27/08/2008

(des) informação

doutrina Bush traz de volta a guerra fria

 

 

Navios americanos desembarcam tropas na Geórgia, mas imprensa brasileira fala de invasão russa....

 

por José Campello Neto última modificação 27/08/2008 07:32
Catalogado sob:

25/08/2008

olimpiadas

desconstruir é a ordem

 

 

Não sei em que, exatamente, as transmissões das Olimpíadas de Pequim podem ter contribuído para a construção de uma imagem positiva da China em outros aspectos. Mas se isso pode ocorrer, um sistema de contra-informações já foi acionado. A TV GLOBO, por exemplo, foi instada a manter jornalistas naquele país para um trabalho de desconstrução de imagem. Pedro Bial e sua equipe deverão iniciar reportagens denunciando mazelas do regime comunista e acentuar outras, mesmo que sejam comuns a qualquer sociedade.

 

 

 

por José Campello Neto última modificação 25/08/2008 08:10
Catalogado sob:

23/08/2008

oab

é preciso investigar mais fundo

Advogados fraudam convênios

 

 

Do Jornal O GLOBO


Soraya Aggege

SÃO PAULO. A Polícia Civil de São Paulo investiga fraude milionária envolvendo um convênio entre o governo estadual e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP). Pelo menos R$ 7 milhões destinados à assistência jurídica gratuita teriam sido pagos como honorários que não foram prestados. Entre os beneficiários estariam advogados, servidores, funcionários da instituição e até bacharéis sem registro na OAB. Advogados foram usados como laranjas. A fraude teria ocorrido entre 2001 e 2006. Os mecanismos de pagamento foram mudados no ano passado.

— Não gerenciamos os recursos nem temos controle sobre o sistema de pagamentos. Até o momento, temos notícia apenas de uma advogada que foi vítima das fraudes. Mas, se for constado que advogados estão envolvidos, eles serão julgados e poderão perder o registro na OAB — afirmou ontem o presidente da OAB-SP, Luiz Flávio D’Urso.
Em média, o convênio da OAB-SP efetiva um milhão de ações por ano, por meio de 47 mil advogados. O custo do convênio para o estado, que tem apenas 400 defensores públicos, é de R$ 272 milhões. O estado paga, em média, R$ 500 por ação, ou seja: foram cerca de 14 mil fraudes no período.
Segundo o jornal “O Estado de S.Paulo”, a polícia detectou contas que receberam quantias vultosas, a título de honorários.
Uma das hipóteses é que os documentos que levam ao recebimento dos honorários, por meio do convênio, teriam sido superfaturados e forjados no momento de digitação.


por José Campello Neto última modificação 23/08/2008 18:32
Catalogado sob:

a doutrina bush para os jornais

papagaio de todo telejornal acredita nos jornais impressos

 

 

Foi escandalosa a cobertura da invasão americana à Ossétia. A compra de espaço em jornais, rádios e outros veículos, e a montagem de eventos para divulgação de versões favoráveis começa a ser denunciada por uma parte das mídia que deve ter ficado de fora do esquema. Ou então muito dinheiro ainda vai rolar porque só agora os jornais começam a denunciar a invasão e o massacre de civis pelas tropas comandadas pelos Estados Unidos da América.

Os Estados Unidos da América tentaram aproveitar-se do momento das Olimpíadas para promover mais um banho de sangue e já haviam iniciado a limpeza étnica quando as tropas russas impediram o massacre da população que era executado pelos soldados da Geórgia sob o comando de oficiais americanos. É uma situação semelhante a da Colômbia, que invadiu o Equador há menos de três meses. São centenas de "assessores" militares prestando serviços ao governo direitista e belicista da Geórgia.

No Brasil, a imprensa comprometida (com a verdade?) continua a tratar o assunto como uma invasão russa.

 

por José Campello Neto última modificação 23/08/2008 15:38
Catalogado sob:

partido? eles são é unidos.

pfl é o abrigo para milicianos e fraudadores

 

 

 Do blog do Noblat -
23.8.2008
| 5h01m
deu no correio braziliense

O “sócio” do mesmo partido de Efraim

Mais um elo une o lobista suspeito de intermediar licitações fraudulentas no Senado com o primeiro-secretário da Casa

De Marcelo Rocha e Leandro Colon:
 
O lobista Eduardo Bonifácio Ferreira, acusado de negociar o resultado das licitações no Senado, é filiado ao DEM, mesmo partido do primeiro-secretário da Casa, senador Efraim Morais (PB), responsável por esses contratos. O registro de Ferreira no partido é de 30 de setembro de 2005. No mesmo dia, a Polícia Federal monitorou seus passos por Brasília e o flagrou num encontro no Parque da Cidade com representantes das empresas Conservo e Ipanema, interessadas nas concorrências do Senado.

A filiação de Ferreira ao DEM é, pelo menos, o quarto vínculo dele com Efraim. Nos últimos dias, o Correio revelou os outros três elos do lobista com o senador. O primeiro é a nomeação dele para trabalhar na Liderança da Minoria em 2003, quando Efraim era o líder. O segundo é o flagrante feito pela Polícia Federal do lobista abrindo com a própria chave uma porta de acesso ao então gabinete do parlamentar em junho de 2006, logo após a vitória das empresas suspeitas nas concorrências do Senado. Naquela época, ele não era mais funcionário da Casa.

O terceiro vínculo é a revelação feita na quinta-feira de que Ferreira fez um contrato com o senador, registrado em cartório, para transferir cotas de capital de uma empresa de consultoria. Efraim tem se negado a explicar qual sua relação com o lobista, denunciado em março deste ano pelo Ministério Público Federal (MPF) por improbidade administrativa.

De acordo com a investigação, Ferreira agiu em nome do Senado nas negociações com os empresários. Ele teria se encontrado, pelo menos, oito vezes com os interessados nas licitações. A PF, em cima da investigação da Operação Mão-de-Obra, também captou diálogos telefônicos de Ferreira com os donos das empresas. Nas conversas, o lobista sempre cita uma “autoridade” que estaria acima dele. Assinante do Correio Braziliense leia mais em: O “sócio” do mesmo partido de Efraim


por José Campello Neto última modificação 23/08/2008 08:01
Catalogado sob:

22/08/2008

tortura

abu gabri e guantànamo são aqui

 

 

Nosso escritor Luiz Fernando Veríssimo, apontou, com muita precisão, um dos focos da discórdia entre torturados e torturadores no Brasil. Os que torturavam para manter a ditadura aqui implantada, sendo que, muitos,  eram mantidos e treinados pelos Estados Unidos da América, deveriam ter saído de cena quando se estabeleceu a democracia, que eles combatiam, no País. Quem assumiu a responsabilidade de governar o Brasil foram as diversas forças democráticas das quais muitos de seus militantes foram torturados e submetidos a sevícias pelos que deixavam o poder.

Mas a quem pertence a história? Qual será a versão oficial dos fatos ocorridos naquele período? A dos que saíram ou a dos que chegaram? Veríssimo aponta essa indefinição e essa luta por afirmação como sendo a base do conflito que se estabeleceu quando o Ministro Tasso Genro trouxe à tona a questão universal da prescrição, ou não, de crimes hediondos.

A definição de quem será o dono da História só será possível quando a história for desvendada. Sem o julgamento de quem quer que seja, como será possível definir os fatos para anistiar ou punir? Não sabemos o que a militância contra a ditadura pode estar omitindo dos registros da história. Mas sabemos quem são eles, onde estão, quem os financiava, quais eram seus planos e a ideologia por trás da qual  embasavam suas lutas. Já os defensores da ditadura se escondem totalmente. Vestem seus uniformes e ameaçam novamente a sociedade. Negam a entrega de registros (oficiais, não esqueçamos); queimam documentos, como foi o caso de um organismo da Aeronáutica; tentam ocultar quem eram seus comandantes e seus mentores e fazem tudo o que podem para manter sua versão da história. Por que será isso? Não era pura e justa a sua causa? Ou será que agiam em defesa de interesses externos?

Uma pequena vitória na Justiça pode desvendar a historia e ajudar a definir a versão oficial. Se os monstros torturadores e os monstros que os acobertam ainda hoje não falam, nem sob os interrogatórios do Senador José Agripino Maia, do PFL, pode ser que os financiadores da causa o façam. Os americanos não têm receio de serem punidos porque sabem que o número de bombas atômicas e de armas apontadas para todos os países os protege de qualquer ameaça a seus interesses. Talvez por isso confessem, sem muita cerimônia, os crimes que cometem mundo a fora e até mesmo se vangloriem deles, como é o caso das bombas atômicas no Japão, a invasão do Iraque, a manutenção de centros de tortura clandestinos e outras "bondades".

A pequena vitória na Justiça a que me refiro é a recente decisão do STJ para que a Justiça Federal no Rio de Janeiro intime o Embaixador dos Estados Unidos da América no Brasil, para que preste esclarecimentos a respeito da participação daquele país no golpe militar de 1964. A ação foi proposta pela viúva do Ex-Presidente João Goulart, que pede indenização aos Estados Unidos da América, por danos morais e patrimoniais. Ela foi direto a quem mandou naquele período. A quem mandou, a quem dava as cartas, a quem torturava e a quem treinava os monstros locais, como já ficou claro nas investigações feitas no Chile. Se o Embaixador resolver falar torna desnecessárias as démarches aos porões onde se guardam os documentos da época. A ação proposta por Thereza Goulart tramita perante a 10º Vara da Seção Judiciária do Rio de Janeiro. É de lá que podem vir os esclarecimentos de nossa história recente.

Fico imaginando quantas audiências o pessoal do PFL vai pedir ao Embaixador americano até o dia de seu depoimento.

 

 

 

 

 

por José Campello Neto última modificação 22/08/2008 11:26
Catalogado sob:

dem é a alcunha do pfl

societas sceleris

 

O PFL prepara uma rede de proteção ao Senador Ephraim Moraes. Ephraim ainda está sendo investigado pelas fraudes cometidas em diversas licitações no Senado Federal, onde ele é 1º Secretário. Provas testemunhais, documentos, escutas gravadas, e até mesmo vídeos com flagrantes de elementos não autorizados freqüentando seu Gabinete já estão à disposição do Senado, mas sua organização, o PFL, montou uma estratégia para lhe dar tempo para agir e, quem sabe, para fugir.

O Senador Romeu Tuma, Corregedor do Senado, finalmente, resolveu tratar do assunto. Ontem ele anunciou que quer "ouvir" os sócios de Ephraim.  José Agripino Maia, associado ao Senador Ephraim na mesma organização, o PFL, já prestou solidariedade ao "colega" que o traiu na última eleição para a Presidência do Senado. Uma coisa é a trahição política. Outra são os interesses menores (ou maiores?) que estão sendo investigados e que podem desbaratar toda a quadrilha de Ephraim.

Para quem não se lembra, José Agripino Maia é aqule Senador que não vê distinção entre interrogatório e Tortura de preso.

 

 

por José Campello Neto última modificação 22/08/2008 09:29
Catalogado sob:

dem é a alcunha do pfl

máfia II


Do Blog do Noblat -
22.8.2008
| 5h50m
deu na folha de s.paulo

Receita autua DEM em R$ 1,43 mi por IR

De Andréa Michael:

A Receita Federal autuou o partido Democratas em R$ 1,43 milhão. O valor corresponde, segundo fiscais, a Imposto de Renda devido pela legenda referente ao período de 2002 a 2004, além de multa, juros e correção monetária cobrados sobre o montante principal do débito, que é de R$ 607,33 mil.

A cobrança decorre da suspensão de imunidade tributária do DEM, depois de uma ação fiscal da Receita iniciada nas contas do partido em outubro do ano passado. Para os fiscais, conforme descrevem em auto de infração ao qual a Folha teve acesso, o DEM cometeu duas infrações:

1) Repassou receitas a um sócio-fundador e procurador do partido no total de R$ 124.311, entre janeiro e março de 2002; 2) Deixou de recolher IR, PIS, Cofins e CSLL sobre 24 notas fiscais, emitidas entre 2002 e 2004 e referentes a serviços contratados no valor total de R$ 227.860, o que gerou um débito de R$ 4.152,66 em tributos devidos pela legenda. Assinante da Folha leia mais em: Receita autua DEM em R$ 1,43 mi por IR


por José Campello Neto última modificação 22/08/2008 09:03
Catalogado sob:

21/08/2008

máfia - dem é a alcunha do pfl

pfl dá imunidade parlamentar aos seus

 

 

Partido sério

 

O PFL aumentou sua equipe na Câmara dos Deputados. Assume, hoje, um mandato federal, o suplente do Deputado Augusto Carvalho, do PPS. O novo Deputado é do PFL e chama-se José Edmar. Para não destoar de vários companheiros de Partido já esteve preso duas vezes por grilagem de terras no Distrito Federal e tem contra sí 74 processos em tramitação na justiça.

 

por José Campello Neto última modificação 22/08/2008 09:30
Catalogado sob:

tortura

ditadura

 

Coluna do Veríssimo (21/08/08)

 

 

Essa questão de julgar ou não os crimes dos anos ruins que agita os militares e divide o governo é, no fundo, uma briga pela nossa História. A quem pertence a História daqueles anos? Quem tem a exclusividade de interpretá-la e o poder de dizer o que aconteceu e o que não aconteceu, ou o que convém e não convém lembrar? Nem a velha sentença cínica de que a História é sempre a versão dos vencedores cabe. No fim quem venceu não foi o arbítrio, foi a democracia, mas a versão democrática da História daqueles anos ainda está para ser escrita. É boicotada por quem devolveu o país aos seus donos, mas ainda pretende mandar na sua memória.

 

por José Campello Neto última modificação 21/08/2008 12:32
Catalogado sob:

mãos à obra, senadores!

quem tem culpa (culpa) tem mêdo

 

O Senado Federal anda "pisando em ovos". Todos por lá conhecem e sabem quem é o Senador Ephraim Moraes do PFL da Parahyba desde sua atuação na 2ª Secretaria da Câmara dos Deputados. E não precisa lembrar que o Partido do Senador é presidido, formalmente, pelo Bibo-Filho, o filho dileto do Prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, para se ter uma idéia mais precisa de quem seja Ephraim e quem são seus companheiros.

O que atemoriza e imobliza os demais Senadores para investigarem apenas as últimas denúncias contra Ephraim são as ramificações do ilustre paraybano que se estendem desde gabinetes de Senadores da aguerrida e ilibada oposição ao Governo Federal até a Administração Geral da Casa

 

 

por José Campello Neto última modificação 21/08/2008 08:46
Catalogado sob:

nepotismo cruzado

troca de casais e adoções por amor

 

 

O Supremo Tribunal Federal julgou procedente a medida proposta pelo Conselho Federal de Justiça prohibindo a contratação de parentes de autoridades para cargos de confiança. A decisão passa a valer para os três Poderes da República.

Difícil mesmo vai ser encontrar um parente de até 3º grau que esteja lotado n`algum cargo à disposição da autoridade. São pouquíssimos casos. É que a decisão não impede a troca de parentes.

Na Câmara dos Deputados, no Senado Federal, e nos Gabinetes dos Juízes o primo, ou a esposa de um, "trabalha", ou só recebe, pelo Gabinete do outro.

 

por José Campello Neto última modificação 21/08/2008 08:45
Catalogado sob:

17/08/2008

desperta américa do sul

a saudade faz com que o pfl defenda Uribe a Allan Garcia.... por que será?

deu na folha de s.paulo

Do ditador ao "bispo dos pobres"

De Eliane Cantanhêde:

Lula, Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Correa, Michelle Bachelet, Tabaré Vázquez e mesmo a ainda indefinida Cristina Kirchner, juntos, são a imagem e a certeza de que algo está mudando, aliás mudado, na América do Sul. E é justo incluir nessa onda de renovação Alvaro Uribe e Alan Garcia, apesar de desgarrados "direitistas" e refratários a reuniões, cúpulas e até à posse do mais novo integrante da turma, o ex-bispo católico Fernando Lugo, que jamais vestiu um terno e usa sandálias, para "seguir o caminho da humildade", seja lá o que isso signifique...

Goste-se mais de um, menos de outro, a foto dessa gente é infinitamente melhor do que as do baú sul-americano: Alfredo Stroessner, Augusto Pinochet, Costa e Silva. E mesmo outras mais recentes: Carlos Menem, Alberto Fujimori.

Um migrante nordestino, um índio que é a cara do seu povo, a filha de um político morto numa ditadura, agora esse "bispo dos pobres" que sonha transformar o Paraguai num país mais desenvolvido, menos corrupto e mais justo. Muito se evoluiu dos Stroessner até agora, e o Brasil é um dos melhores exemplos, passando por processos, em vez de viver rupturas.

Certos vícios, porém, não mudaram tanto, basta ver as "surpresas" do PT no poder, comprovando a regra de que a política corrompe e deforma e de que, invariavelmente, as boas intenções sucumbem à prática política, ao "sistema".

 

por José Campello Neto última modificação 21/08/2008 08:47
Catalogado sob:

12/08/2008

tucanada

tucanos, pfl & dantas

 

Para viabilizar a venda da BRASIL TELECOM  para a OI, negócio que interessa, e muito, ao "sem algemas" Daniel Dantas, o PFL (DEM) e o PSDB estão pressionando o governo para indicação da Dra. Emília Ribeiro para a ANATEL

 

por José Campello Neto última modificação 12/08/2008 06:52
Catalogado sob:

tucanada

tucanos X educação

 

Da coluna Panorama Politico de O GLOBO

 

EDUCAÇÃO. Enquanto os governadores tucanos esperneiam contra o projeto que estabeleceu o piso nacional dos professores, os petistas afirmam que cumprirão tranqüilamente as exigências.

O Acre já está nos novos parâmetros. Em Sergipe, mais de 33% da carga horária dos docentes é dedicada a atividades extraclasse, embora o impacto do piso esteja sendo calculado.

Bahia e Piauí farão ajustes. Só o Pará ainda avalia a situação.

 

por José Campello Neto última modificação 12/08/2008 06:55
Catalogado sob:

11/08/2008

tunel do tempo

essa discussão, acredite, aconteceu outro dia. as fitas foram para o museu

 

Pipoca Moderna, edição de Outubro de 1982 - (custava à época Cr$ 350)
Revista mensal de mùsica, idéias novas e diversões eletrônicas,
Publicações Castro Ltda.

Gravadoras em gerra contra a fita virgem

A guerra às virgens começou - a fita virgem, especialmente a fita cassete, foi julgada e condenada pela indústria fonográfica daqui e de lá. É ela, em sua aparentemente inocente acessibilidade, que gera a ânsia de gravação caseira, a fúria do walkman, o desejo incontrolável de copiar o disco do amigo ou a programação da sua FM favorita. É ela, em suma, a responsável pela queda de venda dos discos - a famosa crise de mercdo que sacode os meios fonográficos do Brasil e dos Estados Unidos há dois anos. Ela, e não o preço extorsivo do disco, sua péssima qualidade técnica e melancólica monotonia artística.

Nos Estados Unidos a batalha entre disco e fita está no Congresso: uma coligação das principais gravadoras, liderada pela multipoderosa Warner Brothers, quer fazer passar - e parece que vai conseguir - uma taxação suplementar sobre as fitas virgens, para torná-las, no mínimo, três a quatro dólares (cerca de Cr$ 1.200) mais cara (e, portanto, bem mais cara que um disco). Os gravadores também deverão receber uma sobretaxa que os encarecerá de 5 a 10%.

A argumentação da indústria fonográfica americana é clara: no mundo de hoje, é inconcebível a reprodução sonora gratuita. Qualquer cópia é um furto, e viola o direito autoral. Portanto, é justo que a fita virgem - que, segundo a coligação das gravadoras, já drenou ao mercado cerca de um bilhão de dólares (quase três mllhões de cruzeiros!) só no ano passado - seja sobretaxada, e que essa sobretaxa seja atribuída como um royalty, um direito autoral a ser dividido entre autores, intérpretes e produtores.

Nos Estados Unidos a briga já tem forma concreta: é a Emenda Mathias, um texto legal de autoria do senador republicano Charles Mathias que impõe e regula a taxação das fitas virgens. Em torno de sua aprovação lutam gravadoras e fabricantes de equipamentos e fitas. Dentro da guerra entra mais artilharia - a indústria fonográfica quer reviver também um antigo projeto, há dez anos engavetado no Congresso, que prevê outra taxa, desta vez para as emissoras de rádio. Cada canção executada reverteria em grana para a graadora que prensou o disco. O que significa que, contra a coligação fonográfica, existe agora nos corredores do Congresso um forte lobby de fabricantes de fitas e emissoras de rádio.
No Brasil, a Associação dos Produtores de Discos, com o apoio do Conselho Nacional de Direito Autoral, garante que fará passar, em breve, projeto semelhante e, diz uma fonte autorizada, "bem mais rigoroso e completo" que o americano. A seu favor a ABPD já tem pareceres dos Ministérios da Fazenda, Educação, Indústria e Comércio.

Esta guerra não é, como pode parecer, uma estéril batalha legal. Ela atinge em cheio o bolso do consumidor - você, leitor - levanta uma discussão séria: quem é o dono daquilo que você escuta?

por José Campello Neto última modificação 11/08/2008 22:00
Catalogado sob:

10/08/2008

manda quem pode, obedece quem tem juízo.

2ª Homenagem ao senador José Agripino Maia, do PFL.

No exército bate-se continência para quem se reverencia, se homenageia e para quem se obedece. O exército brasileiro, por seus dois generais Luiz Cesareo da Silveira Filho e Paulo César Castro, compareceu  voluntariamente, na última sexta-feira, a uma solenidade, para prestar continência a um torturador. Resta saber, já que os generais não lhe deviam obediência, se o gesto foi para reverenciar ou homenagear a tortura.

por José Campello Neto última modificação 10/08/2008 11:39
Catalogado sob:

E agora, como fica?

A elite tucana e a educação média, a missão.

Depois de tanto alardear o que fez pela Educação, o PSDB vai ter que explicar bem direitinho porque os dois governadores dos estados mais ricos da federação - José Serra de São Paulo e Aécio Neves de Minas Gerais - se negam a pagar o piso salarial dos professores, que foi estabelecido pelo governo do PT. O PSDB defendia maior qualificação e melhores salários aos professores.

por José Campello Neto última modificação 10/08/2008 11:33
Catalogado sob:

07/08/2008

que lei é essa?

a anistia tem que ser igual para todos

 

 

Os "terroristas" anistiados foram, todos, identificados. Sabemos quem eles são. E a própria direita faz circular por diversos meios lista com fotos e dados desses "elementos". Informam até os cargos que eles ocupam no atual governo.

E quem são os torturadores anistiados? Você sabe quem são? Como eles podem ser anistiados se não foram identificados? Vamos defender que sejam anistiados, tudo bem. Vamos incluí-los na Lei de Anistia. Mas apareçam.

Ou a anistia só valeu para um dos lados e o outro se nega a ser anistiado?

 

por José Campello Neto última modificação 07/08/2008 11:34
Catalogado sob:

sinceridade

a insistência em procurar ativamente esquecer, em vez de lembrar, nos faz concluir, errôneamente, que o nosso mundo não corre os mesmos riscos do passado

 

 Uso Político

Também não acredito nos motivos alegados pelo Ministro Tarso Genro, da Justiça, para trazer à discussão a questão do julgamento ou da anistia de torturadores.

Para mim ele quer "queimar" a Ministro Dilma Roussef perante os militares. Foi preterido pelo Presidente Lula como candidato à sua sucessão e não aceita que Dilma seja "a preferida".

Dilma, por sua iniciativa, jamais trouxe à tona o tema da tortura. Mas como vítima dessas criaturas inumanas (O Senador José Agripino Maia, do PFL, não distingue pressão de tortura) terá que manifestar-se à favor da punição desses crimes bárbaros. E Tasso Genro sabe o quanto isso pode afetar a provável candidatura da Ministro.

 

por José Campello Neto última modificação 08/08/2008 01:53
Catalogado sob:
Ações do documento
Brasília, 28/08/2008 20:43
Sobre o Autor
Minha fotografia
José Campello Neto
Brasília - DF
Jornalista e advogado
Notificação
Receba as atualizações deste blog por email.
(Obrigatório)