NEGÓCIOS S.A - 1ª coluna
Comentários
A Economia é uma ciência (será?). A Astrologia também é, dizem alguns. A diferença é que uma delas se propõe a prever o futuro. A outra consegue prever o passado. Inauguro a Coluna suscitando essa dúvida nos leitores. O Editor da NEGÓCIOS S.A. teria agido acertadamente se ao ivés de comentários e informações econômicas optasse por uma página do Horóscopo?
Informações
A ANTF, a associação das empresas ferroviárias privadas, garante que, passados dez anos da privatização do setor, a se completarem em dezembro, o saldo é bastante positivo. Aumentou em 85% o volume de cargas no período, reduziu-se bastante o índice de acidentes, criaram-se 30 mil novos empregos. A participação das ferrovias na matriz do transporte de carga, predominantemente rodoviário, pulou de 19% para 26%, enquanto os investimentos, de R$ 40 milhões por ano, em média, no tempo da finada Refesa, passaram a R$ 2,3 bilhões este ano e se manterão na casa dos R$ 2 bilhões anuais. A carga ferroviária é 40% mais barata que a rodoviária. Segundo ainda o balanço da ANTF, na privatização havia 45 mil vagões, 38% dos quais sucateados. A frota, hoje, é de 76 mil vagões. Como cada vagão corresponde a quatro caminhões fora das rodovias, significa que a frota atual representa quase 222 mil caminhões sem circular nas estradas.
Pesquisa da Comissão Nacional do Cavalo, presidida por Pio Guerra, presidente da FAEPE (Federação da Agricultura do Estado de Pernambuco) e vice-presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), revela que o segmento emprega 3,2 milhões de brasileiros e movimenta R$ 7,3 bilhões por ano. Pio espera que, dimensionado pela primeira vez com a pesquisa, o setor do agronegócio do cavalo passe a ser apoiado por políticas públicas consistentes.
A previsão é de estudo da Associação Brasileira de e-Business: as vendas pela internet, no atacado, crescerão 45% este ano e mais de 30% em 2007. Em 2009, representarão quase 70% do total dos negócios, atingindo a marca de R$ 560 bilhões, mais que o dobro dos valores registrados em 2005. No ano passado, segundo o estudo, realizado com 125 empresas, as vendas eletrônicas entre empresas cresceram 25%, chegando aos R$ 227 bilhões. Os setores que mais comercializam pela internet, via EDI, a troca de dados eletrônicos, são as indústrias farmacêutica, com 54% do total; de veículos e peças, com 41%, e de alimentação, bebidas e fumo, com 30%. De acordo ainda com o estudo, o velho graham bell continua o meio mais usado para os pedidos de compra no atacado, seguido pelo fax. A redução do custo de colocação das mercadorias e do recebimento dos pedidos é apontada pela maioria das empresas como o maior benefício das vendas eletrônicas.
Nada menos do que 132 projetos hoteleiros, dos quais 58% são resorts, 31% hotéis e 11% flats, estão em execução no país, representando investimentos de R$ 3,8 bilhões e oferta de 15 mil empregos. Estarão todos concluídos até 2008, segundo a ABIH (Associação Brasileira da Indústria Hoteleira). Para o presidente da entidade, Eraldo Alves da Cruz, tais números demonstram o dinamismo do setor turístico brasileiro.

