Revista Fácil, outubro 2004
Outubro de 2004
José Campello Neto
Carta ao Amigo
Meu caro Fernando, se você aceitar, e se ainda der tempo, esta será a coluna que fiquei de enviar até o dia 10. Ela chega na “undécima” hora. Os advogados adoram essa palavra para não dizerem, nó último minuto, que é expressão popular, bem de futebol. Mas é o que está acontecendo neste momento. Estive distante desta máquina cujo nome vai ser motivo para outra conversa, pois computador é quem faz conta. E é o que menos se faz com ele. Mas agora corro aqui no teclado para não perder o prazo como quem corre para não perde o avião. É terrível essa sensação. Imagino-me num táxi, parado, num engarrafamento e com os sinais de trânsito todos quebrados, e meu vôo sai daqui a 20 minutos. É quanto falta para meia-noite. É quanto falta para encerrar meu prazo. Chequei! Se estiver resolvida essa questão do prazo (espero...) insisto que a coluna poderá ser esta carta porque a idéia é que eu trate de qualquer tema. Não haveria uma pauta.
Assim, por que não começar por um “bate-papo” com o diretor-presidente da revista? Será que alguém teria paciência para ler esse tipo de coisa? Tomara. Tome cuidado, caro editor. Eu uso muitas aspas e costumo pontuar a meu modo. Peço bastante atenção quando for me “copidescar”, se é que ainda existe essa função. Às vezes você pode querer um parágrafo onde eu prefiro um bloco cheio e um texto longo, assim como faço neste momento. Em algumas situações uso a grafia de outros tempos. Espero que você aceite. Não precisa se comprometer com essas travessuras. Basta que ressalve ao pé da página que o texto é de inteira responsabilidade do colunista, e sòmente deste, inclusive a forma. Por favor, mantenha esse acento grave no sòmente. Se esta carta for publicada será a primeira vez em que leitores terão acesso à montagem da revista que estão lendo. Se quiserem podem interferir. Os endereços eletrônicos estão ahí, n ` algum logar da página. Eu queria saber, por exemplo, se você vai dar um título à coluna. Tenho sugestões. Embora ela vá ser produzida a partir de Brasília gostaria de um título que não a vinculasse aos estereótipos de que são vítimas todos os habitantes das capitais. É claro que pretendo falar um bocado daqui. Mas vou mostrar Brasília por um ângulo diferente, talvez bem pessoal, mas longe dessa idéia de “ilha da Fantasia”. Será que vista de cima não parece mais um autorama gigante? Seja como for vou me sentir muito bem escrevendo daqui para uma revista recifense com padrão de primeiro mundo. Mundo que por sinal começa aí, onde se juntam o Capibaribe e o Beberibe para formar o Mar Oceano. Vai ser FÁCIL. Abraços.
Zezo Campello
José Campello Neto passa, a partir desta edição, a colaborar com a nossa revista com uma coluna mensal, diretamente de Brasília.

