionalista de 1817; 5 de outubro Convenção de Beberibe; 10 de
novembro, Proclamação da República no Senado de Olinda.
O
projeto de lei que permitirá a criação da carta magna é de autoria da
deputada Terezinha Nunes e já tramita na Alepe (Assembléia Legislativa
do Estado de Pernambuco). O documento prevê que os deputados acatem o
resultado da consulta popular. A votação deve acontecer por meio de
sites na internet e urnas eletrônicas distribuídas em pontos
estratégicos do estado. (Do pe360graus)
Todos sabem a que se referem cada uma das datas e o que representa cada um dos eventos enumerados pela Deputada?
O jornalista pernambucano Aldo Paes Barreto envia mensagem discordando de todas as datas e de todos os eventos propostos pela Deputada. Segundo Aldo Paes Barreto a homenagem deveria recair sobre alguma imagem carnavalesca: - O Carnaval é o verdadeiro símbolo de Pernambuco. E sugere a data de registro do frevo "Vassourinhas"
· Zezo · 11:44 ·
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Golpe de Estado
Na nota anterior (Democracia, Ditadura e Provocações) lembramos a tentativa de Golpe de Estado contra o presidente Chaves, da Venezuela. Talvez hoje não tenha sido um bom dia para falar do assunto. Faz, exatamente, 118 anos que militares brasileiros romperam seu juramento ao Imperador Pedro II e, sem ouvir o povo, deram um golpe contra a Monarchia. Há quem aprove o Golpe.
· Zezo · 22:41 ·
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Democracia, Ditadura e provocações
Meus amigos "de direita" têm me enviado mensagens defendendo a visão americana de mundo e contestando as atitudes do presidente Hugo Chaves, da Venezuela. As comparações são constantes e as provocações são muitas. Pouco ou nada tenho recebido dos "de esquerda". Compreendo os que fazem suas opções entre esses dois personagens internacionais por ideologia. Ideologia é feito religião e time de futebol. Cada um tem o seu e não há o que argumentar. Afinal, gosto não se discute; lamenta-se. Eu, por exemplo, gosto de democracia, de poder opinar livremente, gosto de supermercado e, num patamar mais metido a besta na forma de dizer, enalteço o Estado de Direito. Detesto o uso da força, a imposição de idéias e a exploração ou a imposição econômica. É por isso que os argumentos ideológicos usados para defender o Bush e atacar o Chaves ficam sem a minha resposta. O que dizer para quem ama aquela cara de "china-gordo" do Cháves ou para quem adora o rosto de capa da revista MAD do Bush? A esses eu não posso responder. Mas aos que fazem afirmações que dizem ser objetivas, e por isso verdadeiras, a respeito de um e de outro desses dois personagens, eu proponho, em primeiro lugar, trazer essas discussões para aqui, para o blog. Quero valorizar esse meu blog com suas participações. E em segundo lugar pedir que não se enganem com a orígem das informações que recebem. Sem essa avaliação não dá para aceitar a verdade assumida pelo comentarista que me escrever. A mídia que chama o archipélado de Ílhas Falkland não precisa dizer de que lado ficou quando os argentinos tentaram retomar seu territário invadido. A mídia que chamava o archipélago de Malvinas, é óbvio, está do lado dos argentinos. Chamar "a" ou "b" de Presidente ou de Ditador é, de saída, uma opção ideológica, se não tiver base em valores prèviamente definidos. Por exemplo. Como comparar um líder eleito pelo voto indireto com um líder eleito pelo voto popular e direto? Qual desses dois modelos é tido pelo comentarista como o mais democrático? Nos Estados Unidos o Presidente é eleito pelo voto indireto de um colégio eleitoral criado há 200 anos para "depurar" a vontade popular e com critérios totalmente alheios ao princípio democrático de "cada homem, um voto". Na Venezuela o voto é direto e popular. Mas as informações produzidas pela mídia e trazidas por esses amigos que me escrevem estabeleceram que o modelo americano é que é o democrático; que o Chaves é o ditador e que o Bush é o Presidente, e democrata... É isso, será? Não se tem notícia de o governo da Venezuela ter apoiado, na surdina, Golpe de Estado em nenhum país, muito menos nos Estados Unidos. Sabe-se que a Venzuela apoia abertamente governos e países que considera aliados. No entanto têm-se notícias precisas de que o governo dos Estados Unidos apoiou e financiou uma tentativa de Golpe de Estado na Venezuela. Qual desses dois comportamentos é o mais democrático? Volto a dizer: concordar com as ações (e defendê-las) de um ou de outro desses países e desses líderes porque gosta ou não gosta é direito de qualquer um. O que não julgo correto é tentar deturpar a verdade chamando de democrática uma atitude ditatorial ou imperial.
Enquanto aguardo os comentários e torço para que venham e valorizem meu blog deixo no ar a questão seguinte: Será que o governo americano, que se diz tão democrático, aceitaria um plebiscito para referendar o mandato do Bush, ou o mandato dele depois de assumido é intocável e o de Cháves não? Talvez lá o mandato seja "imbulível", porque na "ditadura" venezuelana o povo tem opinado. Ou só quem pode opinar é o povo da Europa, dos Estados Unidos, do Iraque sob jugo americano e do Japão? E quando esses povos manifestam suas vontades elas devem ser acatadas, mas na América Latina, não? As vontades latino americanas podem estar erradas, viciadas? O próprio Presidente Luiz Ignácio, eleito aqui, no Brasil, duas vezes, pelo voto popular, lembrou:
- Podem criticar o Chávez por qualquer outra coisa. Inventem alguma coisa para criticar o Chávez. Agora, por falta de democracia na Venezuela, não. Esse homem já passou por três referendos, já teve três eleições não sei para quê, quatro plebiscitos. Ou seja, o que não falta é discussão - disse Lula, que acrescentou que continua denfendendo a entrada da Venezuela no Mercosul.(Informações do Globo Online)
· Zezo · 9:05 ·
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Vassalagem explícita
O que mais impressiona nas críticas ao Presidente Hugo Chaves, da Venezuela, não são as razões de criticar, pois há muitas. Mas a face subalterna de seus detratores. A maioria dos que o criticam não se conforma com o tratamento que Chaves dedica aos países e aos líderes mais poderosos do mundo. Agora mesmo, no recente episódio em que o Rei da Espanha tentou calar o Presidente venezuelano, os críticos de Cháves só se manifestam em favor de que os países da amérca latina e seus líderes devam calar-se diante da Europa e da América do Norte. Ninguém divulgou o que o Rei não queria escutar. Vocês sabem?
· Zezo · 11:23 ·
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Cigarras da pátria
Os portugueses nos parecem prolixos. Até para atacar os politicos fazem mil rodeios. Vejam essa crítica publicada num jornal da "terrinha":
"Quem vegeta são as formigas que trabalham o ano todo para alimentar as sofregas e insaciáveis cigarras da pátria"
· Zezo · 11:03 ·
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Suspeito de assassinato de Daniel Pearl morre após interrogatório
Da France Presse
12/11/2007
11h19-WASHINGTON
(EUA) - Um empresário paquistanês suspeito de estar envolvido no brutal
assassinato do jornalista americano Daniel Pearl, em 2002, morreu no
primeiro semestre de ano imediatamente depois de ser interrogado pelos
serviços de inteligência americanos, informa nesta segunda-feira o Wall
Street Journal.
· Zezo · 13:56 ·
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
A
A volta do IPM
Para quem anda cansado de CPIs, pode estar de volta um velho conhecido de toda uma geração.
12/11/2007
Tenente abre caixa-preta da Marinha e tumultua
Da coluna de Cláudio Humberto
Virou
polêmica entre militares a "carta de despedida" de um tenente da
Marinha com sérias críticas à instituição, abandonada após aprovação
num concurso público no Rio. O tenente (ou ex), que pediu anonimato à
coluna "por enquanto", denunciou ao comandante Moura Neto e a outras
autoridades da Marinha, "o que ficou na garganta por dez anos", como
"desvio do rancho bancando coquetéis de autoridades, compra de
equipamento defasado, fraude em notas fiscais, navios inseguros,
escalas ilegais de 108 horas semanais, oficiais em alerta vermelho para
passagem de lanchas de almirantes, e capitães-de-fragata verificando
com luvas poeira nos armários". O tenente, que é engenheiro eletrônico,
sugere uma série de medidas "saneadoras" para evitar a crescente saída
de oficiais e critica o anunciado "pacote da qualidade" da Marinha:
avalia que, implantado em um ano, será "embrulha e manda".
· Zezo · 13:24 ·
domingo, 11 de novembro de 2007
Desvendado o mistério
Juro que não sabia quando postei neste blog, na segunda-feira passada, a chrônica ESQUERDA, DIREITA, CHAVES E O MERCOSUL. Mas, neste fim de semana, o JORNAL DA COMUNIDADE, de Brasília, publica a informação que o Senador José Sarney, aquele do Maranhão, do Amapá, e brevemente doutros cantos, só começou a esbravejar contra a Venezuela depois de receber, em seu gabinete, a ?visita de cortesia? do embaixador americano no Brasil.
Nós já vimos esse filme e a cortesia. Aqui, no Chile, e em diversas partes do mundo. E sabemos que começa numa ?Escola das Américas?, passa pelos porões do DOI-CODI e termina em tortura e morte.
· Zezo · 16:26 ·
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Aos saudosos, aos temerosos e aos que procuram caminhos fáceis
Porque hoje é sábado

(foto: Cientista Política Lúcia Hipólito)
Lembrai-vos de 37!
Em 10 de novembro de 1937, exatos 70 anos atrás, o presidente da República, Getúlio Vargas, deu um golpe de Estado, amparado no Exército, e instaurou no Brasil um dos períodos mais tristes de sua história: a ditadura do Estado Novo, que durou de 1937 a 1945.
Alegando que a Constituição de 34 tornara o país ingovernável, Getúlio fechou o Congresso, as Assembléias e Câmaras, acabou com as eleições diretas para prefeitos e governadores, amordaçou o Judiciário, determinou intervenção nos sindicatos, extinguiu os partidos políticos.
Impôs uma nova Constituição, chamada ?a Polaca de Chico Campos?, porque era baseada na Constituição fascista da Polônia. E porque foi redigida pelo mineiro Francisco Campos, uma das mentes mais capazes da direita brasileira.
Com base na Constituição, professores brilhantes foram demitidos da Universidade do Brasil (atual UFRJ), funcionários públicos competentes foram demitidos do serviço público.
Centenas de operários, professores, estudantes, comunistas ou não, foram presos e torturados nos porões do Palácio do Catete no Rio, nas prisões e em navios-prisão.
O DIP, Departamento de Imprensa e Propaganda, passou a exercer uma censura feroz em toda a imprensa e nas manifestações culturais (cinema, literatura, teatro, música etc.).
?Lembrai-vos de 37!?, começava um discurso do então deputado Café Filho, que depois veio a ser vice de Getúlio entre 1951 e 1954, quando Getúlio voltou como presidente constitucional.
Este brado é importante ainda hoje, para nos alertar sobre o perigo de um golpe de Estado que interrompa um governo democrático.
A liberdade e a democracia são conquistas diárias, das quais não podemos nos afastar nem por um minuto.
Liberdade é o bem mais precioso do ser humano, a única causa pela qual vale a pena morrer.
Pensem bem nisso hoje.
Porque hoje é sábado
(do blog do Noblat)
· Zezo · 21:48 ·
quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Bar ruim
Antônio Prata
Eu
sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio
ruins. Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de
esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de cento e
cinqüenta anos. (Deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de
mais de cento e cinqüenta anos, mas tudo bem).
No bar ruim que
ando freqüentando ultimamente o proletariado atende por Betão ? é o
garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas, acreditando resolver
aí quinhentos anos de história.
Nós, meio intelectuais, meio de
esquerda, adoramos ficar ?amigos? do garçom, com quem falamos sobre
futebol enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de literatura.
?
Ô Betão, traz mais uma pra a gente ? eu digo, com os cotovelos apoiados
na mesa bamba de lata, e me sinto parte dessa coisa linda que é o
Brasil.
Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos fazer
parte dessa coisa linda que é o Brasil, por isso vamos a bares ruins,
que têm mais a cara do Brasil que os bares bons, onde se serve petit gâteau
e não tem frango à passarinho ou carne-de-sol com macaxeira, que são os
pratos tradicionais da nossa cozinha. Se bem que nós, meio
intelectuais, meio de esquerda, quando convidamos uma moça para sair
pela primeira vez, atacamos mais de petit gâteau do que de frango à passarinho, porque a gente gosta do Brasil e tal, mas na hora do vamos ver uma europazinha bem que ajuda.
Nós,
meio intelectuais, meio de esquerda, gostamos do Brasil, mas muito bem
diagramado. Não é qualquer Brasil. Assim como não é qualquer bar ruim.
Tem que ser um bar ruim autêntico, um boteco, com mesa de lata, copo
americano e, se tiver porção de carne-de-sol, uma lágrima imediatamente
desponta em nossos olhos, meio de canto, meio escondida. Quando um de
nós, meio intelectual, meio de esquerda, descobre um novo bar ruim que
nenhum outro meio intelectuais, meio de esquerda, freqüenta, não nos
contemos: ligamos pra turma inteira de meio intelectuais, meio de
esquerda e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar ruim.
O problema é que aos poucos o bar ruim vai se tornando cult,
vai sendo freqüentado por vários meio intelectuais, meio de esquerda e
universitárias mais ou menos gostosas. Até que uma hora sai na Vejinha
como ponto freqüentado por artistas, cineastas e universitários e, um
belo dia, a gente chega no bar ruim e tá cheio de gente que não é nem
meio intelectual nem meio de esquerda e foi lá para ver se tem mesmo
artistas, cineastas e, principalmente, universitárias mais ou menos
gostosas. Aí a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só vinha
a minha turma de meio intelectuais, meio de esquerda, as universitárias
mais ou menos gostosas e uns velhos bêbados que jogavam dominó. Porque
nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos dizer que
freqüentávamos o bar antes de ele ficar famoso, íamos a tal praia antes
de ela encher de gente, ouvíamos a banda antes de tocar na MTV. Nós
gostamos dos pobres que estavam na praia antes, uns pobres que sabem
subir em coqueiro e usam sandália de couro, isso a gente acha lindo,
mas a gente detesta os pobres que chegam depois, de Chevette e chinelo
Rider. Esse pobre não, a gente gosta do pobre autêntico, do Brasil
autêntico. E a gente abomina a Vejinha, abomina mesmo, acima de tudo.
Os
donos dos bares ruins que a gente freqüenta se dividem em dois tipos:
os que entendem a gente e os que não entendem. Os que entendem percebem
qual é a nossa, mantêm o bar autenticamente ruim, chamam uns primos do
cunhado para tocar samba de roda toda sexta-feira, introduzem bolinho
de bacalhau no cardápio e aumentam cinqüenta por cento o preço de tudo.
(Eles sacam que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, somos meio
bem de vida e nos dispomos a pagar caro por aquilo que tem cara de
barato). Os donos que não entendem qual é a nossa, diante da invasão,
trocam as mesas de lata por umas de fórmica imitando mármore, azulejam
a parede e põem um som estéreo tocando reggae. Aí eles se dão
mal, porque a gente odeia isso, a gente gosta, como já disse algumas
vezes, é daquela coisa autêntica, tão Brasil, tão raiz.
Não
pense que é fácil ser meio intelectual, meio de esquerda em nosso país.
A cada dia está mais difícil encontrar bares ruins do jeito que a gente
gosta, os pobres estão todos de chinelos Rider e a Vejinha sempre alerta, pronta para encher nossos bares ruins de gente jovem e bonita e a difundir o petit gâteau
pelos quatro cantos do globo. Para desespero dos meio intelectuais,
meio de esquerda que, como eu, por questões ideológicas, preferem
frango à passarinho e carne-de-sol com macaxeira (que é a mesma coisa
que mandioca, mas é como se diz lá no Nordeste, e nós, meio
intelectuais, meio de esquerda, achamos que o Nordeste é muito mais
autêntico que o Sudeste e preferimos esse termo, macaxeira, que é bem
mais assim Câmara Cascudo, saca?).
? Ô Betão, vê uma cachaça aqui pra mim. De Salinas quais que tem?
· Zezo · 23:44 ·
sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Interessante
matéria do jornalista Ivan Cláudio na Isto é desta semana
toma como pretexto duas exposições para levantar questões sobre os
rumos da arte contemporânea. A instalação Ainda viva, da paulista
Laura Vinci, espalha sete mil maçãs sobre uma mesa de mármore
branco e o chão de cimento de uma galeria; Quebra-molas, da
carioca Débora Bolsoni, reproduz um redutor de velocidade de
automóveis feito com uma tonelada de massa de paçoca de amendoim.
As duas têm em comum a deliberada efemeridade, o
recurso a comestíveis como matéria-prima e o apêlo ao olfato
do visitante.
A revista pediu a Ferreira Gullar, poeta e crítico de arte, que comentasse as obras. Aspas:
Essa
produção vai morrer aí e nem tem mesmo como sobreviver. Só nesse ponto
eu concordo com esses artistas: não vai sobrar nada dessa produção
contemporânea.
Trata-se da arte da boa idéia, da caninha 51.
Esse tipo de trabalho não tem artesanato, não tem técnica, não tem
linguagem. Já se usou de tudo: balde, bacia, ovo frito. É uma
falta de imaginação, uma grande bobagem que não me
interessa. Prefiro ficar em casa lendo Hamlet.
Uma
mancha no chão, uma água escorrendo, tudo isso é expressão, mas não é
arte. Se alguém pisa no meu pé e eu grito de dor, isso é uma expressão,
mas não arte.
As artistas se justificam falando da transitoriedade das coisas vivas, de tentativas de simbolização etc.
A
arte contemporânea é outro tema em que é difícil tornar produtivo
qualquer debate, pois sempre se cai num Fla-Flu, isto é, vira uma
questão de adesão incondicional de torcedor, mais que de reflexão
crítica. Dando nome aos bois, o que temos hoje são, de um lado,
críticos, como Ferreira Gullar e Affonso Romano de Sant'Anna, que
contestam a legitimidade e o valor de instalações como as de Laura e
Débora, e de outro lado artistas que rejeitam em bloco este julgamento
como reacionário e conservador.
O problema não é saber quem está
com a razão, mas constatar que desse atrito não sai nenhum
desdobramento interessante. Por quê? Algumas hipóteses:
- Os artistas são auto-suficientes: ignoram solenemente crítica que os contesta.
- Os críticos perderam a importância que tinham no processo de legitimação da produção artística.
-
Hoje, para um artista, importa muito mais se inserir numa rede de
relações composta de curadores, marchands e galeristas do que obter
reconhecimento crítico.
A noção de valor em artes plásticas é
altamente subjetiva. Mas é também condicionada pelo contexto
histórico-cultural e pelo modelo de relação entre economia e cultura
que estiver prevalecendo. O sucesso de um artista hoje não depende
somente, nem mesmo principalmente, do valor intrínseco do que ele
produz, dos méritos plásticos ou estéticos de sua obra, mas sobretudo
de sua capacidade de inserção num sistema complexo de seleção, que está
cada vez mais distante da arte e cada vez mais próximo do mercado, do
consumo e da moda - mesmo quando veste o surrado disfarce da
transgressão, aliás outra palavra assmilada pelo mercado, pelo consumo
e pela moda.
Tendo a simpatizar com as sete mil maçãs de Laura,
o quebra-molas de paçoca de Débora me interessa menos. Mas isto é
questão de gosto. O que parece preocupante é que esse tipo de produção
- desligada da realidade, das questões contemporâneas, de compromissos,
da História, do presente, em suma, da vida real - monopolize os espaços
da arte hoje. É uma produção cujo principal defeito, para mim, é ser
inofensiva. Pode até trazer fama, viagens e dinheiro a quem a faz, mas
é disso que se trata? Fecha aspas.
Gullar, testemunha engajada
dos caminhos e dos impasses da arte há mais de 50 anos, é um
resistente. Ele se recusa a aceitar as coisas como elas são, faz parte
de uma geração em que o debate intelectual vigoroso, mesmo sobre temas
abstratos, eram questões de vida ou morte. Duro para ele deve ser
observar que as coisas que diz não reverberam, que suas idéias são
recebidas com indiferença além do seu círculo de admiradores, em suma,
que não mudam nada. Por ironia, é exatamente o que acontece com a arte
contemporânea: não reverbera, é recebida com indiferença fora de
círculos fechados, não muda nada.
A diferença é que Gullar está insatisfeito com o estado das coisas, já os artistas parecem muito satisfeitos.
Luciano Trigo
http://lucianotrigo.blogspot.com/
· Zezo · 21:52 ·
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Bibo Filho rides again
O Ministro Nelson Jobim caiu em desgraça com César Maia, prefeito do Rio de Janeiro. Ele pode até resolver o problema do sucateamento de nossas forças armadas e o descontrole da aviação do Brasil. Mas não conseguirá apoio do antigo PFL para suceder a Lula, como sonha o Ministro. Pelo menos enquanto César Maia continuar mandando no Partido, que hoje se chama DEMO. O Ministro, em boa hora, definiu o menino que César Maia colocou para gerenciar o Partido, em seu nome, de "Gurí de Merda". Acontece que o gurí de merda, embora mereça o apodo, é filho do Prefeito. E com filho não se brinca. Toda a assessoria de comunicação do DEMO está encarregada de bombardear o ministro por todos os flancos.
· Zezo · 10:56 ·
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Mais
do que os nossos políticos e certa esquerda, Lula entendeu o papel do
lucro. Em entrevista à Folha de S. Paulo (14/10/2007), se disse
satisfeito com sua relação com o empresariado. ?Tenho consciência de
que estão ganhando dinheiro no meu governo como nunca.? Isso não o
incomoda? ?Não. Com eles ganhando mais dinheiro, vai ter mais
investimento, mais geração de emprego, mais salário. Quando estão mal,
o resultado é mais desemprego, mais miséria?.(Maílson da Nóbrega)
ESQUERDA, DIREITA, CHAVES E MERCOSUL
perderam o sentido e o significado no mundo de hoje,
uma velha tirada de Simone de Beauvoir
dizia, já naquele tempo: ´Se lhe apresentarem um
homem que se apressa a dizer que não vê diferença
entre esquerda e direita, tenha certeza de estar
falando com um homem de direita. Sou
leitor do Luiz Fernando Veríssimo. Gosto de suas chrônicas. Em outubro
último ele publicou duas breves reflexões sobre os conceitos de
esquerda e de direita. Na primeira chrônica especulava sobre a derrota
dos socialistas na recente eleição presidencial da França. A vitória de
Nicolas Sarcozy foi uma vitória da direita, não resta dúvida. Mas qual
direita, perguntava-se Veríssimo. Sarcozy não representa a direita
histórica, aquela inconformada com a revolução de 1789 e não vem da
geração Gaullista que teve, segundo o chronista, Chirac como seu último
representante. Para Veríssimo a direita que elegeu Sarcozy é a que não
apoiou os estudantes nas ruas em 1968. Só isso. É a direita sem passado
longínquo em seu próprio pais; é aquela que tem pouco ou nada a ver com
o conservadorismo francês tradicional. O que resume o pensamento de
Sarcozy é seu objetivo de americanizar os hábitos e as práticas da
economia do país. Seria uma direita globalizada? Identificar as medidas
propostas por Sarcozy em "de direita" ou "de esquerda" requer uma
atualização permanente desses conceitos. De todas as medidas propostas
desde o início de seu governo a que mais aproxima
Sarcozy de uma definição cristalina de direita, é a da criação do
Ministério da Imigração e Identidade Nacional. Veríssimo não tem
dúvidas: isso é direita da gema. É um projeto do
nacional-conservadorismo de Le Pen. Mas em outras medidas, inclusive no
plano internacional, como as nomeações de socialistas para o Fundo
Monetário Internacional, o governo Sarcozy se apresenta um pouco mais,
digamos, à gauche. A conclusão é que esquerda e direita precisam constantemente saber o que são, e o que não são mais.
· Zezo · 18:43 ·
sábado, 3 de novembro de 2007
Blog do Fred
Desde o dia 1º deste mes tem um novo blog na praça. Assim que puder boto o link aqui ao lado para acesso direto. Por enquanto digitem e inscrevam nos seus favoritos:
www.blogdofred.folha.blog.uol.com.br
Meu amigo Fred também se assina Frederico Vasconcelos. Nasceu na Athenas Pernambucana e fez carreira profissional em São Paulo, onde é Repórter Especial da FOLHA DE SÃO PAULO. Seu blog tem foco no Judiciário, aquele poder cujo funcionamento, mecanismos e razão de ser, é tão pouco conhecido dos brasileiros.
Quem visitar o Blog do Fred procure, no dia 3 (hoje), a primeira parte de um brilhante artigo intitulado Advogados, Juízes e Jornalistas: Afinidades & Divergências.
· Zezo · 21:46 ·
sábado, 3 de novembro de 2007
Puxa-saco é humilhado pelo vice-presidente dos EUA
O atual presidente do Perú, Allan Garcia, elegeu-se pregando o alinhamento com os Estados Unidos. Obediente e vassalo aos mandamentos da politica americana pensou que seria bem tratado pelos belicistas que estão no poder na América. Hoje, em Dallas, no Estado do Texas, o Vice-Presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney disse, numa palestra sobre política externa, que "o povo do Perú merece uma melhor liderança".
Eu também acho.
· Zezo · 20:52 ·
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Aliado de Bush fecha a Suprema Corte de seu pais.
O Ditador paquistanes, General Pervez Musharral, instalado no poder há vários anos pelos americanos, acaba de tirar do ar todas as televisões privadas do pais, de prender os juizes da Suprema Corte e de botar o Exército nas ruas. Podemos fingir acreditar que ele fez isso sem o consentimento de seus mentores e financiadores. Sendo apoiado pelos Estados Unidos ele pode fazer o que quiser e receber apenas recomendações de Condolessa Rice e uma ou outra crítica do governo americano. Afinal, é preciso disfarçar. Quem não pode escolher seu destino é o povo da Venezuela. Se aprovarem, - em plebiscito, - a reforma constitucional proposta pelo Governo sofrerão o fogo do inferno a maldição da Rede Globo e os discursos de Sarney da tribuna do mais legitimo, limpo e soberano parlamento do mundo, o Senado brasileiro.
· Zezo · 17:48 ·
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Tropa de Elite III, a missão
TROPA DE ELITE: Grito de Guerra ou Toque Fúnebre? ?
20/10/2007
Sérgio Longman
Será Tropa de Elite um retrato sem retoques do
Brasil? Se for, é possível imaginar que uma saída será
fundar um novo fascismo, para escaparmos do caos, da
barbárie, da violência, do crime organizado.
O filme, do diretor José Padilha, retrata a formação
e composição de um batalhão ? o BOPE, na Polícia
Militar, do Rio de Janeiro, para combater o tráfico,
como única forma de enfrentar essa guerra. A guerra
existe. Impossível negá-la, contestá-la.
A guerra é retratada sem nenhuma poesia: o baile é
funk, a música é um rap. Há algo de premonitório? Há
uma criança por nascer... Precisamente o filho do
capitão Nascimento (personagem principal)... Não será
um ?ovo da serpente??
Se, após o filme, o BOPE tem sido aplaudido por onde
passa, os jovens e adolescentes, do Rio, imitam os
gestos e expressões do Capitão Nascimento, o embrião
de uma organização, com características de uma seita
(com conotações fascistas), estão dadas e desejadas.
A pergunta é simples: quem é capaz de vencer a
guerra, quem pode nos livrar da barbárie? A resposta é
óbvia.
Toda a concepção do filme não é apenas realista,
real, mas absolutamente verdadeira. Não é um soco no
estomago do brasileiro, é um tiro de doze na cara. Um
filme indescritível. Irrespondível. Irrefutável.
Pode-se gostar ou não. Pode-se até discordar. Porém,
não há como negá-lo. O que se passa na tela é verdade.
Verdade, do começo ao fim. Tão honesto e tão
verdadeiro, que virou um fenômeno social e nacional,
em todas as camadas da sociedade.
Tudo é revelado, tudo é mostrado, todos os
personagens são absurdamente verdadeiros e fiéis. As
instituições, organizações e situações retratadas,
também. Nada é encenado, não há efeitos especiais, não
há atores e atrizes, nós somos os protagonistas o
tempo todo.
São nossas vidas, ali expostas, quadro a quadro. A
sociedade funciona conforme se desenrolam e se narram
os fatos: não há julgamentos, não se trata de um
libelo; não há discursos morais, também não há ironias
ou hipocrisias; não há exageros, não há reduções. Não
há ficção.
Por medo, conivência, por falta de ideais, por não
sei o quê, a sociedade rica, abastada e culta alia-se
e aliou-se ao crime. O traficante/usuário/bandido e o
usuário/traficante/pacifista formam uma mesma teia,
uma cobra com duas cabeças. Completam-se. Matam e
morrem. Confundem-se e nos confundem.
O filme é oxigênio puro, para um paciente
comprometido e que sofre dos pulmões; um bafo de ar
puro para um país poluído politicamente. Arte. Arte da
melhor qualidade. Arte, no melhor que a arte pode
fazer e oferecer.
Tropa de Elite é filme obrigatório a todos os
brasileiros, que querem, sonham e lutam por construir
um outro país.
Sérgio Longman ? advogado, e assessor da
Presidência da Fundação Joaquim Nabuco.
· Zezo · 21:10 ·
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
Além dos limites da insensatez
(Carlos Chagas - Tribuna da Imprensa)
Sem
dúvida perturbado pela confusão verificada no Oriente Médio, onde se
encontra, Fernando Henrique Cardoso declarou tratar-se de uma grande
insensatez a proposta de um terceiro mandato para o presidente Lula.
Para ele, seria antidemocrática a continuação do presidente no poder,
especialmente porque, sem deixar o Palácio do Planalto, disputaria mais
um período em condições excepcionais...
As declarações do ex-presidente ultrapassam os limites da insensatez. É o comandante da nau que navega por aí, não propriamente por opor-se ao continuísmo do Lula, mas porque tudo começou com ele. Quem, no exercício do mandato único para o qual foi eleito, rasgou a Constituição e obteve do Congresso, à custa da compra de votos, a permissão para reeleger-se? E sem precisar desincompatibilizar-se.
Vem agora o sociólogo e se insurge contra essa abominável proposta em andamento por aqui. Melhor faria se na Universidade de Tel Aviv, onde foi pronunciar palestra, dedicasse seu tempo a examinar como funciona bem em Israel a alternância no poder. Poderia, até, dar um pulinho a Jerusalém e visitar o Muro das Lamentações. Mesmo sem ser judeu, não lhe faria mal penitenciar-se pelo golpe vibrado em nossas instituições, em 1995.
Em tempo: - O autor deste blog (blog tem autor?) é contra a reeleição. Não à reeleição de Lula ou de outro que fosse Presidente. O autor deste blog é contra a instituição da reeleição.
· Zezo · 1:01 ·
sábado, 3 de novembro de 2007
Dica de Brasília
Uma das coisas mais bonitas de Brasília é a capelinha do Ministério das Relações Exteriores, à noite, quando se apagam todas as luzes do Palácio do Itamarati e só a capela fica acesa. Vale a pena passar em frente e fazer uma oração. Principalmente para quem vem dos bares, para quem vem da noite.
· Zezo · 20:36 ·


