Agosto de 2007

por José Campello Neto última modificação 13/07/2008 12:03

terça-feira, 4 de setembro de 2007

http://blogdocampello.weblogger.net/img/jornal.jpgLuiz Fernando Verissimo 

Fora povo!Pesquisa recente concluiu que a elite brasileira é mais moderna, ética, tolerante e inteligente do que o resto da população. Nossa elite, tão atacada através dos tempos, pode se sentir desagravada com o resultado do estudo, embora este tenha sido até modesto nas suas conclusões. Faltou dizer que, além das suas outras virtudes, a elite brasileira é mais bem vestida do que as classes inferiores, tem melhor gosto e melhor educação, é melhor companhia em acontecimentos sociais e é incomparavelmente mais saudável. E que dentes! A pesquisa reforça uma tese que tenho há anos segundo a qual o Brasil, para dar certo, precisa trocar de povo. Esse que está aí é de péssima qualidade. Não sei qual seria a solução. Talvez alguma forma de terceirização, substituindo-se o que existe por algo mais escandinavo. As campanhas assistencialistas que tentam melhorar a qualidade do povo atual só a pioram, pois, se por um lado não ajudam muito, pelo outro o encorajam a continuar existindo. E pior, se multiplicando. Do que adianta botar comida no prato do povo e não ensinar a correta colocação dos talheres, ou a escolha de tópicos interessantes para comentar durante a refeição? Tente levar o povo a um restaurante da moda e prepare-se para um vexame. O povo brasileiro só envergonha a sua elite. Se não tivéssemos um povo tão inferior, nossos índices sociais e de desenvolvimento seriam outros. Estaríamos no Primeiro Mundo em vez de empatados com Botsuwana. São, sabidamente, as estatísticas de subemprego, subabitação e outros maus hábitos do povo que nos fazem passar vergonha. Que contraste com a elite. Jamais se verá alguém da elite brigando e fazendo um papelão numa fila do SUS como o povo, por exemplo. Mas o que fazer? Elegância e discrição não se ensina. Classe você tem ou não tem. Mas o contraste é chocante, mesmo assim. Esse povo, decididamente, não serve. Se ao menos as bolsas-família fossem Vuiton...

· Zezo · 9:42 ·



domingo, 26 de agosto de 2007






Qual partido mais defendeu as corporações?

Fala-se muito na revisão da CLT, documento de inspiração positivista, levianamente acusado de cópia tupiniquin da Carta del Lavoro do fachismo italiano. Mas o que deveria ser revisto é o Estatuto do Funcionário Público. O Brasil não pode mais conviver com uma corporação de intocáveis com licença para matar e não ser punida como os controladores de vôos e os médicos da Parahyba, Pernambuco e Alagoas. Pessoas com direito a serem incompetentes sem perderem seus empregos. São pessoas que descontam na população, principalmente na mais pobre, os problemas internos de suas categorias, sejam questões salariais, de promoções, ou de qualquer outro benefício (pois é só o que discutem) que julguem ter direito.

Gostaria de saber se algum leitor já foi bem atendido por um servidor público em sua função. Quem se dispuser a comentar esta nota, por favor conte algum destes casos raros.

· Zezo · 9:46 ·



domingo, 26 de agosto de 2007






Se fosse num saguão de aeroporto...

Não dá para aceitar o retorno dos médicos (funcionários públicos) grevistas aos hospitais da Parahyba, Pernambuco e Alagoas. A ação criminosa de todos eles merece uma ação criminal contra eles e o afastamento sumário do serviço público. Duas mortes foram divulgadas pela mídia. Não sabemos quantas outras ocorreram. O sofrimento dos pacientes nas filas de espera foi a mercadorioa usada na chantagem dos médicos (funcionários públicos).

É uma pena que os líderes do movimento "Cansei" não precisem da saúde pública.

· Zezo · 9:20 ·



sábado, 25 de agosto de 2007






Democratismo

Dona Denise, Dietora da ANAC, demitiu-se. Já vai tarde! E deveria levar consigo toda a "tecnocracia" que ocupa aquela Agência. Mas sua saida deixa uma questão para ser revista e discutida. É a do modelo de Agências copiado de outros países. Tanta competência técnica serve para ocupar instâncias políticas? Já estive presente em reuniões de técnicos de governo, na área de meio ambiente, em que havia sobre a mesa conclusões "técnicas", muito bem embasadas, de que o para salvar determinada espécie de peixe o ser humano deveria ser eliminado. Esse exemplo pode ser exagerado, mas na verdade corre-se o risco da tomada de decisões a partir de critérios meramente técnicos por essas Agências. O documento que embasou a decisão da Juiza para liberar o Aeroporto de Congonhas foi um reletório "tecnico" da ANAC. Não devia conter outras considerações que não fossem "técnicas". E isso é um perigo.

· Zezo · 5:06 ·



sábado, 25 de agosto de 2007






vitória da corporação

Não sei o que esse modelo de "Agências", algumas chamadas de reguladoras, trouxe de bom para a administração pública. Seus empregados são funcionários públicos iguais aos da administração direta, que não podem ser demitidos, mesmo sendo incompetentes. E seus dirigentes, que num órgão da administração pública direta ou autárquica poderiam ser trocados quando não respondessem à altura do cargo, passam a ter mandato fixo. Ou seja, se tornam também estáveis. Além do mais essa história de técnicos ocupando cargos políticos é um perigo. Ao que consta o Senado examinou o curriculum técnico-profissional da diretoria da ANAC, e não sua competência política.

· Zezo · 4:42 ·



sábado, 25 de agosto de 2007






"Cansei" desses caras

Seja qual for a razão, Bolsa Família, ou não, o IBGE já aponta uma redução no fluxo migratório do Nordeste para o Sudeste. Desse jeito João Dória e Paulo Zouttolo não vão aguentar. A visão estratégica de País, que ambos divulgam a partir das festas em Comandatuba e dos escritórios da PHILLIPS, é a de que os Jardins, bairros nobres de São Paulo, ficarão sem porteiros e sem empregadas domésticas. Atenção madames. Vamos bater panelas!

· Zezo · 3:44 ·



sábado, 25 de agosto de 2007






ética empresarial

O tal executivo que deixou bem clara a visão da PHILLIPS a respeito do Piaui, deixa evidente, também, os princípios "éticos" que norteiam a conduta dessa empresa em países fora do eixo EUA-Japão-Europa. Será que os interesses dessa corporação estão de acordo com os interesses de nosso País?

· Zezo · 3:29 ·



quarta-feira, 22 de agosto de 2007


Eduardo Lucena nos envia desta vez algumas´pérolas do BOCA DO INFERNO. Vamos lá.


Nascido em 1523, na Baía, Gregório de Matos viveu um pouco antes do Padre Bernardes, nascido em 1644. Tendo satirizado Antonio Luís da Câmara Coutinho, governador da Bahia, foi o "Boca do Inferno", desterrado para Angola, o "Armazém das Penas" como era chamada essa parte do Império Português. Caindo nas graças do governador desse Reino, foi indultado. Embarcou para Pernambuco, mas para a Bahia não pôde voltar mais. Aqui viveu ainda alguns anos, "proibido de "fazer versos". Morreu em 1696. Gregório foi o "satírico por excelência", não tendo poupado nem ao clero nem as autoridades constituídas. Ronald de Carvalho escreveu: "Ele teve, mais do que qualquer outro de seu tempo, a intuição da poesia social, da poesia como arma de combate aos ridículos do mundo, aos desmandos dos potentados, às bazófias de toda espécie.Talvez sem querer, foi ele o nosso primeiro jornal, onde estão registrados os escândalos miúdos e grandes da época, os roubos, os crimes, os adultérios, e até as procissões, os aniversários e os nascimentos que ele tão jubilosamente celebrou nos seus versos". As obras de Gregório de Matos foram editadas pela Academia Brasileira de Letras: I. Sacra - 1929; II. Lírica - 1923. III . Graciosa - 1930; OV. Satírica - 02 volumes; 1930. Vivendo seus últimos dias em Pernambuco, longe da Baía aonde fora Vigário Geral, Tesoureiro-mor e Cônego, desgostava do Recife, odiava sua pobreza e a distância de Salvador . Veja esses versos: Descreve a procissão da quarta-feira de cinza em Pernambuco.

Soneto

Procissão da Quarta-feira de cinza em Pernambuco.

Um negro magro em sufulié (*), justo.
Dous azorragues de um joá pendentes,
Barbado o Peres, mais dois penitentes,
Seis crianças com asas, sem mais custo.

De vermelho, o mulato mais robusto,
Três fradinhos meninos inocentes,
Dez ou doze brichotes mui agentes(**),
Vinte ou trinta canelas de ombro onusto.

Sem debita reverência seis andores,
Um pendão de algodão tinto em tijuco,
Em fileira dez pares de menores.

Atrás um cego, um negro, um mamaluco(***),
Três lotes de rapazes gritadores:
É a procissão de cinza em Pernambuco.

*tecido da época;
** brichote - estrangeiro e "agentes" mui ativos.
*** mameluco : forma que sempre se ouviu no interior do Brasil. Designa os mestiços de índios com o branco.




Soneto

Conselhos a Qualquer Tolo para Parecer Fidalgo, Rico e Discreto.

Bote a sua casaca de veludo,
E seja capitão sequer dois dias,
Converse à porta de Domingos Dias,
Que pega fidalguia mais que tudo.

Seja um magano, um picaro, um cornudo
Vá a palácio, e após das cortesias
Perca quanto ganhar nas mercancias,
E em que perca o alheio, esteja mudo.

Sempre se ande na caça e montaria,
Dê nova solução, novo epíteto,
E diga-o, sem propósito, à porfia;

Que em dizendo: "facção, pretexto, efecto"
Será no entendimento da Bahia.
Mui fidalgo, mui rico e mui discreto.




Poesia Amorosa

Erótico-Irônica

A uma freira, que satirizando a delgada fisionomia do poeta lhe chamou "pica-flor".

Décima

Se pica-flor me chamais,
Pica-flor aceito ser,
Mas resta agora saber,
Se no nome, que me dais,
Meteis a flor, que guardais
No passarinho melhor!
Se me dais este favor,
Sendo só de mim o Pica,
E o mais vosso, claro fica, que fico então Pica-flor.




Segue neste soneto a máxima de bem viver, que é envolver-se na confusão dos néscios
para passar melhor a vida

Soneto


Carregado de mim ando no mundo,
E o grande peso embarga-me as passadas,
Que como ando por vias desusadas,
Faço o peso crescer, e vou-me ao fundo.

O remédio será seguir o imundo
Caminho, onde dos mais vejo as pisadas,
Que as bestas andam juntas mais ousadas,
Do que anda só o engenho mais profundo.

Não é fácil viver entre os insanos,
Erra, quem o presumir que sabe tudo,
Se o atalho não soube dos seus danos.

O prudente varão há de ser mudo,
Que é melhor neste mundo, mar de enganos,
Ser louco c'os os demais, que só, sisudo.




Queixa-se o poeta da plebe ignorante e perseguidora das virtudes

Soneto

Que me quer o Brasil, que me persegue?
Que me querem pasguates, que me invejam?
Não vêem que os entendidos me cortejam,
E que os nobres é gente que me segue?

Com o seu ódio a canalha que consegue?
Com sua inveja os néscios que motejam?
Se quando os néscios por meu mal mourejam,
Fazem os sábios que a meu mal me entregue!

Isto posto, ignorantes e canalha,
Se ficam por canalha e ignorantes
No rol das bestas a roerem a palha:


E se os senhores nobres e elegantes
Não querem que o soneto vá de valha,
Não vá, que tem terríveis consoantes.

· Zezo · 16:03 ·



terça-feira, 21 de agosto de 2007






CPMF

Num País cuja carga tributária quase atinge a marca de 40% do PIB e o número de impostos ultrapassa os 30 dá para desconfiar quando empresários e banqueiros resolvem atacar o único instrumento tributário capaz de identificar dinheiro sujo e caixa 2.

· Zezo · 12:41 ·



domingo, 19 de agosto de 2007





Ainda bem que o Piaui não faz falta

Dois importantes indicadores mostram que o consumo no Nordeste está crescendo duas vezes mais do que o do País. O consumo do gás e do cimento. É o maior uso do fogão e a ampliação da casa. (da coluna de Aldo Paes Barreto/FATORAMA)

Os Paulo Zouttolos não vão gostar nada dessa informação.

· Zezo · 22:22 ·



domingo, 19 de agosto de 2007






manobra defensiva ?

19/08/2007
As provas da revista Veja
. Como dizem os americanos, a capa da Veja de titulo "Medo no Supremo" não tem "one shred of evidence" - uma gota de prova.
. É a suspeita de suspeita, sustentada em suspeitas e e-mails anônimos.
. O Ministro Marco Aurélio de Mello recebeu "uma mensagem eletrônica de um remetente anônimo" de que estava grampeado.
. (Se eu fosse levar e-mail anônimo a sério, já teria tido um enfarte, de tanto Viagra que teria comprado no Canadá ...)
. Daí, segundo a Veja, Mello pediu uma investigação.
. A Polícia Federal vasculhou o escritório do Ministro Mello atrás de grampo e não achou nada.
. A Veja fica perplexa: "O caso foi investigado, mas a Polícia Federal - ela, de novo ..." não achou nada.
. Quem a Veja queria que investigasse ?
. A Polícia Civil de São Paulo, que recebia mesada dos bingueiros ?
. Ou o Denarc, a delegacia contra o narcotráfico, de São Paulo, que recebia uma mesada do narcotraficante Abadía ?
. O Ministro Gilmar Mendes(foto) teve a "prova" definitiva do grampo quando um jornalista lhe telefonou para perguntar se ele ia soltar algum preso da Operação Navalha.
. Supresa ?
. Surpresa seria se nenhum jornalista perguntasse.
. Afinal, o Ministro Gilmar Mendes é "o Ministro Soltador": ninguém solta tantos presos que a PF, o Ministério Público e a Justiça põem na cadeia quanto ele, Mendes ...
. O "Ministro Soltador" é outra contribuição do Farol de Alexandria à magistratura brasileira - ou não era FHC quem tinha ao lado de seu gabinete o "Engavetador Geral de República" - e não foi FHC quem nomeou Mendes para o STF ?
. Por que a Veja e os Ministros do Supremo suspeitam da "banda podre" da Polícia (Republicana) Federal ?
. Quem, quando, onde está a "banda podre" ?
. E por que não suspeitam da "banda limpa".
. E por que não suspeitam da Torcida Jovem do Fluminense ?
. Eu, por exemplo, tenho sempre um suspeito, quando ouço falar em "grampo": Daniel Dantas.
. Porque ele me grampeou, grampeou a minha mulher e a minha filha e por isso responde a processo na Justiça Federal de São Paulo.
. E as atividades desse cavalheiro só não foram ainda totalmente esclarecidas, porque a Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministra Ellen Grace, não deixa abrir o "disco rígido" que a Polícia (Republicana) Federal encontrou na sede do Banco Opportunity...
. A Ministra diz que não há como estabelecer um nexo entre o Banco Opportunity e Daniel Dantas.
. É a mesma coisa que dizer que não há nexo entre o "Domingão do Faustão" e o meu amigo Fausto Silva...
. A reportagem da "Veja" pode ser, porém, uma manobra defensiva.
. Da Veja e de mais gente.
. Está para sair a decisão do Supremo sobre o assim chamado "Mensalão", que, como se sabe, pode incriminar políticos do Governo E da oposição.
. E, até agora, um único político foi, comprovadamente, beneficiado pelo "business plan" do Marcos Valério: o Senador tucano Eduardo Azeredo, ex-presidente do PSDB....
. A mídia conservadora (e golpista) pré-comemora o resultado no Supremo, como o elemento que vai, finalmente, derrubar o Presidente Lula.
. E se não for bem assim ?
(Da coluna Conversa Afiada - Paulo Henrique Amorim)

· Zezo · 21:59 ·



domingo, 19 de agosto de 2007






...acredito na imparcialidade da revista semanal...

Renan Calheiros partiu para o ataque. Quer instalar uma CPI para investigar a venda da TVA, do grupo Abril, para o grupo Tefônica. Segundo Renan existe "maracutaia" nesse negócio. A Abril estaria usando "laranjas" para esconder que a maioria das ações ficará na mão do grupo estrangeiro, o que é prohibido pela nossa legislação.

Para instalar a CPI é necessário a assinatura de um terço dos Deputados e de um terço dos Senadores. Resta saber quem vai ter coragem de assinar o pedido.

· Zezo · 21:55 ·



domingo, 19 de agosto de 2007






a conferir

Os Tucanos (PSDB) cansaram de dar tiro n'água e de atacar o governo à tôa. Atacar o governo sem consistência não deu certo até agora e parece que não vai dar mesmo. Nada ganharam com essa atitude. Nenhum votinho a mais do que já têm. Precisam ter o que oferecer, ao invés de só bater. Ao que tudo indica não pretendem mais acompanhar o DEM nessa bobajada furibunda e preconceituosa de criar "factóides", denegrir a qualquer custo a imagem do Presidente da República e bancar a insatisfação de segmentos sociais. Resolveram levar a sério o papel de oposição e ter o que dizer e o que oferecer aos eleitores. Nas eleições municipáis do ano que vem pretendem levar um discurso propositivo à população, onde críticas à ação do governo surgirão, porém consistentes. Para isso o Partido contratou o Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (IETS) que vai elaborar projetos de políticas públicas nas áreas da pobreza e desigualdade.

· Zezo · 21:47 ·



domingo, 19 de agosto de 2007






..Sou classe média

Doutor Marcos Coimbra, que entende do riscado, faz um alerta interessante. Com base no chamado Critério Brasil, definido pela Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa, constatou que os problemas de popularidade do governo Lula estão localizados na chamada "baixa classe média". Para essa categoria, se é correto usar essa expressão, o governo Lula pode ser bom para os muito ricos, com a política econômica, e para os muito pobres, com o Bolsa Família, mas ruim para as "classes médias". E conclui: "Antes de subestimar o problema e supor que lida com birras de uma elite inconformada com seus sucessos, o governo deve procurar agir no encaminhamento de uma pauta de ações voltadas para esses setores, que têm preocupações econômicas, políticas e muitas outras, relativas ao modo como ele se comporta."

· Zezo · 20:30 ·



domingo, 19 de agosto de 2007






Patriotismo explícito

Vôo da TAM, São Paulo/Brasília, hoje (domingo), pela manhã, dois oposicionistas comemoravam sorridentes as manchetes dos jornais a respeito da crise internacional das bolsas e a possível saída de investimentos produtivos do País: "- Dessa vez o governo não escapa. Essa ele não tem como segurar lá fora."

· Zezo · 12:30 ·



sábado, 18 de agosto de 2007






Descanse

O executivo da PHILLIPS que preside o movimento "Cansei" não é empresário. Mesmo assim deu um "jeitinho" de integrar a direção de uma agremiação de empresários em São Paulo. Paulo Zottolo não corre risco econômico. Êle recebe salário e pode ser demitido. Assim como é executivo da PHILLIPS é, também, executivo dessa agremiação de empresários para trabalhar na organização do movimento "Cansei". Ontem o Sr. Paulo Zottolo disse que cansou da existência do Piaui e que se o Piaui acabar não fará falta. Igualzinho ao Senhor Zottolo.

· Zezo · 10:07 ·



sábado, 18 de agosto de 2007






"O Piaui não faz falta nenhuma"(Paulo Zouttolo)

Aproveito a declaração do Senhor Paulo Zottolo para externar dúvidas a respeito da necessidade de se integrar um país para ser apenas consumidor de péssimos produtos e pagador de impostos sem retorno.

Já passa da hora desses nordestinos tomarem vergonha na cara e recuperarem o sentimento nativista que sempre honraram.

Se o Nordeste - onde está o Piaui - ficar independente poderá comprar suas lâmpadas PHILLIPS diretamente da Alemanha onde esses produtos são de melhor qualidade e de maior durabilidade do que os da fábrica dirigida pelo Senhor Paulo Zottolo. O Brasil independente, pois esse nome é nordestino por precedência histórica, e separado da região que abriga a indústria onde o Senhor Paulo Zottolo trabalha, poderá escolher, soberanamente, os fornecedores de sua preferência. Não ficará obrigado a ser mercado cativo de ninguém. As fábricas de automóveis, de eletrodomésticos e de outros produtos, instaladas na região do Senhor Paulo Zottolo poderão concorrer em preço e qualidade com os produtos alemães, americanos e de outros países industrializados. Será que ele tem competência para isso? O Nordeste poderá, ainda, cuidar melhor de seu abastecimento. A importação de alimentos de que tenha necessidade não precisará levar em conta a criação nem a manutenção de empregos na indústria e na agricultura de outras regiões. E tudo isso sem pagar impostos que não têm retorno em benefícios.

· Zezo · 9:50 ·



quinta-feira, 16 de agosto de 2007






Finalmente!

Pedimos a perda de mandato dos Deputados e Senadores corruptos; pedimos a prisão de Juízes e Procuradores que não cumprem seu papel, mas relevamos o pedido de propina do Guarda de Trânsito e não denunciamos os Funcionários Públicos que não nos atendem se não forem beneficiados ou, no mínimo, paparicados.

Finalmente a Justiça Militar mandou prender os Controladores de Vôo que fizeram greve deixando a população às moscas. Espero, agora, que a Aeronáutica não decepcione e que expulse todos os culpados como faz a Câmara dos Deputados quando cassa um de seus membros. E falta, ainda, também, processar e punir os Controladores que foram negligentes no controle do vôo do Legacy e do jato da GOL que colidiram no ar.

Nessa hitória de corrupção, negligência e desdém com a coisa pública, é preciso parar de olhar somente para cima. É muito importante olhar para os lados.

· Zezo · 9:26 ·



quarta-feira, 15 de agosto de 2007

O povo apelando ao Senado

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

· Zezo · 20:29 ·



quarta-feira, 15 de agosto de 2007

O Senado Trabalhando


· Zezo · 20:08 ·



domingo, 12 de agosto de 2007













Do JB ON LINE

PMDB e PSDB terão R$ 8 bi/ano
"Por trás da grita de deputados, prefeitos e governadores pela partilha da receita da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), há um jogo político que transcende a questão financeira. Se aprovada, a divisão do tributo renderá bilhões de reais em ano eleitoral."

· Zezo · 20:33 ·



domingo, 12 de agosto de 2007













Vai além da TV



Guilhermo Piernes, Jornalista de Brasília, diz o seguinte: - Após alguns minutos vendo programas de auditório chegamos à conclusão que estamos vivendo uma época de decadência absoluta. Vários noticiários acompanham quadros com perguntas bestas e pessoas no limite da estupidez humana. Para Guilhermo Piernes a luz chegou no pensamento do espanhol Javier Marias:

"Decadência absoluta não significa que deixaram de ser premiadas a discrição, a educação, a reflexão e a argumentação, o saber e a prudência, mas esses valores parecem incomodar e chatear e sòmente se batem palmas para a palhaçada, a grosseria, a ignorância, a fofoca e a safadeza"<

· Zezo · 19:58 ·



sábado, 11 de agosto de 2007













Cópia

Parece que não estou só com minha decepção (Veja a Nota anterior). O jornalista Sérgio Oliveira publica em sua coluna do jornal FATORAMA o seguinte lamento:

Quem observa o DEM/PFL deve achar que já viu o mesmo filme. O DEM/PFL é o PT de ontem. Como é oposição age da mesma forma que o PT agia. Raivoso, doente e agitador. Para o DEM/PFL é quanto pior, melhor. Alguns de seus membros são a repetição dos Genoinos, Dirceus, Lulas e etc. O DEM/PFL é o PT sem povo. Na verdade o velho PT se transformou no DEM/PFL. E o novo PT é o PSDB de ontem. Ou seja, mudam as siglas mas a m.... é a mesma.

O vazio espera certo todos os que tecem o vento

· Zezo · 17:04 ·



sábado, 11 de agosto de 2007













Decepção

Tenho deixado clara minha decepção com o PSDB e com alguns Partidos Políticos que me pareciam sérios, mesmo com ideologias as mais diversas. Não falo do PFL porque qualquer agremiação que receba Jorge Bonhausen e Rodrigo Maia deixa de merecer respeito. Muito do que tenho criticado é em função da falta de seriedade na crítica e nos ataques ao Governo por parte desses partidos de "oposição". Não têm sido sérias nem verdadeiras suas manifestações. A maioria dessas manifestações não passa de "factóide" ou de conquista de espaço na mídia. São as chamadas denúncias vazias. Nada mais além. Essa falsa oposição engana muita gente que se alia ferozmente numa cruzada contra um tributo criado por ela mesma quando era governo ou contra o atual Governo mesmo quando colidem aviões no ar ou quando insurgentes iraquianos sequestram empregados de empreiteiras brasileiras. Mas quando a oposição deixa de votar e de aprovar medidas que beneficiam a sociedade ela foge da mídia. Quando se torna evidente sua participação em alguma maracutaia ela deixa de atacar o Governo e o partido do governo, ainda que esses estejam envolvidos. É triste.

O vazio espera certo todos os que tecem o vento

· Zezo · 16:54 ·



sábado, 11 de agosto de 2007












Impunidade

Por favor não deixem essa questão em segundo plano. O fato é relevante. O colunista André Petry, da VEJA, aborda sob o ângulo do jogo político da sucessão presidencial. Muito boa essa abordagem. Mas a aprovação de mais um instrumento para garantia da impunidade, neste País, deve ser rechaçada sob todos os aspectos.

Os mineiros são tolos?

Por André Petry na VEJA deste fim de semana:



"Aécio Neves nunca perdeu uma votação relevante na Assembléia Legislativa de Minas. Nem no primeiro nem no segundo mandato. Dos 77 deputados, ele tem o apoio de, no mínimo, sessenta. Ganha de lavada, sempre. Agora, esperto como uma raposa, perdeu



Os bons mineiros sabem que a esperteza, quando é excessiva, acaba comendo o próprio dono. É o que parece estar acontecendo com o governador Aécio Neves, de Minas Gerais. Ele acaba de vetar uma excrescência aprovada pela Assembléia Legislativa, que mutila a ação dos promotores estaduais e dá foro privilegiado a quase 2.000 autoridades do estado. E a Assembléia Legislativa, com maioria estrondosa, acaba de derrubar o veto. E o governador, esperto como uma raposa, acaba de dizer que lamenta a decisão dos deputados, mas, sendo um "democrata", vai respeitá-la.



Parece bonito, mas é pura esperteza.



Aécio Neves é um governador muito bem avaliado, tanto que foi reeleito com votação estonteante e seu nome é presença constante em qualquer lista de candidatos ao Palácio do Planalto em 2010. Com todo esse capital, poderia ter feito o que dele se esperava: vetar a vilania do foro privilegiado e orientar sua bancada para manter seu veto de pé. Aécio Neves, esperto como uma raposa, querendo fazer bonito para os dois lados, a opinião pública e os deputados, entregou um doce para cada um. Seu veto agrada ao eleitor mineiro. Sua inércia à derrubada do veto é mimo para deputados.



Parece esperteza que dá certo, mas ela é carnívora.



Aécio Neves nunca - repetindo: nunca - perdeu uma votação relevante na Assembléia Legislativa de Minas Gerais. Nem no primeiro nem no segundo mandato. Dos 77 deputados, ele tem o apoio de, no mínimo, sessenta. Ganha de lavada, sempre. Tanto que o deputado Sávio Souza Cruz, que, embora seja do PMDB, não reza pela cartilha do governador, já sugeriu trocar o nome da Casa para "Assembléia Homologativa de Minas". Agora, esperto como uma raposa, Aécio Neves perdeu: 60 contra, 9 a favor e 1 abstenção. Basta conferir quem, antes, votara pela ampliação do foro privilegiado. Na lista estão o líder do governo de Aécio (Mauri Torres), o líder do partido de Aécio (Luiz Humberto Carneiro) e o líder da maioria de Aécio (Domingos Sávio).



Com seu veto derrubado, Aécio Neves recusou-se a promulgar a lei. Caberá à própria Assembléia Legislativa fazê-lo. Aécio Neves terá direito a dizer no palanque que vetou o projeto insano duas vezes e se recusou a promulgá-lo. A esperteza é olímpica, mas a condição do sucesso é que os mineiros sejam tolos. Se estavam certos quando reelegeram Aécio Neves, tolos é que não são.



Criado no Brasil imperial, o foro privilegiado não presta para nada, a não ser para jogar lenha na fogueira da impunidade e dividir os brasileiros entre a minoria da casa-grande e a maioria da senzala. Eles e nós, em resumo. No caso mineiro, o foro antes privilegiava apenas três autoridades. Agora, na massa de quase 2.000, entra uma boiada, inclusive, é claro, os deputados estaduais.



Aécio Neves ainda tem chance de recuperar-se. Pode ir ao Supremo Tribunal Federal alegar que a lei dos deputados é inconstitucional. O procurador-geral de Justiça, Jarbas Soares Júnior, um genuíno interessado em barrar a patacoada, já anunciou que fará isso.



Se Aécio Neves for junto, comerá a esperteza.

· Zezo · 15:24 ·



sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Numa entrevista publicada na Revista VEJA o crítico inglês Norman Lebrecht afirma que "os discos de música erudita já pertencem ao passado e que o gênero terá de encontrar seu futuro na internet". Diz mais: "As gravações de música erudita são uma atividade artística muito especial. Elas estão chegando ao fim, e o significado cultural dessa perda é enorme" Eduardo Lucena comenta a entrevista:



Brasília - DF, 31 de julho de 2007.
,

Eu penso que o conceito de "propriedade intelectual" ainda encontra-se mutante nesses tempos internéticos. A música (erudita, popular, folclórica) não desaparece, mas transforma-se. Quando ouvi dizer, nos anos 70, que reconstruiriam O cravo de Jean Philippe Rameau, para que Wande Laudovska executasse o cravo bem temperado; quando soube que segundo normas antigas, construiu-se o violão barroco de 13 cordas para reprodução dos "Trabalhos para Violão", de Bach, é que eu me certifiquei de que existe um aperfeiçoamento que não poderia levar á extinção. Talvez o público (o tal de "mercado) diminua, sejamos menos ouvintes amanhã. Tem nada não. É só elevar o preço!

Eduardo Lucena

· Zezo · 12:38 ·



quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Classe Média - Max Gonzaga e Banda Marginal

· Zezo · 19:52 ·



quinta-feira, 9 de agosto de 2007

As intermitências do ALMANAQUE provocam dificuldades a quem lê, e a nós que o editamos. Desde junho Eduardo Lucena enviou comentários a respeito da programação do Dia de Bloom, em Brasília. É claro que esses comentários deveriam ter sido publicados em junho, o mês exato da efeméride. Mas naquela ocasião tínhamos, na seqüência, as histórias do Padre Manuel Bernardes

A quem interessar tenho comigo o folheto da programação do Dia de Bloom 2007, em Brasília. A organização foi de "Xepa" e de Maíra Galvão, em 16 de junho, claro, no Irish Pub O'Rilley da quadra 407 - sul




27 de junho de 2007
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Gostaria de agradecer ao meu amigo Zezo o envio do PROGRAMA 2007 do BLOOMSDAY realizado em Brasília, nesse último 16 de junho. Surpreende-nos o Bloomsday no Brasil. Já tinha ouvido falar no de São Paulo. Teatro e música ai na capital. E a "descrição da beleza de Gerty", transcrita, traz à lembrança a masturbação de Leopoldo Bloom, que chega às raias do sublime, ao êxtase físico-espiritual mais elevado... para desaguar na decepção: A decepção maravilhada dos mortais diante da beleza com defeito. Ainda temos nesse ótimo programa a analogia com Machado de Assis em pleno Brás Cubas:

"O PIOR é que era coxa. Uns olhos tão lúcidos, uma boca tão fresca, uma compostura tão senhoril: e coxa!"

No Ulisses:

"- Bloom botas apertadas? Não. Ela é coxa! Ó!"

Esse episódios fazem da leitura de Ulisses uma experiência de vida. E o evento de Brasília está bem acima de quaisquer opiniões que eu modestamente ouse emitir. Bloom tornou-se a primeira representação do homem cosmopolita do século XX: dublinense, judeu, enganado pela mulher que, no entanto, o ama. E ele pela rua, ganhando a vida, divertindo-se, relacionando-se com a morte, e a beleza, e o mistério, e a música.

· Zezo · 11:32 ·



quarta-feira, 8 de agosto de 2007












Finalmente

Finalmente dois Senadores, ambos da poderosa Comissão de Relações Exteriores do Senado, Heráclito Fortes e Arthur Virgílio, resolveram tomar a pulso a questão dos Direitos Humanos. Já era tempo de o Brasil levar a sério essa questão. Preocupados com o destino dos pugilistas "retornados" a Cuba depois do PAN do Rio, os Senadores deverão agora solicitar informações à Côrte Suprema de Israel que autorizou a tortura em prisioneiros Palestinos e inspecionar as condições das pessoas sequestradas pelos Estados Uniodos em diversos países e que foram levadas anônimamente para a prisão de Gauantánamo, sem julgamento nem acusação formal. Esses dois Senadores merecem respeito e apoio.

· Zezo · 8:57 ·



quarta-feira, 8 de agosto de 2007












Cansei

Depois da divulgação dos resultados obtidos pelos banqueiros nesse (des)governo que tanto os privilegia os empresários resolveram liderar o movimento "Cansei". Parece que cansaram desses lucros exorbitantes e desse incômodo aumento da produção industrial. Viva os empresários! Êles têm razão. Lucro não é tudo. É preciso uma melhor distribuição de renda, mais Carteiras de Trabalho assinadas em suas empresas, melhores condições de trabalho e mais investimentos próprios.

· Zezo · 8:48 ·



terça-feira, 7 de agosto de 2007












Descontrole

Enquanto isso nenhum controlador de vôo foi ainda demitido nem processado. E vai fazer um ano do acidente da GOL

· Zezo · 7:42 ·



terça-feira, 7 de agosto de 2007












Serra não assumiu

Vale a pena registrar, também, a atitude do Governador José Serra, de São Paulo. Serra demitiu os aloprados do Metrô que agrediram a população com uma paralisação de trens.

É uma pena que Serra não tenha assumido que essa é a verdadeira razão das demissões. Preferiu, "tucanamente" alegar o baixo desempenho dos demitidos.

· Zezo · 7:39 ·



terça-feira, 7 de agosto de 2007












Aecinho cresceu

É preciso registrar o veto do Governador Aécio Neves à lei aprovada pela Assembléia mineira que livraria os Deputados estaduais de serem processados por improbidade. Aliás, pela aprovação dessa lei, todos os Deputados e todos os Procuradores devem ser, agora, investigados. A aprovação em plenário deixa de ser uma evidência e passa a ser uma prova do crime.

Tratava-se de uma maracutaia. Foi uma negociata patrocinada pelos Procuradores do Estado de Minas em conluio com os Deputados. Foi um acinte! Pelo projeto de lei, de iniciativa dos Procuradores, os Deputados não poderiam ser acionados (processados) por improbidade por aqueles Procuradores. Em compensação a mesma lei deu um aumento substancial nos vencimentos dos Procuradores.

O foco em Brasília, com tantos Rorizes, Renans e Gins, encobre muita sem-vergonhice local.

É preciso ainda lembrar que o Governador Aécio Neves deverá ser alvo de represálias, chantagens e vinganças por parte dessa máfia

· Zezo · 7:11 ·



segunda-feira, 6 de agosto de 2007











Combustão espontânea


Continuo sem entender porque a oposição não admite ter vaiado o Presidente da República na abertura dos Jogos Pan-Americanos. Ontem, domingo, finalmente, numa reunião em Brasília, a oposição decidiu assumir as vaias e decidiu levar sua claque a todas as aparições públicas do Presidente. É democrático e é saudável a manifestação clara de inconformismo com o que quer que seja. E é legitimo que a oposição se manifeste. O Governo também tem sua claque para aplaudir. O que não é correto é querer enganar a população. Até hoje eu só tinha conhecimento de combustão espontânea nas matas de cerrado do Distrito Federal, em Brasília, que logo depois de queimadas viravam condomínios clandestinos dos empreendimentos PARIZ (Pedro Passos com Roriz).

· Zezo · 10:31 ·



domingo, 5 de agosto de 2007











Tem verdade nisso





Sempre que somos mal-atendidos por um funcionário público costumamos botar a culpa nessa coisa impessoal chamada governo. Muitas vezes até desculpamos a cara feia do funcionário acreditando que é mais um sacrificado por um baixo salário. Será que isso justifica os maltratos que sofremos?

O texto abaixo serve para uma boa reflexão neste domingo.




O bom exemplo que vem de Pernambuco e o metrô de SP
(Do Blog do Alon)
Médicos do Estado em Pernambuco decidiram deixar o serviço público, como forma de protesto pelo não atendimento de revindicações sindicais. É uma das melhores notícias dos últimos tempos. Eu proponho que essa forma de luta seja estendida ao país inteiro. Todo médico que trabalha no serviço público e estiver insatisfeito deve pedir demissão. Imediatamente. Nas esferas federal, estadual e municipal. Claro que haverá transtornos no curto prazo, mas os ganhos da sociedade vão compensar os problemas momentâneos.
É nessas situações que eu me lembro do saudoso David Capistrano. Entre idas e vindas na nossa relação política, entre concordâncias e discordâncias, tive a oportunidade de trabalhar com ele por um certo período, quando foi prefeito de Santos. Assisti ao vivo e em cores à luta do David para fazer os médicos da prefeitura trabalharem o correspondente às suas obrigações legais. Capistrano, como se sabe, era médico e tinha sido secretário de Saúde no município. O programa que implantou na área levou-o à cadeira de prefeito. Onde colecionou adversários políticos.
O David dizia que muitos médicos funcionários públicos encaram a atividade como um consórcio previdenciário. Com uma vantagem: no consórcio você paga prestações mensais, mas no serviço público você, além de não pagar nada, ainda recebe um salário. O que é o tal consórcio previdenciário do David? O sujeito entra no serviço público com o único propósito de ficar ali o tempo suficiente para ter direito a uma aposentadoria integral. O atendimento às pessoas? Ora, é um transtorno pelo qual se passa devido à circunstância de ser funcionário público. Mas agora, finalmente, alguns médicos de Pernambuco mostram que têm ética e preocupações sociais. Em benefício do povo pernambucano, especialmente do povo mais pobre, demitiram-se. Parabéns a eles.
Quem sabe o exemplo não sensibiliza, entre outros, alguns funcionários do Metrô de São Paulo? O emprego é ruim assim? Ruim a ponto de levar a categoria a transformar a vida de milhões de paulistanos num inferno, de modo frio e insensível? Pois façam como os médicos de Pernambuco: peçam demissão. A comunidade agradece pelos bons serviços prestados, mas não vai continuar pedindo a vocês que prossigam nesse terrível sacrifício de trabalhar no Metrô de São Paulo. E voltando ao assunto dos médicos, eu tenho uma proposta. Todo estudante de Medicina das universidades públicas ou do Prouni deveria prestar, compulsoriamente, um serviço civil na rede pública depois de formado. Pelo número de anos correspondente ao período em que estudou de graça às custas do povo.

· Zezo · 10:38 ·



sábado, 4 de agosto de 2007










surfar no discurso

04/08/2007
FHC e as ''brechas entre ricos e pobres''
Diz Fernando Henrique que "as brechas entre ricos e pobres não devem ser aumentadas na política". A frase não é muito clara, como seria de se esperar de um emérito professor, mas dá para entender. Trata-se de uma lição ministrada ao presidente Lula, disposto a reconhecer ter feito mais pelos ricos do que pelos pobres.
De minha parte permito-me observar o cuidado semântico do ex-presidente ao escolher a palavra brecha. Brecha?! Cratera, voragem, abismo. É possível que o príncipe dos sociólogos não saiba que apenas 5% da população ganha de 800 reais para cima, que 1% detem 50% das terras agriculturáveis, que o Brasil disputa com Sierra Leoa e a Nigéria o primeiro lugar na classificação dos paises de pior distribuição de renda do mundo.
Cálculos feitos à base de critérios muito generosos, incluem entre 20 e 23% dos habitantes dentro das fronteiras da chamada classe média. Média? No meio do que? Da pobreza generalizada, enquanto no topo da pirâmide, na extrema cúspide, instalam-se os nababos. É possível que a "brecha" possa ainda ser alargada?
(Do blog de Mino Carta)

· Zezo · 21:43 ·



sábado, 4 de agosto de 2007









Partidos Políticos 2


Comentários de duas jornalistas especializadas em cobertura política deixam à mostra a incoerência e a falta de compromissos sérios com a população por parte do principal partido de oposição ao governo.

Tereza Cruvinel de O GLOBO lembra: -" Estão aí os tucanos, esquecidos de tudo o que fizeram e deixaram de fazer em São Paulo, contribuindo para a concentração de vôos em Congonhas, que hoje criticam como se inventado no atual governo".

Denise Rothenburg do CORREIO BRAZILIENSE informa: -" Num almoço ontem no gabinete do presidente do PSDB, Tasso Jereissati, ficou combinado que a oposição começará a bater firme na tecla de que toda a diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) deve cair. (Se você estiver pensando que essa decisão é para melhorar o atendimento a você, passageiro, leia o resto da informação da jornalista). Fará isso para tentar surfar sobre o discurso de que o governo Lula é incompetente. Se não surtir efeito a oposição tentará aprovar um projeto do líder tucano Arthur Virgílio....<br>

· Zezo · 21:17 ·



sábado, 4 de agosto de 2007








Partidos Políticos 1


O PT jamais emancipou-se. Nunca deixou de ser um grande sindicato. Essa é a sua origem, é o seu DNA e é sua prática. No último programa político apresentado na televisão tentou mostrar-se diferente, procurou universalizar seu discurso e dar uma idéia ampliada de sua composição. Mas não consegue levar isso ao seu dia-a-dia. Quem não é do PT está de fora. O PT só representa sua própria categoria, seus integrantes. São assim os Sindicatos, defendem e representam apenas os membros de sua corporação. E no PT quem não é visto e sentido como membro da corporação, e quem não é do pequeno grupo dos "Pais Fundadores" é olhado com desconfiança e, no mais das vezes, apenas usado pelo partido como símbolo ou como expoente de alguma boa proposta. É visível como "as bases" e as diversas correntes apenas suportam os Suplicis; Marta e o chato do Eduardo. É visível como Gabeira e Cristóvam Buarque foram usados, também, apenas, por serem expressões de competência em suas áreas de atuação. Nos Estados pode se encontrar muitos exemplos dessa mesma maneira de agir. Existem Diretórios Regionais que vetam a participação de pessoas em razão de sua condição social.

Esse lado sindical tornou-se visível ao grande público e até mesmo para alguns petistas menos observadores quando ocorreram os escândalos dos bingos e do mensalão. Ao invés de defender seus pontos de vista, seu programa e seu discurso, e principalmente os princípios éticos pelos quais sempre lutou, o PT optou por defender seus membros envolvidos naquelas estripulias. É próprio de um Sindicato defender os membros de sua categoria. Mas não é próprio de um partido político. Se alguém vai de encontro à história do partido, aos seus fundamentos programáticos e à sua pregação política não pode permanecer no partido. O que um partido defende é a proposta e o modelo de sociedade almejado. E não a sobrevivência política de seus dirigentes ou de seus afiliados.

A cientista política Lúcia Hipólito publicou ontem em seu blog um artigo intitulado "eterno palanque" no qual defende a idéia de que Lula foi usado pelo partido apenas e tão somente pela sua condição de mito. Lula teria sido suportado exclusivamente para viabilizar a chegada do partido ao poder: - "O próprio Lula foi iludido pelos líderes do PT, que o convenceram de que os petistas eram competentes para governar o país, e de Lula só esperavam que fosse aquilo que ele já tinha demonstrado ser: um símbolo, fonte de inspiração, exemplo e líder". E ao que tudo indica Lúcia tem razão. Lula já havia superado seu período sindical e percebido a sociedade brasileira além dos limites de sua categoria econômica. Basta lembrar que foi Lula quem exigiu alianças e quem fez de um empresário o vice de sua chapa.

O PT não mudou, não cresceu e não superou suas amarras sindicais.

· Zezo · 20:40 ·



sexta-feira, 3 de agosto de 2007







Só a ironia salva


Antes que o PT venha com sua mania de perseguição e com denúncias infundadas o PSDB avisa que jamais teve conhecimento da relação promíscua de Marco Valério com seu presidente Eduardo Azeredo; que desconhece o fato de possuir diretório regional na Parahyba, e muito menos quem seja o governador daquele Estado, e qual seu partido, e, finalmente, que a greve dos metroviários de São Paulo nada tem a ver com o governo do Estado.

· Zezo · 12:49 ·



sexta-feira, 3 de agosto de 2007


sexta feira, 03 de agosto 2007






coincidência


Essa chegou pela Internet: O que têm em comum, Bill Clinton, ex presidente dos EUA, Renan Calheiros, ainda presidente do Senado brasileiro e Cebolinha, personagem de histórias em quadrinhos de Maurício de Souza?

A resposta estará brevemente numa edição da revista Playboy

· Zezo · 12:27 ·



sexta-feira, 3 de agosto de 2007






Rudolf Giulianni, Cézar Maia e mais um

Por falar na importância do que não é publicado é preciso lembrar que o mesmo Deputado Fernando Gabeira quando divulgou pela mídia que os dois milhões e quinhentos mil habitantes de Brasília dividiam-se entre putas e lobistas (no mau sentido) omitiu, escondeu e ocultou o fato de que Brasília possui representação política desde 1988.

Isso quer dizer que Brasília também tem Deputados, iguais a ele. Não é só o Rio de Janeiro e outros Estados que enviam para compor a imagem de Brasília os Gabeiras, Renans Calheiros e Malufs. Brasília também tem os Pedro Passos, Rorizes e Luizes Estevãos, parlamentares, colegas do Gabeira. Por que ocultar esse fato?

Como factóide Cezar Maia se sai melhor.

· Zezo · 11:19 ·



sexta-feira, 3 de agosto de 2007

sexta-feira, 3 de agosto 2007





...mas Brutus é um homem honesto...


Durante a sessão da CPI do Apagão Aéreo, na última terça-feira, surgiu uma discussão a respeito do que a imprensa deixara de divulgar ao publicar, no fim de semana anterior, a degravação dos diálogos da caixa-preta do AIRBUS da TAM acidentado em Congonhas.

Nenhum dos parlamentares que participavam da sessão tratavam da questão da liberdade de imprensa e muito menos da liberdade de manifestação do pensamento. Mas esse discursso fácil, simpático e democrático fez o Deputado Fernando Gabeira quebrar o mutismo e pronunciar para as TVs presentes o chavão de que à imprensa compete divulgar os fatos, sem restrições. Gabeira apareceu nas TVs como era de se esperar. E como sempre, paladino das boas causas. Mesmo que a matéria da reunião fosse outra Gabeira mantém com isso o tratamento VIP que recebe de seus ex colegas da mídia. O que os jornais e revistas deixaram de informar a respeito de quem liberou as informações da caixa preta e quem foram os responsáveis ficou oculto pelo brilho do Gabeira. E, é claro, essas informações poderiam indicar até o fato de alguém do Governo Federal estar direcionando as investigações para longe de suas responsabilidades.

Mas Gabeira é um homem honesto

· Zezo · 11:03 ·



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José Campello Neto
Brasília - DF
Jornalista e advogado