Julho de 2007

por José Campello Neto última modificação 13/07/2008 12:03

 

segunda-feira, 30 de julho de 2007




André Petry

Por incrível que pareça, o "apartheidcovil" (Veja) ainda não expulsou todos os seres pensantes do seu "cast". O jornalista André Petry destoa do tom panfletário daquela publicação e dá um banho de competência e de equilíbrio na edição nº 2019

 

· Zezo · 15:08 ·


 

 

 

segunda-feira, 30 de julho de 2007



Do mesmo Padre Manuel Bernardes, de quem divulgamos O FRADE DE TREZENTOS ANOS, apresentamos, segundo recomendação de Eduardo Lucena, a LENDA DOS BAILARINS


 

 

 

>LENDA DOS BAILARINS
No anno da salvação humana 1012, imperando Henrique II, sucedeu em Saxônia, que um sacerdote por nome Ruperto, presbytero da igreja de S. Magno Martyr, havendo começado a celebrar a primeira missa da noite de Natal, não podia proseguir, por se achar distrahido com os estrondos de um baile que alli perto se fazia. E era, que um homem plebeo por nome Otherio, com outros quinze companheiros, e três mulheres, dançando, e cantando todos junctos no cemitério, faziam notável ruído. Mandou-lhe pois o sacerdote dizer, pelo sachristão, que se quisesse aquietar; porque não era aquelle o modo agradável a Deus de festejar noite tão sancta; e zombando elles do recado com risadas, e dichotes, como gente de pouco intendimento, e menos temor de Deus, o sacerdote, accendendo se em zelo da honra divina, e do decocoro, que a seo ministro sacerdotal se devia, disse: -- Praza a Deus, que um anno inteiro bailem sem parar! Caso estupendo, ainda somente ouvido, quanto mais visto! A bôcca do sacerdote o disse, e a mão do omnipotente assim o executou. Amanheceu, e anoiteceu o seguinte dia, e elles a bailar! Introu a roda de novo anno, e elles sem sahirem da mesma roda da sua dança! Passou um mês, e outro mês; accudia a gente attonita com tão raro espetáculo: dançando os achava, e dançando os deixava! Perguntavam-lhes uns uma cousa, e outros outra; a nada respondiam, nem attendiam: o seo destino, a sua tarefa que continuavam com incessante diligencia, era só andar á roda, uns atrás dos outros, seguindo aos que os guiavam, e todos instigados do aguilhão d`aquella praga do sacerdote. Não comiam, não bebiam; não mostravam cançasso, não se lhes gastou o calçado, nem se lhes rompeu o vestido, nem cahiu sobre elles chuva. Da continua pista, ou calçadura, sumiram-se pela terra até mais acima dos joelhos: a si mesmos parece, que intentavam sepultar-se vivos, ou abrir caminho por onde descessem a dançar ao inferno. Quis certo mancebo tirar da roda a uma das três mulheres, que era sua irmã. E pegando-lhe do braço com violência, este lhe veiu na mão, desmembrado do corpo, como se de uma pedra de linho separasse fora alguma estriga; ou mettendo a mão na massa lêveda trouxesse algum pouco no punho. E ella, como se o braço fosse alheio, nada disse, nem gemeu, e foi proseguindo a dança do seo fado, sem da ferida manar sangue! Finalmente ao cumprir-se o anno, pelo natal de 1013, veiu áquelle logar S. Heriberto, arcebispo de Colônia, e os absolveu da maldição; e introduzidos na igreja, os reconciliou com Deus. As três mulheres, como sexo mais fraco, espiraram logo, pouco tambem duraram alguns dos homens, dos quaes se diz, que, depois de mortos, obrou Deus, por elles alguns milagres: como significando o perdão de seus peccados, que por meio de tão custosa penitencia tinham alcançado. Os mais que sobreviveram, sempre com o tremor de membros, e espanto dos olhos, mostravam bem o terrível caso, que por elles havia passado. E cada um d´elles era uma estatua do escarmentp, erigida para protestação da reverencia, que se deve aos mysterios, aos ministros, e aos logares sagrados.

 

· Zezo · 12:38 ·


 

 

 

sábado, 28 de julho de 2007



Vai poder trabalhar?

Embolou a sucessão: Serra, Ciro e Aécio estão preocupados com o sucesso de Jobim.

 

· Zezo · 22:41 ·


 

 

 

sábado, 28 de julho de 2007



Não posso aceitar o perdão que é dado pela oposição a diversas categorias e a pessoas responsáveis por desmandos da administração pública. Para ganhar espaço político às oposições só interessa botar a culpa dos erros e desmandos no governo enquanto ente político e na pessoa do Presidente da República. Esse tipo de crítica dá espaço na mídia e conquistas eleitorais. Tenho insistido aqui neste blog na responsabilidade dos controladores de vôo no acidente do boeing da GOL. A responsabilidade das companhias aéreas sobre o cáos que se instalou no País é evidente. Mas à oposição só interessa atacar o governo. E ao atacar o governo encobre a responsabilidade de muitos órgãos, repartições e pessoas do próprio governo que fogem de suas responsabilidades. Para completar, não aceito a tese da "obediência devida". Essa tese não é mais aceita desde os julgamentos de Nüremberg. Os responsáveis devem ser identificados. Os responsáveis devem ser punidos. Mudança de Ministro, demissão de dirigentes, abalo na imagem do Presidente da República, nada disso pode servir para encobrir a responsabilidade de cada um dos envolvidos no cáos e nas tragédias e nos maus tratos à população, sejam pilotos, sejam donos de companhias aéreas, sejam dirigentes de estatais ou de agências reguladoras, seja a balconista ou a comissária de bordo; quem quer que seja.

Esse depoimento que reproduzo adiante causou-me indignação. E não adianta o PSDB botar a culpa no Lula. É preciso identificar as pessoas que participaram dessa violência. Não se pode permitir que essas pessoas se escondam por trás de uma crise. Elas são parte da crise. E são também responsáveis por ela. Essas enfermeiras, os seguranças e os funcionários da TAM têm que ser identificados e punidos. Leiam:

"Para desabafar escrevi este texto e quero que meus amigos e amigas o leiam.

INFRAERO: total desgoverno

O desgoverno da Infraero invadiu até o posto de saúde por eles mantido no aeroporto de Guarulhos. Nestes tempos em que passageiro é inimigo à vista imaginem os leitores a ameaça que representa uma passageira tetraplégica, sem fala e se alimentando por sonda para as jovens da TAM despreparadas para tratar com o público sofredor como vimos na tragédia do dia 17 de julho que uniu em desespero Porto Alegre e São Paulo. A impressão que nos dá é que a preparação do pessoal de terra das Companhias de aviação se resume a cuidar dos cabelos e da maquiagem. No dia 2 de julho viajei com minha filha, com as seqüelas de um AVC descritas acima, para o Hospital Sarah de Brasília.

Depois de vários encontrões em sua cadeira de rodas perguntei a uma das bem penteadas jovens se não havia um lugar mais resguardado para esperarmos a hora do vôo. Ela nos encaminhou para o Posto de Saúde da Infraero. Cinco pessoas conversavam animadamente lá dentro do pequeno espaço. Duas vestidas de enfermeira imediatamente se levantaram para barrar nossa entrada. Reagi e entrei sob protesto, apupos e desaforos do animado grupo. Chamaram os seguranças. Quando eles chegaram os impropérios contra mim aumentaram. Disse para um dos seguranças:

- O senhor esta vendo o que estão fazendo comigo? Ele respondeu:

- Eu não estou vendo nada, a senhora feche a boca. Fechei, mas não sai do Posto de Saúde. Na ânsia de me ofenderem chegaram a dizer que me filha estava doente por causa da maldade da mãe. As agressões foram tantas que na frente dos seguranças eu disse à mais histérica:-
Você está me agredindo para ver se eu perco a calma e bato em você para os seguranças me prenderem . Não adianta, nunca bati em ninguém. Aí ela redobrou os desaforos.
- Venha que eu quebro sua cara, disse. Foi este o tom do tratamento que recebi. Consegui um formulário de reclamações e para preenchê-lo fui ver os nomes das três mais ferozes mulheres. Elas deram gargalhadas, esconderam e retiraram posteriormente os crachás ridicularizando de mim. Quando fui entregar o formulário no serviço de informações a moça mandou que eu o colocasse dentro de uma urna que poderia ser aberta por qualquer um. Quando argumentei isto ela riu de mim e disse ironicamente:

- Espere pela resposta.

Claro que não houve nem haverá resposta.

Aliás, no Posto de Saúde não havia médico nenhum quando entramos. Depois de uma hora, ao sairmos, o Posto estava deserto. Apenas um jovem que não estivera na briga me ajudou com minha filha na cadeira. Avistei de relance numa das salas um homem com aparência de médico lendo jornal. Até o Posto Médico da Infraero é sacrificado pelo empreguismo, pelo despreparo, pela preguiça, pela má vontade de funcionários que cometem violências verbais contra os passageiros e os ameaçam chamando seguranças.

Li nos jornais, com alívio, que vão demitir o diretor da INFRAERO.

Tem mais, desta vez sobre as empresas aéreas. Dizem que existe uma lei que obriga os tetraplégicos a viajarem de avião em maca, pagando nove passagens, pois a maca vai montada em cima de nove poltronas. É terrível o embarque. Quando preciso levar minha filha para o Sarah de Brasília entro em pânico, pois ninguém tem experiência em montar a maca ou transporta-la para dentro do avião o que é feito pelas escadas e não pelo finger. Ela já havia viajado duas vezes na poltrona, indo na cadeira de rodas pelo finger , antes de descobrirem esta Lei que ninguém me diz o numero nem onde encontrar o texto.

O curioso é que na terça feira, dia 24 de julho, voltando de Brasília a TAM cancelou nosso vôo das 9,10. Teríamos que esperar até 10,40 para tentar outro, mas tinha vaga no avião das 8,30 se ela fosse na poltrona porque não havia tempo de montar a maca...Ela veio sentada de modo muito mais confortável do que na maca embora tenha pago as nove passagens. É uma vergonha e um assalto ao bolso dos passageiros com necessidades especiais.

Ana Mae Barbosa"

 

· Zezo · 11:31 ·


 

 

 

quarta-feira, 25 de julho de 2007


Rima pobre

O acidente com o avião da TAM abafou o PAN e escondeu o Renan

 

· Zezo · 5:09 ·


 

 

 

quarta-feira, 25 de julho de 2007

quarta-feira, 25 de julho de 2007

A programação do ALMANAQUE era publicar, na sequência, na sessão de poesia e literatura, um segundo texto do Padre Manuel Bernardes intitulado a A Lenda dos Bailarins. Esse texto virá. Mas no momento, e o momento é de comoção, Eduardo Lucena nos envía o seguinte:

Esse texto representa, nesse momento a minha homenagem aos mortos, que são centenas, do desastre aéreo de ontem, 17 de julho de 2007 (*). É uma oportunidade de evocação de Jorge de Lima, poeta graúdo que o Brasil esqueceu. Com as condolências do Eduardo Lucena.

(*) Eduardo Lucena nos envia seus textos pelo correio aéreo. As datas, portanto, podem não coincidir com as referências.


 

 

O GRANDE DESASTRE AÉREO

DE ONTEM

 

Para Portinari

 

 

VEJO SANGUE no ar, vejo o piloto que levava uma flor para a noiva, abraçado com a hélice. E o violinista em que a morte acentuou a palidez, despenhar-se com sua cabeleira negra e seu estradivárius. Há mãos e pernas de dançarinas arremessadas na explosão. Corpos irreconhecíveis identificados pelo Grande Reconhecedor. Vejo sangue no ar, vejo chuva de sangue caindo nas nuvens batizadas pelo sangue dos poetas mártires. Vejo a nadadora belíssima, no seu último salto de banhista, mais rápida porque vem sem vida. Vejo três meninas caindo rápidas, enfunadas, como se dançassem ainda. E vejo a louca abraçada ao ramalhete de rosas que ela pensou ser o pára-quedas, e a prima-dona com a longa cauda de lantejoulas riscando o céu como um cometa. E o sino que ia para uma capela do oeste, vir dobrando finados pelos pobres mortos. Presumo que a môça adormecida na cabine ainda vem dormindo, tão tranqüila e cega ! Ó amigos, o paralítico vem com extrema rapidez, vem como uma estrela cadente, vem com as pernas do vento. Chove sangue sobre as nuvens de Deus. E há poetas míopes que pensam que é o arrebol.

 

· Zezo · 4:05 ·


 

 

 

quarta-feira, 25 de julho de 2007

quarta-feira, 25 de julho de 2007


Massa de Manobra

As imagens obtidas de maneira clandestina do gabinete particular do Assessor Especial da Presidência da República são reveladoras de uma guerra sem fronteiras e sem qualquer limite ético e humanitário entre governo e oposição.
Em que aqueles gestos contribuíram para a solução dos problemas da segurança dos vôos? E em que a divulgação daquelas imagens contribuem para resolver problemas de infra-estrutura aeroportuária?
- Em nada !
Os gestos e a divulgação das imagens fazem parte de um jogo bruto, fazem parte do embate entre forças políticas. Não dizem respeito ao acidente do Airbus da TAM nem às dificuldades por que passam usuários de transporte aéreo. É preciso repetir: nem os gestos nem a gravação clandestina tratam das nossas dificuldades. São parte dessa impatriótica luta de poder.
O que se vê nas imagens são os passos de um ritual pagão executado pelo sub do sub, como diria Lula, que é o chefe do chefe. As imagens também não mostraram gestos educados do apenas sub, Assessor Marco Aurélio Garcia. Ninguém apareceu tirando meleca do nariz, é claro, mas as cenas lembram o famoso e cruel "Fradim Baixin", personagem de Henfil, quando arrasava com a fé e a pureza do "Cumprido", o personagem bom caráter daquela história.
Acontece que o ritual de dança e aqueles gestos com as mãos são indicativos de que alguém se top, top, top. E quem seria esse alguém? A quem se dirigiam os gestos? Sabe-se que a leitura labial permite identificar o Assessor referindo-se a uma poderosa rede de televisão, verbalizando aquilo que os gestos representam. Teria sido, portanto, uma vitória do governo sobre a oposição em mais uma batalha dessa guerra sem fim.
E no meio dessa guerra estamos nós.
Estamos sós numa viela qualquer do Complexo do Alemão. E nosso barraco, nem nossa viela, foram reformados para receber "grooves" nem asfalto novo e muito menos outras benfeitorias.
Estamos perdidos no meio de balas certeiras.
Não dá para acreditar numa oposição que só pensa em culpar o governo seja lá porquê for. É apavorantente ver, como eu já vi, a alegria, que não foi filmada, de líderes da oposição diante da menor possibilidade de desgaste do governo. Não importa o que seja. Nem a morte de 180 pessoas num acidente. Se der para "empurrar" mais uma confusão para o governo é o que interessa. Como acreditar em traficantes e manipuladores de informação para uso próprio?
E como confiar num governo que comemora o erro da oposição, qualquer que tenha sido o fato ou a tragédia ocorrida? Como acreditar num governo em cuja sede se praticam rituais obscenos contra inimigos políticos?
Estamos sós.

 

· Zezo · 3:26 ·


 

 

 

segunda-feira, 23 de julho de 2007


O FRADE DE TREZENTOS ANOS! A história do século, 17! Um trecho do Padre Manuel Bernardes, que era frade do Oratório (São Felipe Néri), dos mesmos que construírem a Igreja da Madre de Deus, no Recife, onde eles eram os "mascates", da Fronda dos Mazombos. (Eduardo Lucena)

 

 

O FRADE DE TREZENTOS ANOS

 

 

 

Estando um Monge em matinas com os outros religiosos de seo mosteiro, quando chegaram aquillo do psalmo, onde se diz que: mil anos á vista de Deus são como o dia de ontem que já passou, admirou-se grandemente, e começou a imaginar como aquillo podia ser. Acabadas as matinas, ficou em oração, como tinha de costume, e pediu affectuosamente a Nosso Senhor se servisse de lhe dar intelligencia d`aquelle verso. Appareceu-lhe alli no coro um passarinho que, cantando suavissimamente, andava diante d`elle dando voltas de uma para a outra parte, e d`este modo o foi levando pouco a pouco até um bosque, que estava juncto do mosteiro, e alli fez seo assento sobre uma árvore, e o servo de Deus se pôs debaixo d`ella a ouvir. D`alli a um breve intervallo (conforme o monge julgava) tomou o vôo, e desapareceu com grande mágua do servo de Deus, o qual dezia mui sentido:

-- O` passarinho da minha alma, para onde te foste tão depressa?

Esperou; como viu que não tornava, recolheu-se para o mosteiro, parecendo-lhe que aquella mesma madrugada depois de matinas tinha sahido d`elle. Chegando ao convento, achou tapada a porta, que de antes costumava servir, e aberta outra de novo em outra parte. Perguntou-lhe o porteiro quem era, e a quem buscava? Respondeu-lhe:

-- Eu sou o sachristão, que poucas horas há sahi de casa, e agora torno, e tudo acho mudado!

Perguntando também pelo nome do abbade, e do prior, e procurador, elle lh`os nomeou, admirando-se muito de que o não deixasse entrar no convento, e de que mostrava não se lembrar d`aquelles nomes. Disse-lhe que o levasse ao abbade; e posto em sua presença, não se conheceram um ao outro, nem o bom monge sabia que dissesse, ou fizesse mais, que estar confuso, e maravilhado de tão grande novidade. O abbade, então allumiado por Deus, mandou vir os annais, e histórias da ordem, onde buscando, e achando os nomes, que o monge apontava, se veiu a averiguar com toda a claresa, que eram passados mais de trezentos annos, desde que o monge sahira do mosteiro até que tornára a elle. Então este contou o que lhe havia succedido, e os religiosos o acceitaram como a Irmão seo do mesmo habito. E elle, considerando na grandesa dos bens eternos, e louvando a Deus por tão grande maravilha, pediu os sacramentos, e brevemente passou d`esta vida com grande paz em o Senhor.

(Nova Floresta, II, 3)

 

 

· Zezo · 9:23 ·


 

 

 

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Responsabilidade

Não adianta o Governo Federal tentar dividir culpa e responsabilidades pelo descontrole na segurança dos vôos. Pode não ter nada a ver com falhas mecânicas de avião nem com as condições climáticas e muito menos com o crescimento desordenado de São Paulo em redor de Congonhas. Mas o comandante supremo das Forças Armadas é o Presidente da República. E ele não tomou nenhuma providência contra os (des)Controladores de vôo que estão amotinados desde que suas responsabilidades pelo choque o avião da GOL com o Lagacy ficou evidente. Até agora nenhum dos envolvidos foi demitido nem expulso da Aeronáutica. Somente oito meses depois um único foi afastado do serviço. Qual é a segurança de voar enquanto esses mesmos "elementos" continuarem a desmonitorar o sistema aéreo?

 

· Zezo · 9:14 ·


 

 

 

domingo, 22 de julho de 2007

O ALMANAQUE continua no ar. E Paula continua na ativa. Seus textos, enviados lá da Bacia de Campos, falam de experiências incríveis vividas numa plataforma de petróleo. Isso indica que existe vida inteligente, e pessoas decentes, nessas mesmas empresas onde dirigentes, que deviam ser exemplo, aparecem em denúncias de fraudes e de maracutaias. Não só as histórias com que Paula nos brinda, mas também sua vida e a de seus colegas numa plataforma é um estímulo para quem acredita num Brasil diferente.

 

 

 

O naufrágio da P-36, sem dúvidas, marcou a história de Petrobras. A cada globo-desgraça, nos intervalos da seção da tarde, mais um pouco de muitos sonhos e algumas valiosas vidas mergulhavam lentamente no campo de Roncador. O inquérito apontou uma seqüência improvável de erros, mas aconteceu. E agora, tudo de estranho que se passa em Roncador é creditado por alguns à falta de enterro dos que lá ficaram

 

 

 

 

O acidente com mais vítimas fatais foi o incêndio na plataforma de Enchova: 32 pais de família. O lamento maior foi pela banalidade do episódio: estavam todos já acomodados dentro da baleeira, que é o barquinho usado para evacuação. A baleeira deveria ser abaixada uns 35 m, do andar das acomodações para a superfície do mar, mas o mecanismo de cabos e alavancas pifou e ela despencou com todo mundo dentro.

 

 

 

 

Conheci Sérgio, um químico tão cuca fresca que cedeu seu lugar na fila de evacuação para outro colega mais apressado: "podei ir nessa baleeira que eu vou na próxima", deve ter sido parte do diálogo. Sua paciência o salvou.

 

 

 

 

Conheci Pimentel, cimentador, que não estava a bordo neste dia, mas desenvolveu um trauma: alheio à nova prática de manutenção dos equipamentos, ele não entra em baleeira. E tem sua própria rotina de evacuação, fazendo uso de um canivete e uma lanterna. O canivete é para proteger o próprio colete salva-vidas. Explico: segundo sua experiência, ele sabe que tem sempre um cara mais alto e mais forte que você, sem colete, que vai querer tomar o seu na marra. Não discuta e entregue o colete. Enquanto ele estiver ocupado em vesti-lo, com todas as tiras de amarração, você fura o cara com o canivete e toma o colete de volta. Assim, de posse de um colete salva-vidas, pode-se tranqüilamente procura a escada de acesso ao mar, auxiliado pela lanterna, se o sinistro ocorrer à noite.

 

 

· Zezo · 18:14 ·


 

 

 

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Sr. Galeão Cumbica

A culpa foi de Santos Dumont e de Dona Lindú!

Se a oposição deixar de fazer brincadeira com o seu papel, cabe a ela lembrar a responsabilidade do Governo Federal no que diz respeito à segurança dos vôos sobre nosso território. O controle da segurança é do governo, independenetemente da culpa de pilotos americanos que debocham de nossas leis; de descontroladores de vôo, fardados e deitados em greve, ou de falhas mecânicas. Cabe à oposição verificar, exigir e cobrar que o governo tenha cumprido seu papel, sem se aproveitar da tragédia para fazer vinculações absurdas para ganhos eleitorais.

Essa história de procurar o dedo de Lula no meio dos escombros já cansou, até mesmo a quem não gosta dele nem do governo. O dedo ele perdeu num torno mecânico. A cabeça, a oposição e parte da mídia estão perdendo quando brincam com os sentimentos da população.

 

· Zezo · 9:15 ·


 

 

 

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Foi para encobrir as vaias

Com uma oposição sem rumo e espelhada nas piores práticas do PT (quando era oposição) esta primeira semana do recesso parlamentar mostrará os "Zé Agripino" tentando politizar o acidente com o avião da TAM em Congonhas. Certamente o respeito à memória das vitimas e a dor de seus familiares não será, também, o ponto alto das declarações do PSDB, que perdeu o líder da minoria naquele acidente, o combativo Deputado Júlio Redeker.


Pelo amor de Deus!


Pior do que um Presidente que afaga aliados bandidos é uma oposição sem moral para combater os males que denuncia (e não pode ir a fundo)

 

· Zezo · 9:29 ·


 

 

 

segunda-feira, 16 de julho de 2007

SOBERANIA


O Presidente Evo Morales quando decidiu encampar as refinarias de petróleo baseou-se na inquestionável soberania de seu país, a Bolívia.


Quando decidimos construir as hidrelétricas no Rio Madeira também nos baseamos na soberania do nosso País.


Não merece resposta a carta do Presidente boliviano reclamando de nossa decisão.

 

· Zezo · 17:14 ·


 

 

 

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Dos outros


Vale a pena ler a coluna do jornalista Ricardo Noblat, no O GLOBO, de hoje. Não dá para entender um governo com resultados magníficos na área econômica, desperdiçar todo seu capital ético apoiando todo tipo de político picareta.

 

· Zezo · 17:01 ·


 

 

 

sábado, 7 de julho de 2007





Brasília é isso

Em Brasília até as piadas são formais. Circula em alguns gabinetes a minuta de um convênio a ser firmado pelo Senado com a UDR (União Democrática Ruralista). De acordo com o texto os Senadores prestarão consultoria e darão palestras sobre criação de bovinos para aqueles grandes pecuaristas que desejam conhecer melhor de seus próprios negócios.

 

· Zezo · 16:30 ·


 

 

 

sábado, 7 de julho de 2007




GDF em ação


É legitimo acreditar que o dinheiro usado na campanha do Roriz tenha financiado a chapa que concorreu ao Senado, porque ela é indivizível, e que tenha financiado campanhas de aliados. Homem de muita fé e de apego à familia não seria justo deixar de fora sua filha Jaqueline Roriz que elegeu-se Deputada Distrital.

Se as investigações comprovarem a irregularidade do financiamento, isso atinge o mandato de todos esses beneficiários da bezerra de ouro?

 

· Zezo · 16:24 ·


 

 

 

sábado, 7 de julho de 2007




societas sceleris


Quando acusou seu sulente de traidor o ex Senador Roriz confessava a existência de um pacto entre ambos. Que pacto era esse? O que Gim Argelo não teria cumprido? Será que as investigações chegam lá?

 

· Zezo · 16:12 ·


 

 

 

sábado, 7 de julho de 2007



...burro é

Onde se lia "Roriz", na Nota anterior (...passa é. Quem não adivinhar...) leia-se Gim Argello, sócio de Roriz em alguns "negócios" e seu Primeiro Suplente no Senado Federal. Fazer a defesa de um deles é fazer a defesa do outro.

 

· Zezo · 16:05 ·


 

 

 

quarta-feira, 4 de julho de 2007


...passa é. Quem não advinhar....

Agitam-se os escritórios de advocacia de Brasília. Caso Roriz não renuncie, quem fará sua defesa? Comenta-se que a escolha recai sobre um amigo do futuro réu, com passagem pelos tres poderes da República e que já presidiu a própria Ordem dos Advogados.

 

· Zezo · 9:27 ·


 

 

 

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Reforma Política

De um amigo recebi a sugestão para incluir na Reforma Política que tramita na Câmara dos Deputados a obrigatoriedade do registro de todas as candidaturas na Comissão de Valores Mobiliários do Banco Central.O Tribunal Regional Eleitoral enviará as listas de candidatos acompanhadas das três últimas declarações de Imposto de Renda de cada um deles.Com base em suas declarações de renda, a CVM estabelecerá o código com autorização para emissão de títulos negociáveis em bolsa. Desse modo, o eleitor/ investidor terá direito a participação nos lucros, ganhos e acréscimos patrimoniais que excedam o valor dos vencimentos dos cargos conquistados nas urnas.
Interessante essa idéia! Mais interessante ainda será acompanhar o pregão: - Renan abriu em alta! - Roriz (p.p. *) em queda suave.
Quantos P.S. (Pedro Simon) serão necessários para comprar um ACM?

* p.p. : Pegou e pagou

 

· Zezo · 22:22 ·


 

 

 

segunda-feira, 2 de julho de 2007








Texto integral de Domenico, um Realista, de Éric Carrazoni.

 

· Zezo · 20:31 ·


 

 

 

segunda-feira, 2 de julho de 2007



Cuidado.

Atenção brasileiros residentes ou turistas na Inglaterra. Aquele país está em alerta contra o terrorismo. Muito cuidado! Não esqueçam que não custou nada a eles meterem bala no mineiro Jean Charles, que não tinha nada com aquela história de bombas. Mas era apenas um brasileiro...

 

· Zezo · 10:56 ·


 

 

 

segunda-feira, 2 de julho de 2007



Contradição

Esse Governo Lula é realmente esquizofrênico. A Ministro Marina Silva, aquela que não libera a construção de hidrelétricas no Pais, há mais de quatro anos, votou contra a conclusão da usina nuclear de Angra III argumentando que o potencial hidrelétrico do Pais ainda não está totalmente aproveitado e que as hidrelétricas são menos poluentes. Será que o pessoal do IBAMA, órgão subordinado à Ministro, poderia reproduzir esse voto no Conselho que impede a construção das hidrelétricas do Rio Madeira?


Abaixo 6 argumentos a favor de Angra 3:
1) Já está no plano de expansão, ou seja, não está substituindo outra fonte, como as hidrelétricas do Madeira que irão substituir as térmicas. Ao contrário, se Angra III não for concluída, será necessário outra fonte de geração
2) Não poluente. Não emite gases que contribuem para o efeito estufa. As novas tecnologias permitem o reaproveitamento de combustíveis já utilizados.
3) É uma fonte de energia importante (1350 MW) perto de grandes centros de carga (Rio e SP), reduz os custos de transmissão e aumenta muito a segurança do sistema.
4) Aproveita o potencial brasileiro de produção de urânio.
5) Utiliza tecnologia dominada e segura (é idêntica a Angra 2)
6) Custo total (investimento + operação + decomissionamento ~ R$160/MWh) muito próximo ao das fontes termelétricas convencionais (~ R$ 150/MWh)

 

· Zezo · 10:21 ·


 

 

 

segunda-feira, 2 de julho de 2007



Vergonha na cara

O Senado Federal tem meu voto de confiança. Estou seguro que ele não dará razão a Chaves, o Presidente da Venezuela que chamou nossa casa revisora de lacaio dos Estados Unidos. Estou seguro que tão logo se dissipem essas pequenas crises, conjugal e bovina, o Senado fará uma manifestação séria e altiva, contra a ingerência dos Estados Unidos no nosso acordo nuclear com a Alemanha, que foi denunciada e documentada pelos jornais do fim de semana.


Espero que Lula também chame o Embaixador dos Estados Unidos às falas, assim como fez com o da Venezuela. Se ele acordar invocado...

 

· Zezo · 10:01 ·


 

 

 

domingo, 1 de julho de 2007






Soberania


Acredito que sairá, a qualquer momento, uma declaração do Senado Federal repudiando a ingerência dos Estados Unidos no Acordo Nuclear Brasil-Alemanha. A denuncia foi confirmada e o jornal Folha de São Paulo publica, hoje, em primeira página.


O Senado, que do alto de sua força moral, costuma manifestar-se em questões internacionais e da humanidade, como foi o caso da concessão de uma emissora de TV na Venezuela, tem a obrigação moral de também manifestar-se sobre a divulgação dos planos e das ações dos Estados Unidos da América para assassinar líderes de outros países e contra a ingerência indevida em nossos interesses nacionais confirmados e divulgados pela mídia neste fim de semana.

 

· Zezo · 12:30 ·


 

 

 

domingo, 1 de julho de 2007





Ora VEJA Só!


O Jornalista André Petri, na revista VEJA desta semana, defende a idéia de que os vilões que espancaram diversas pessoas, e assaltaram outras, numa parada de ônibus, da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, só devam ser presos se os Senadores e os jornalistas criminosos também forem presos. Eu ampliaria a lista desse jornalista. Acho que ninguém deve ser preso enquanto Bush e Ozama Bin Laden (gostaria de incluir alguns desafetos pessoais) estiverem soltos. Ambos são reponsáveis pela morte, mutilação, espancamento e violência de toda ordem contra milhares de pessoas. "Nada de Punição". Essa é a tese defendida, não sei se também pela revista ou se só pelo articulista.


Os argumentos do jornalista são contraditórios. Diz que ninguém vai preso no Brasil e que as prisões são desumanas. Se ninguém vai preso, as prisões são desumanas para quem? Para seus diretores? Quem seriam, então, essas pessoas com quem o jornalista pretende evitar o convívio dos "rapazes"? De quem eram aqueles braços e pernas para fora das grades que a gente via nas fotografias do Carandirú? Era uma montagem fotográfica?


Para confundir os leitores o jornalista se vale de declarações de um pai completamente abalado, surpreso, assustado e emocionado com a prisão e com o crime praticado pelo filho. O jornalista sabe que o pai de um daqueles Galos de Briga estava apavorado e que dizia frases completamente desarticuladas diante de câmeras de televisão. E quem é pai sabe o que é aquela dor. O jornalista, se consciente, não deveria valer-se desse argumento. Aliás, a emoção também foi usada pelo Senador Roriz em sua defesa. A tese do jornalista também vale para Roriz?

 

· Zezo · 6:56 ·


 

 

 

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José Campello Neto
Brasília - DF
Jornalista e advogado