Maio de 2007
quarta-feira, 30 de maio de 2007
BLOG
De novo, a venda do sofá.
O Presidente Hugo Chaves, da Venezuela, esperou muito tempo para
fazer cumprir a lei de seu país. E quando o faz, agora, é de forma
canhestra.
Deveria ter punido os responsáveis pelo Golpe de Estado que visava
o fim da Democracia na Venezuela tão logo reassumiu suas funções
constitucionais. Ao invés disso deixou essa gente solta e resolveu
punir toda a sociedade venezuelana.
Embora cumprindo a lei e decisões da justiça Hugo Chaves atingiu
uma pessoa jurídica, uma empresa, cujos empregados, em sua maioria, e
os usuários de seus serviços, nada tiveram com o crime de lesa-pátria
que foi praticado pelos dirigentes e aderentes. A empresa punida tem
uma concessão de serviço público..
É como se deixar solto Zuleido Veras e seus comparsas da Operação
Navalha e proibir a Gautama de continuar existindo, punindo, assim,
empregados e beneficiários de suas obras e de seus serviços
(superfaturados). A empresa Gautama executa obras públicas e possui
concessões de serviços públicos.
Ainda bem que isso não ocorre no Brasil. E se acontecer não tem
problema porque fechar empresa e cercear suas atividades, mesmo no
cumprimento da Constituição, da lei e de decisões judiciais, só é
atentado à democracia na Venezuela. Plim, Plim.
· Zezo · 8:14 ·
domingo, 27 de maio de 2007
Eu sou a Mundial. Je suis la Mundial
No Rio de Janeiro dos anos 70 uma emissora revolucionava a
programação musical de todas as rádios, que passaram a imitá-la de
norte sul do País. Era a Rádio Mundial.
Mesmo tendo os "clones" locais todo mundo queria escutar a Mundial.
Em Recife o pessoal ia para os bares de Aldeia, hoje um bairro, único
lugar alto de uma cidade ao nível do mar, para conseguir o melhor sinal
e a qualidade do som.
Foi com a programação da Mundial que aprendi o que era um Disc
Jockey, o sujeito que fazia a programação musical da emissora. O mais
famoso Disc Jockey da época era o Big Boy, que criou fama nacional e
valorizou a profissão que hoje se chama "Dí Jêi".
Em Brasília nos anos 80 o Disc Jockey mais famoso era o Diógenes, o
nosso Didi. É ele quem vai assinar a sua Memória Musical. Sua coluna,
ou melhor, seu espaço, aqui no ALMANAQUE poderá ter outro título que
não seja esse. Isso fica a critério dele. Mas eu gosto muito de Memória
Musical. Nessa primeira aparição Didi dá uma de Tiete do nosso Alceu
Valença. Vamos lá:
Valeu Alceu!!!
Conheci Alceu Valença em 1977. Voltava da UNB para almoçar em casa
e no caminho ficava o SESC da 913 Sul. E era de lá que vinha o som alto
que, nesse dia, me chamou a atenção e me fez parar o carro e espiar.
Havia um auditório com capacidade para setenta e cinco pessoas sentadas
e um pequeno palco. E Alceu estava lá, acompanhado do guitarrista Ivson
Wanderley - o Ivinho - fazendo a passagem de som do seu primeiro show
em Brasília. Cabeleiras beirando a cintura, jeans e camisetas
"surradas", chapéus de couro e botas de cano alto; pareciam cangaceiros
do rock'n'roll. Me sentei na última fila de cadeiras naquela sala vazia
e fiquei ali, ouvindo maravilhado aqueles dois "malucos" tocando uma
música diferente dos padrões da MPB da época. Fusão da melhor
qualidade. Maracatu com rock. Luiz Gonzaga e Jethro Tull. Foi a
primeira vez que ouvi "Papagaio do Futuro" e "Sol e Chuva", dois
clássicos do BRock. Resultado: me juntei a eles, fazendo às vezes de
operador de áudio, assessor de imprensa e motorista. Naqueles dias,
mais dois pratos foram colocados à mesa do almoço na casa de meu pai.
Na semana seguinte fizemos, a bordo de um "fuscão preto", o circuito
universitário de Goiânia. Dias inesquecíveis. Valeu Alceu!!!
· Zezo · 19:41 ·
terça-feira, 22 de maio de 2007
Aviso aos Navegantes
Paula Cavalcanti é jovem, mas já possui uma historia de vida
fantástica! Depois de aprovada em dois concursos públicos, fez uma
opção bem ao estilo de seu texto: livre, leve e solto, e foi trabalhar
no meio do mar. Passa a maior parte do tempo "embarcada". Ela vive numa
imensa plataforma de petróleo e é de lá que nos envia suas mensagens.
Paula aceitou colaborar com nosso projeto e a assumir esse espaço
intitulado "Aviso aos Navegantes". Mas não dá mais para esperar por
esse mítico ALMANAQUE. E Segurar essa colaboração de Paula seria
egoísmo de minha parte.
Numa plataforma, uns 100 homens e duas ou três mulheres
compartilham a área de 60 x 70 metros, em vários níveis, com os mais
pesados, bizarros e caros equipamentos para perfuração e produção de
poços de petróleo. Paga-se uns 200 mil dólares por dia de aluguel de
uma plataforma estrangeira, fora salários, produtos químicos,
equipamentos especiais e víveres.
O barco do rancho não pode atrasar. Nem as ondas altas e
tempestades de setembro impedem a navegação, pelo menos 12 horas. Comer
é quase todo o lazer a bordo, especialmente nas unidades onde o sex hot
foi cortado. São servidas 4 refeições e 4 lanches por dia. Quem
trabalha à noite toma café da manhã às 5 da tarde e janta às 6 da
manhã, e tem que ter todo tipo de comida.
Frutas e verduras frescas nem sempre resistem até o próximo rancho, mas
só os cardíacos e gastropáticos reclamam da falta de mamão. A
prateleira de pães, repleta de biscoitos e bolos recheados fica ao lado
da geladeira das sobremesas: compotas, pudins, tortas e cocadas. O
freezer dos sorvetes recebe a visita de cervejas sem álcool aos
domingos, que é o dia internacional do churrasco na Bacia de Campos. A
feijoada é aos sábados.
E não adianta manter-se afastado do refeitório: é fácil encontrar
bandejas de biscoitos e geladeirinhas com refrigerante nas salas
coletivas. Come-se socialmente, para acompanhar o colega que acabou de
acordar, ou para matar o tempo ocioso. Come-se para prestigiar o
cozinheiro, que se esmera pra agradar brasileiros e 'gringos'. E quem
puder que se segure pra ganhar pouco peso. Eu já relaxei: minha meta é
engordar apenas 1 kg por embarque, é melhor fazer dieta em terra, que o
estresse de se controlar a bordo é muito maior.
Paula Cavalcanti
· Zezo · 8:42 ·
segunda-feira, 21 de maio de 2007
Ainda o ALMANAQUE
O ALMANAQUE teria e, enquanto não chega, o blog terá uma seção
voltada para a literatura e poesia. Serão críticas, comentários,
indicações e, sempre que possível, a publicação de textos. Há uma
novela pronta e "engatilhada" para ser publicada em capítulos semanais,
à moda dos antigos folhetins.
Eduardo Lucena é um escritor pernambucano que vive, pode-se dizer,
recluso. Tem livros publicados e uma grande produção enfiada pelas
gavetas. São contos, poemas, e por ahí vai. Últimamente é difícil
encontrá-lo. Ele tem se dedicado, quase que exclusivamente, a escutar a
obra do compositor João Sebastião Ribeiro. É assim que ele se refere ao
mestre Johann Sebastian Bach.
Dividirei com Eduardo Lucena a responsabilidade da seleção de temas
e de textos dessa seção. Em princípio todas as segundas-feiras
estaremos aqui. Para iniciar publicamos esse trabalho de sua própria
autoria:
O PEIXE
"Os rios de Babilônia
correm, e caem, arras-
tam."
Pascal
Mergulhou dentro de si, no
Mais fundo, como quem entra num rio:
À superfície, águas límpidas;
Um pouco mais submerso, e elas começam a tur-
var-se; Lá embaixo: uma fétida e negra la-
ma.
A si mesmo se enojava.
Emergiu e, peixe, resolveu vi-
ver à tona d' água, sorrindo para os outros,
apavorado consigo.
Eduardo Lucena
· Zezo · 8:45 ·
domingo, 20 de maio de 2007
"Me inclúa fora dessa"
Foi grande a expectativa que antecedeu a divulgação da lista de
convocados para a seleção. Dunga ainda vai matar muita gente do
coração. Todos queriam ver seus nomes na lista ou o nome de seus
ídolos. Os jornais disputam a publicação dos aprovados nos
vestibulares. O Diário Oficial divulga os aprovados em concursos
públicos. Ter o nome naquelas listas é a alegria e a redenção de muitas
famílias. A lista de promoções da carreira militar e da careira
diplomática define os rumos daquelas corporações. Cada militar e cada
diplomata quer seu nome impresso em letra de forma. Mas a lista que a
Polícia Federal pretende divulgar amanhã com os nomes dos demais
envolvidos nas falcatruas do orçamento da União vale ouro. Vale tanto,
ou mais, que os valores investigados. E tem muita gente trabalhando
duro para não ser incluido.
· Zezo · 12:39 ·
domingo, 20 de maio de 2007
Nós as laranjas...
O espetáculo promovido pela prisão de figurões e a discussão de
quem deve ou de quem merece ser preso faz a gente esquecer o que estava
sendo investigado pela Polícia Federal nessa operação "gillete". Tinha
gente pegando o meu, o seu, e o dinheiro do Ancelmo Góes para uso
próprio. A investigação desse fato é mais importante do que as prisões.
Mas a Assembléia Distrital de Brasília não deu a mínima para isso. Sua
preocupação é liberar ràpidamente seu "elemento" preso antes que ele
comece a falar. Segundo alguns, podem haver respingos no Senado (-eu
disse respingos?!!!!-)
· Zezo
domingo, 20 de maio de 2007
ALMANAQUE
Perdí a paciência. Não vou mais esperar a "diagramação" do ALMANAQUE. Continuarei a trabalhar aqui neste espaço.
Tenho comigo algumas colaborações que me foram enviadas e começarei a publicá-las hoje mesmo. A sorte está lançada...
· Zezo
domingo, 20 de maio de 2007
O que veio para ficar?
Reforma política, reforma tributária, reforma da previdência, reforma trabalhista
Alguns dados apontam uma melhora na distribuição da renda nacional.
Outros dados registram a diminuição do fluxo migratório do nordeste
para o centro sul. José Serra começa a enxergar o País além dos limites
de seu Estado. A economia cresce, o câmbio é livre, apesar da FIESP, e
a inflação parece que já não assusta. A Polícia Federal não tem dado
tréguas nem a ela mesma. Arnaldo Jabor e Gabeira vociferam. Mas o
Congresso segue votando o PAC. Nisso a construção civil cresceu 71%. Só
a violência não acaba. O que está acontecendo se nenhuma das reformas
preconizadas foi sequer iniciada?
· Zezo · 6:56 ·
quinta-feira, 17 de maio de 2007
O sapateiro
Realmente os tempos estão difíceis no campo da ética. Ou será dos
costumes? Ou será no campo da administração pública? Está impossível
compreender. Tem um artísta que faz propaganda de bebidas alcóolicas e
a apologia do álcool que agora está pautando a discussão do que é
próprio e do que é impróprio na saúde pública do Pais. E vai além:
determina quem é competente e quem é incompetente nessa aéra. Ao que
tudo indica ele deixou de lado seus intereses comerciais menores, ora
bebendo uma marca, ora cobrando um trago de outra, para dedicar-se de
corpo e alma ao bem estar daquele tal povo brasileiro. Resta saber se
estava sóbrio quando falou.
· Zezo · 8:47 ·
segunda-feira, 14 de maio de 2007
Não percam a esperança. O ALMANAQUE vai sair do prelo a qualquer momento

· Zezo · 19:50 ·
segunda-feira, 14 de maio de 2007
Para não esquecer Abu-Gabri e Guantànamo
Todas as ditaduras são abjetas - A morte de Stuart Angel
Num 14 de maio, há 36 anos, foi assassinado Stuart Angel, filho da estilista Zuzu Angel.
Há os que, no Brasil, afirmam que nossa ditadura foi mais light, comparada a outras do período.
Para mostrar que todas as ditaduras são igualmente asquerosas,
indefensáveis e absolutamente abjetas, basta ver como Alex Polari de
Alverga, preso político na época, narrou o que aconteceu a Stuart na
Base Aérea do Galeão:
"Na noite de 14 de maio, fui torturado ao lado de Stuart. Num dado
momento retiraram o capuz que usava e pude vê-lo sendo espancado depois
de sair do pau-de-arara. À tarde, tinha ouvido um alvoroço no pátio.
Havia barulho de carros, acelerações, gritos e uma tosse constante de
engasgo, que sucedia às acelerações. Consegui olhar pela janela da
cela, que ficava a uns dois metros do chão, e me deparei com uma cena
difícil de esquecer: junto a torturadores, oficiais e soldados, Stuart,
já com a pele semi-esfolada, era arrastado amarrado a uma viatura e
obrigado, com a boca quase colada ao cano de descarga, a aspirar gases
tóxicos. Essa era a causa da tosse."
O corpo de Stuart nunca foi encontrado. Há informações de que teria sido atirado ao mar na Restinga de Marambaia.
gillete-press do blog do mello
· Zezo · 11:13 ·
sábado, 12 de maio de 2007
Em tempo
Faz dois dias que terminou a apuração das eleições presidenciais no
Timor Leste. Venceu o Prêmio Nobel da Paz José Ramos Horta. Até este
momento nenhuma notícia de "quebra-pau" pelas ruas. E lá a coisa não
costuma ser tão pacífica quanto na França.
· Zezo · 16:24 ·
sábado, 12 de maio de 2007
Por uma graça alcançada
O titular deste blog e sua família agradecem ao Menino Jesus de
Praga e ao beato Pedro Paulo Domingues por essa graça alcançada: -
quando tudo parecia perdido e o desespero tomava conta de nossas almas,
depois de dois meses de muita luta, despesas, tempo perdido e de
estresse absoluto para cancelar uma linha telefônica da NETFONE
(61-32034250), depois de esperas intermináveis, de inúmeras "quedas de
sistema", depois de várias transferências não completadas e de ter que
escutar todas as propagandas dos bons serviços prestados pela NET
(imaginem!) e as gravações em "gerundês", e tendo que passar por
ANATEL, por EMBRATEL e PROCON, finalmente, ontem, após fazer ameaças de
denunciar a NET à máfia dos bingos, digo, à justiça, nossas preces
foram ouvidas e o atendente Jonathas, do número 40047777, comunicou que
em cinco dias, no máximo, irão "estar cancelando" a linha. Aleluia!
· Zezo · 15:24 ·
quinta-feira, 10 de maio de 2007
10/5/2007
faça o que eu digo. não faça o que eu faço
Muito triste a situação desses países sem experiência democrática.
Faz cinco dias que a violência se espalha pelas ruas de Paris porque o
povo de lá não aceita o resultado da eleição presidencial, tida como
limpa e democrática.
Só nos resta esperar que o Timor Leste dê um bom exemplo a esses
franceses. A qualquer momento sai o resultado da apuração da primeira
eleição para Presidente daquele país.
· Zezo · 9:53 ·
quarta-feira, 9 de maio de 2007
09/5/2007
abre as asas sobre nós
Para mim há um problema de foco na discussão da liberdade de
imprensa e que ontem foi tema de Conferência na Câmara dos Deputados.
Tradicionalmente contrapõe-se a liberdade de pensamento a uma ação de
governo, ou de um governo autoritário. Ao me posicionar ao lado dos que
não aceitam limites à liberdade de informar, de opinar e de discutir os
fatos, preocupo-me com os limites que são estabelecidos por outras
formas de poder. O controle econômico do veículo de comunicação, por
exemplo. Os interesses econômicos dos grupos empresariais sao tão
importantes para identificar os limites do que é publicado quanto a
censura politica. A situação chegou a um tal ponto que já dá para saber
o que um jornal vai publicar e o que não irá publicar. Basta conhecer a
situação econômica da empresa e suas -verdadeiras- fontes de recursos.
Já é possível conhecer o tom, agressivo ou sereno, que os articulistas
se utilizarão para comentar determinado fato, dependendo do jornal para
o qual escrevem. Essa relação mudou o perfil da profissão e o caráter
do jornalismo. Não é mais possível limitar-se à discussão clássica do
poder político contraposto à liberdade - fundamental - de imprensa.
Vale a pena, também, uma reflexão sobre o que disse o ministro Sepúlveda Pertence sobre a nova imprensa que atua no Brasil.
08/05/2007
Ministro diz que imprensa condena em uma semana
O ministro Sepúlveda Pertence, do Supremo Tribunal Federal (STF),
afirmou nesta terça-feira (8) que a imprensa brasileira 'julga e
condena em uma semana'. 'A imprensa acusa, julga e condena em uma
semana e o Judiciário não pode fazer isso. E vem então a cobrança da
impunidade', disse.
O ministro ressaltou ainda que somente a ditadura agia de maneira
semelhante. 'Na verdade, quem acusava, julgava e condenava em 24 horas
não era da geração de vocês (jornalistas). Eram os atos institucionais,
era a ditadura', afirmou. 'A liberdade de imprensa tem um preço da
responsabilidade de imprensa. E ao Judiciário cabe o papel antipático
de, às vezes, ter que impor essa responsabilidade', disse.
Pertence falou aos jornalistas após a abertura da 2ª Conferência
Legislativa sobre Liberdade de Imprensa, que está sendo realizada na
Câmara dos Deputados. Informações do Portal G1. (blog do magno martins)
· Zezo · 7:07 ·
terça-feira, 8 de maio de 2007
08/05/2007 - I -
ségolène de burka na tour eiffel
Os franceses deram para se sentir minoria oprimida em seu próprio
país. Reclamam de uma agressão cultural a seus valores mais caros,
especialmente àqueles insculpidos a ferro de guilhotina em sua
história: liberdade, igualdade e fraternidade. Durante muito tempo ao
invés de integrarem a população de suas ex colônias, e de outras
origens, à sua comunidade, aos seus costumes e à sua verdadeira
economia, incentivaram o isolamento cultural, o apartamento social e o
aviltamento econômico dos "paus de arara" lá deles. Quando essas
comunidades de migrantes, isoladas socialmente - pois vivem em
subúrbios ou em cidades dormitórios - ;afirmadas culturalmente - pois
mantém seus símbolos e seus costumes, inclusive religiosos num estado
laico - ; e excluídas economicamente - porque são a mão de obra barata
-, tornam-se visíveis os franceses percebem que estão perdendo terreno.
Só lhes resta criar países "independentes" em seu próprio território,
como fizeram no processo de colonização ou votar numa direita que
obrigue o visitante a renunciar a satanás.
· Zezo · 16:15 ·
sábado, 5 de maio de 2007
Sábado I
Tudo virá a seu tempo
Artistas não podem ser contrariados. Nem trabalham sob pressão.
Desde a quinta-feira da semana passada espero a conclusão do desenho do
ALMANAQUE. O profissional não retornou meus chamados. Torço para que
ele esteja trabalhando na obra. Só nos resta esperar...
Peço a compreensão e a paciência de todos vocês. Enquanto isso seguem as primeiras notas pós silêncio.
Sábado II
Auto-regulamentação é pouco
Conseguí ver São Paulo! Estive lá essa semana. Já é hora de elogiar
o Prefeito ou a Câmara de Vereadores. A lei municipal que disciplinou a
propaganda visual limpou a cidade. A gente costuma criticar os
políticos e os responsáveis pela coisa pública. E costuma perdoar e não
enxergar outros segmentos e organizações da sociedade que agem em
desrespeito ao cidadão. Colaram uns cartazes ameaçando o prefeito com
represálias, caso ele não libere a indisciplina dos "out-doors" e
outras aberrações. As agências de publicidade, as gráficas, os
condomínios e outros segmentos querem seus anúncios expostos sem a
menor consideração pelo espaço de cidadania e pelo ambiente cultural.
Sábado III
Viva a barreira dos 999 - no passarán !
Este fim de semana é de muito futebol. São finais de campeonatos. É
a época de acertos comerciais entre times e patrocinadores e de
negociações entre clubes e jogadores. Estou pensando em assistir aos
jogos pois faz tempo que não acompanho futebol. Perdi a empolgação
quando se iniciou o culto à malandragem. Aquela história de fazer vista
grossa ao que o sujeito faz fora do campo. - Basta que faça gols e dê a
vitória ao time. Não consigo ver as coisas dessa maneira. E o que
atletas e o próprio esporte representam, isso não vale nada? Pois estou
torcendo que chegue o fim da era Romário, Edmundo, Marcelinho Carioca,
Viola e tudo de ruim que eles representaram no campo da ética.
Sábado IV
Terão feito as paze$$$ ?
O Jornal Nacional de ontem mostrou a vitória da oposição. Agora vem
a CPI contra Lula, a CPI do caos dos aeroportos. Noticiou também a
intenção dos partidos de oposição de retomarem seus mandatos, perdidos
para os parlamentares que aderiram ao governo. Mas logo em seguida
mostrou Lula discursando pela liberação das hidrelétricas e dizendo que
vai ao Papa mas não deixa faltar energia na nossa casa. Ou seja, Lula
só faltou dizer que não vai acontecer o que houve "naquele outro
governo". Em seguida entrou uma boa notícia: diminuiu prestação da casa
própria para a classe média. Para fechar com chave de ouro o JN
divulgou a quebra de patente para baratear o remédio contra AIDS.
Queria contratar o DataGóis do Ancelmo para avaliar qual dessas
notícias interessou mais à população.
Sábado V
Mão à palmatória
Tem razão o amigo Eric Carrazoni em seu comentário a nota "Segunda
I" deste blog. Critiquei quando a mídia deu todo destaque aos 32
americanos mortos por um coreano numa universidade sem dar o mesmo
destaque nem o mesmo tratamento às centenas de iraquianos assassinados
pelos americanos e pelos iraquianos treinados pelos americanos. Eu
podia ter citado as centenas de brasileiros que são vítimas da
violência todos os dias e que são tratados pela mídia como simples
estatísticas de fim de semana.
Sábado VI
Buemba, buemba ou pura paranóia?
Lula reuniu-se a portas fechadas com o Presidente da Argentina,
Néstor Kirchner. Nem os Chanceleres participaram das conversas. Só os
tradutores, e estes devem ter sido sacrificados após o encontro. Logo
depois ele começou a falar na retomada do programa nuclear...
Sábado VII
Essa é totalmente local
O governo de Brasília entrou na luta contra as VANS. Parabéns. É
preciso prender quem exerce essa atividade criminosa. Já mataram muita
gente e todos os dias provocam o caos no trânsito da cidade. Se não
prender eles retornam ou encontram novas formas de agir. Em Recife o
Prefeito João Paulo garantiu muitos votos para sua reeleição porque
enfrentou a máfia das Kombis. É preciso lembrar que a população precisa
de transporte seguro e eficiente, e não dessas máquinas de moer gente e
de provocar acidentes.
· Zezo · 17:48 ·

